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Diz à mãe para migar as sopas ...



Sábado, 10.02.18

Porque as más experiências também podem ser boas ...

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Hoje estava numa de arrumação de links e outras merdas que vou guardando, sempre na expectativa de um dia voltar a ler ou por qualquer outra razão possa ser útil em algum momento. Claro está que nada disso funciona, claro que nunca mais volto a ver tais coisas … no entanto e mesmo sabendo que não irei voltar a ler … lá vou guardando determinados links e mais links que acho importantes ou interessantes por algum motivo … e o mais estupido, não os consigo eliminar …

É o caso de uma publicação que relata de forma simples um momento por mim vivido em final de 2014 princípio de 2015 … sim, em Janeiro de 2015 surge um movimento a que a imprensa escrita nacional deu algum destaque e que foi “Os indignados do Jamor”!

Não foi mais nem menos do que uma revolta á forma como são geridos os chamados “Reality Show” mas que teve o seu impacto e as suas repercussões! Falo do Masterchef e da sua produtora a “Shine Iberia Endemol” e que provocou a suspensão por parte da TVI do concurso Masterchef. Ainda foi para o ar o dito concurso de 2015 mas … um fracasso total!

Depois disso somente existiu o Masterchef famosos ou celebridades e coiso e tal e, o Masterchef Junior que também ele na edição de 2016 existiu inúmeras queixas por parte dos pais dos participantes … (claro é mais fácil ludibriar crianças do que adultos)

Foi um dos piores momentos e experiencias que passei na vida! Foi muito mau! Claro que fiz 2 grandes amigos, tão grandes que para não existirem momentos lamechas de punho fechado, nunca mais nos voltamos a cruzar … e ainda bem! O sr. Manuel Luis e o sr Di Paula ficarão sempre na minha memória … como as piores pessoas que conheci até hoje!

Mas como gostei da forma como “A Diva” escreveu sobre o que se passou no estádio do Jamor em Janeiro de 2015 e para dar alguma utilidade à minha “Pancada” de guardar links que depois nunca mais vou ver … deixo aqui este maravilhoso texto escrito no seu blog divasemapuros.wordpress.com e com o qual me identifico na totalidade …

 

Diva e o Masterchef

19 DE JANEIRO DE 2015 by DIVAS EM APUROS

“Olá caríssimos

Este sábado passei por uma experiência deveras estranha. Fui acompanhar uma Diva familiar ao casting do Masterchef que aconteceu no Estádio do Jamor. Nunca assisti fielmente ao programa mas confesso que lhe achava alguma graça, e que até o considerava digno, dentro da área de entretenimento que nos é disponibilizada pelos canais genéricos que temos.

A Diva Chef, que fez uma viagem com cerca de 3h30 até Lisboa, estava entusiasmada com o seu maravilhoso rosbife. Tudo preparado, e de geleira na mão, lá fomos nós para a fila do check in. Era pior que a da ponte 25 de abril em 1995 mas já nos tínhamos mentalizado para a guerra.

Assim que chegámos, deparámo-nos com imensos aspirantes a chef que falavam das suas experiências anteriores, neste mesmo casting. Pelos vistos existem pessoas que concorrem a estes programas todos os anos e, ainda assim, não perdem a esperança. Coragem.

Na fila estavam senhoras já maduras, jovens com garra, pessoal das beiras que arrastou autocarros de apoiantes, loucos da cabeça que carregavam arcas que, aparentemente, tinham lugar para um leitão da bairrada inteirinho, meninas vestidas a rigor como se fossem para o Guility, entre outros.

Quando passámos o check in, e após já estarmos enfartados das conversas sobre pratos e camas de agriões, espinafres e batata doce, vejo a nossa querida Joana Vasconcelos a tirar fotografias à sua irmã, também ela concorrente. Foi aqui que me caiu a ficha. De facto estávamos perante um programa de televisão que privilegia conteúdos vários, além do talento que cada um tem para a culinária. Achei um bocadinho de mau tom arrastar uma figura pública desta dimensão para o local. Mas rapidamente cheguei à conclusão que cada um joga com as armas que tem, e nós aqui no Divas não somos julgadoras. E também eu estava a acompanhar um familiar.

À entrada, apoiantes e concorrentes separaram-se, e lá fomos nós em modo claque apoiar a nossa Diva, confiantes de que ela iria passar. Não era fácil passar de 500 para 51 mas ela já tinha conseguido fazer melhor na primeira fase. O pessoal das claques estava possuído, gritavam piropos ao Goucha e aos seus chefs de eleição. Megafones, minis, cartazes, t-shirts, chapéus, etc.. uma alegria, assim para o bimbo, que acabou por se revelar divertida. Um dos mais excêntricos apoiantes parecia o Barney dos Simpsons. Este cromo passou a manhã inteira a gritar pela Vivi. Pobre coitada, devia estar lá em baixo a rezar para que ele se calasse. Mas o Barney era rijo e antes a morte, a estar sossegadito com o cartaz em punho.

A nossa Diva teve 15/20 minutos para empratar a sua iguaria, para que um chefassistente a degustasse. Só os pratos qualificados por este grupo constituído por chefs anónimos e ex concorrentes do programa, é que seriam provados pelo famoso júri. A nós pareceu-nos um procedimento normal pois ninguém imaginou que aqueles 3 jurados conseguissem emborcar 500 pratos. Só o Rui Paula é que teria apetite para tal, mas pelos vistos não estava para isso.

Pois bem, aquele fantástico prato que já estava em cima da bancada representava 300 kms percorridos, portagens, gasolina, acordar às 6h para não matar o Goucha com legumes oxidados durante a madrugada, e tudo para quê, perguntam vocês?

Para nem sequer provarem o prato. 

Parece mentira mas é a mais pura das verdades. O avaliador deve ser tão pro que não precisou provar nada para sentir o paladar. Simplesmente se limitou a olhar para o prato e a dizer: “Está muito bonito, parabéns.”

Após esta criteriosa avaliação, percebemos que o júri só se dirigiu às pessoas que já tinham sido escolhidas anteriormente, para provar os seus pratos e entregar as colheres. A nossa Diva não foi selecionada e ainda teve a oportunidade de pinicar um prato de um colega do lado que, mesmo sem ter sido previamente tocado pelo assistente, foi assinalado para ser provado pelo júri e, como tal, apurado. “Estava sem sabor e sem sal…” disse ela. Até podia estar envenenado, sem provar nunca daria para prever.

Depois das 51 colheres terem sido entregues, algumas pessoas decidiram abandonar o barco antes das repetições habituais de texto dos apresentadores. Provavelmente porque devem ter recebido semelhante consideração.

Apesar de não ter acontecido a todos, e provavelmente ter incidido sobre uma minoria, a verdade é que existiram pessoas que levaram pratos intactos para casa. Pessoas estas que perderam horas de vida nas suas confeções que nunca chegaram às papilas gustativas de ninguém.

Aqui ficam algumas questões para refletirem:

  • Será que um surdo pode concorrer aos Ídolos?
  • Será que se eu for com um vestidinhoà la Alunos de Apolo, passo no Achas que sabes Dançar, sem ter que dançar efetivamente?
  • Será que não seria mais justo pagarem a figurantes antes de fazerem isto às pessoas? Se pagassem bem, até eu levava a minha massa de atum, só para o número.

Como é que alguém recusa um prato sem o provar? E pior, aprova outro nas mesmas condições?

A nossa Diva ficou triste e frustrada depois deste esforço completamente em vão.

Já nós, jantámos o melhor rosbife das nossas vidas.

Por isso, não ficámos assim muito chateados.”

https://divasemapuros.wordpress.com/2015/01/19/diva-e-o-masterchef/

 

Beijinhos e bons ensaios culinários …

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Paulo Brites às 21:26


2 comentários

De Anónimo a 15.02.2018 às 11:02

Venho muito humildemente expressar ao autor desta página que a merda do coiso é mesmo uma merda. Vou mais longe: que se foda o coiso. que vá à merda

De Paulo Brites a 15.02.2018 às 14:33

Completamente! E já devia ter ido há muito ...

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