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Diz à mãe para migar as sopas ...



Terça-feira, 12.12.17

Coisas "Raríssimas"

Matralha_999.jpg

Imagem - Net

 

Há dias atrás por intermédio de uma amiga no facebook fiquei um pouco mais enriquecido em termos de conhecimento da origem de algumas palavras e termos do português, neste caso desconhecia por completo a origem de tal termo – Larápios.

Não irei aqui partilhar o post que a Sara partilhou, irei somente deixar a ideia e o essencial, que é o seguinte:

Lucius Antonius Rufus Appius foi um Pretor de Roma, assinava as suas sentenças como L.A.R. Apius, mas o dito romano era tão “boa pessoa” como Pretor (no caso dele Juiz) sério, honesto e imparcial que ao invés que “julgar” as sentenças de um modo isento, preferia vende-las a quem melhor pudesse paga-las, como tal o povo começou a usar a palavra “larapius” como sinónimo de pessoa desonesta, ladrão ou gatuno.

No português atual “Larapius” deu origem ao termo “Larápio” mantendo exatamente o mesmo significado!    

Fui pesquisar um pouco mais sobre o que era um “Pretor” na antiga Roma, de entre muitas definições que encontrei achei a da wikipédia a mais simples para definir tal figura:

Pretor (em latim: Praetor) era um dos títulos concedidos pelo governo da Roma Antiga a homens que atuavam em duas diferentes funções oficiais: comandante de um exército (já em campanha ou, muito raramente, antes dela) ou um magistrado eleito para realizar diversas funções (que variaram em diferentes períodos da história de Roma). As funções desta magistratura, chamada "praetura" ("pretorado") são descritas pelos diversos adjetivos[nota 1]: o poder pretorial ("praetoria postestas"), a autoridade pretorial ("praetorium imperium") e a lei pretorial ("praetorium ius"), os precedentes legais estabelecidos pelos pretores. "Pretório" ("praetorium") é um substantivo que denota o local a partir do qual o pretor exercia sua autoridade, seja o quartel-general de seu castro, o tribunal onde se reunia seu judiciário ou a sede de seu governo provincial.”  - https://pt.wikipedia.org/wiki/Pretor

Bem … até aqui tudo bem. Sempre existiu e existirá “títulos”, quer seja numa República, numa Monarquia … ou qualquer coisa do tipo!

Não quero nem posso alterar a forma jurídica e governativa como hoje é conhecido este maravilhoso território pertencente á Península Ibérica a que se chama Portugal, mas de facto deixo aqui uma sugestão! Em vez de “República Portuguesa” o melhor seria começar a chamar a isto “Pretorado Português”! Sei lá … parece-me mais adequado e mais próprio ao que neste país vai acontecendo … o mesmo direi da alteração do termo “hemiciclo” para “Pretório” …

Não irei falar do que já se passou … não irei falar do que já nos aconteceu … mas que facto acontecem coisas neste “Pretorado” que não lembra a ninguém! Coisas raras!

Por falar em coisas raras (acontecimentos), deixo aqui também o seu significado. “Raro” é um adjetivo (do Latim rarus) que significa que não é comum, não é abundante, não é frequente! No entanto o advérbio de “Raro” é “raramente” mas o seu superlativo é “raríssimo”. Uma forma simples de utilizar esse superlativo de “raro” é por exemplo:  “O fenômeno que aconteceu é raríssimo”…

Coisas raras que vão acontecendo como por exemplo (neste caso o ultimo conhecido), o da amiguinha “Paula Brito e Costa” que para além de aprender depressa como se deveria movimentar neste “Pretorado” teve a magnífica ideia de utilizar uma analogia para dar nome ao seu projeto, chamando-lhe “Raríssima” …

Pois bem … logo desde o seu início (deixo de fora o seu filho, porque com isso não se brinca) foi ter com a nossa “Madrinha” Maria Cavaco Silva, para dar inicio a tal atividade raríssima neste Pais.

Depois … bem depois começa uma rede de amizades politicas que passam por Secretários de Estado, Ministros, Banqueiros, Santa Casa da Misericórdia … enfim coiso e tal e tal e coiso …

Claro todos eles e elas para darem “colaboração técnica na área de organização e serviços de saúde” como era o caso do sr. Manuel Delgado atual ex-secretário de estado da saúde (parece que se demitiu hoje), sempre deram essa colaboração de forma completamente desinteressada … tal qual a senhora deputada do PS Sónia Fertuzinhos, segundo consta foi em visita de trabalho à Suécia fazer sei lá o quê com as despesas pagas pela mesma “raríssima” (coisa que também é raro neste país, pagar viagens)!

O engraçado é que a “raríssima” … e claro para que tudo funcione é uma IPSS, também uma pura coincidência (somente isso) essa mesma deputada do PS é somente esposa do sr. Ministro Vieira da Silva, o Ministro que tutela o Ministério da Segurança Social … essa “coisa” que um dia, um Primeiro-ministro na época (Passos Coelho) teve a frontalidade de dizer, “não pagava a segurança social porque não sabia que era obrigatório” … enfim, afinal ninguém é obrigado a saber tudo … tal qual como o sr Ministro não é obrigado a saber quem paga as viagens à sua esposa, porque ela ia em trabalho e não numa qualquer visita matrimonial …

Que coisas “raríssimas” acontecem neste nosso País … aí Marcelo, Marcelo … ainda tu dizes que não devia ser “necessário haver denúncias para o Estado saber o que se passa nestas instituições”? Pois não devia não … porque elas são sem margem de dúvida “RARISSIMAS” …

Vou terminar como comecei … dos romanos que começaram a utilizar o termo “Larapius” até ao “Pretorado” da República Portuguesa, só passaram 2.000 anos … mas está cá tudo!

Kostinha o segundo semestre de 2017 não está fácil … só pergunto, até onde isto vai chegar?

E o sr Ministro? Contínua com condições politicas para exercer a sua função?

Com tantos Lucius Antonius Rufus Appius (L.A.R. Apius) nem sei como nós ainda conseguimos viver neste Pretorado …

 

Beijinhos …

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por Paulo Brites às 18:11



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