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Diz à mãe para migar as sopas ...

Diz à mãe para migar as sopas ...

Eu sou ...

30.01.17 | Paulo Brites

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Nikon D3200, 18-55mm @ 18mm, f/10, 1/50s, ISO 100

Lago de Alqueva - Monsaraz | Alentejo | Portugal

 

Eu sou o que penso,

sou o que sou e o que quero ser.

Eu sou o tudo e o nada,

a sorte do que tenho

do que perdi e o que ainda não conquistei

o azar do que desejei.

 

Sou o reflexo num canto da paisagem,

sou a alegria de quem me ama

a tristeza de quem me odeia

e a ocupação de quem me inveja. 

 

Sou os livros que li e os textos que escrevi

as fotografias que já tirei,

sou os momentos que passei

os que ainda quero passar

os amigos que conquistei.

 

Sou o amor que dei

e o que continuarei a dar,

sou os amores que tive

e os que luto para ter.

 

Sou as viagens que fiz

e as que quero fazer,

sou o cheiro que me seduz

a cor que me apaixona

a bebida que bebi

e o vinho que quero beber.

 

Sou a saudade e os abraços que já dei

e os que quero voltar a dar,

sou o que amei

e o que quero continuar a amar.

 

Não sou perfeito, também não sou imperfeito,

sou o contraste e a contradição

de quem quer

acima de tudo

viver com paixão. 

Paulo Brites

Tem gente que conquista a gente

28.01.17 | Paulo Brites

DSC_8430-1-2

Nikon D3200, 18-55mm @ 32mm, f/10, 1/60s, ISO 100

Lago de Alqueva - Monsaraz | Alentejo | Portugal

 

Tem gente que conquista a gente,

de um jeito tão bonito

que a gente sente tudo

de jeito diferente.

 

Tem gente que conquista a gente,

meio de repente

e sem querer

a gente fica, de forma diferente.

 

Tem gente que conquista a gente,

que nem sabe

que para a gente

ela é gente que nos faz ser gente.

 

Tem gente que conquista a gente,

que sem esta gente

o nosso dia não seria …

dia de gente.

E agora o que se faz? Cada um é livre!

27.01.17 | Paulo Brites

DSC_5779+LR5+A

Nikon D3200, 18-55mm @ 48mm, f/6.3, 1/250s, ISO 100

Praia do Pintadinho | Algarve | Portugal

 

Hoje de manhã numa das minhas viagens de carro e numa estação de rádio o jornalista falava com um psicólogo sobre a importância de “ALTERNAR” como forma de gerir os bons e os maus momentos da vida em todos os sentidos tanto pessoais como sentimentais, para se manter um equilíbrio emocional estável. Não consegui perceber nada do que se falava ou melhor achei um perfeito disparate, embora perceba que é importante gerir de forma positiva as diversas fases que na vida vamos tendo e vivendo mas como se pode fazer para alterna-las?

Quando se fala na palavra “Alterne” a nossa mente vai de imediato buscar a mais velha profissão do mundo … bem, a palavra “alterne” na língua de Camões significa: ora fazer uma coisa ora outra, de dispor de ordem alternada, de revezar, de fazer variar sucessivamente … então alternar é acima de tudo uma questão e uma escolha pessoal mas nunca poderá ser uma forma de gerir os bons e os maus momentos porque não se poderá dizer: “bem agora que tive um bom momento é a vez de ter um mau” ou então “gosto de ti mas porque o dia de ontem não foi bom e hoje estamos chateados vou ter com outra(o)” – isso é um absurdo! Alternar é bom, desde que se seja fiel aos nossos princípios mas alternar os bons e os maus momentos? A fidelidade e a infidelidade? Não entendo a sua opinião Drº Carlos Agostinho!  

Poderia escrever ou utilizar milhares de analogias para falar sobre isso … mas deixo aqui umas palavras de “Moacir Soledade” em que o “alternar” para gerir uma relação amoroso demostra claramente que é acima de tudo uma questão de personalidade, princípios, respeito e de firmeza!

 

"A beleza feminina até me fascina.

A luxúria, a sedução, também me atrai.

Mas não se "apoquente" menina.

Minha bússola é a razão

 

E como dizia Vinícius…: Homem de bem, não trai."

O que esta imagem transmite será provavelmente um dialogo entre mãe e filha em que o tema poderia ser  um bom ou mau momento, uma boa ou má experiencia … tanto faz, o que se vê claramente é o sinal feito pela mão esquerda da filha … e que é ZERO!

Como poderei supor, o senhor será praticante do “alternar” como tal alterne, que amanhã possa ter um dia melhor e consiga explicar-se melhor! Uma boa tarde Drº Carlos Agostinho.

Porque existem coisas dessas ...

24.01.17 | Paulo Brites

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Nikon D3200, 18-55mm @ 18mm, f/10, 1/60s, ISO 100

Lago de Alqueva - Monsaraz | Alentejo | Portugal

https://www.youtube.com/watch?v=GOIYXtcEv0k

 

Se sou tinta

Tu és tela

Se sou chuva

És aguarela

Se sou sal

És branca areia

Se sou mar

És maré cheia

Se sou céu

És nuvem nele

Se sou estrela

És de encantar

Se sou noite

És luz para ela

Se sou dia

És o luar

 

Sou a voz

Do coração

Numa carta

Aberta ao mundo

Sou o espelho

D'emoção

Do teu olhar

Profundo

Sou um todo

Num instante

Corpo dado

Em jeito amante

Sou o tempo

Que não passa

Quando a saudade

Me abraça

Todas As Ruas do Amor – Flor de lis

Apetece-me o mar e o brilho líquido dos teus olhos

23.01.17 | Paulo Brites

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Nikon D3200, 18-55mm @ 24mm, f/9, 1/125s, ISO 100

Praia de Olhos de Água | Algarve | Portugal

 

Apetece-me o mar

e o brilho líquido

dos teus olhos

a fitar a turva

linha do horizonte

 

Apetece-me a areia

a colar-se entre os dedos

e a inventar a tarde

num breve pôr do sol

encantado de gaivotas

 

Apetece-me o sonho

algibe de água fresca

oásis onde vou amiúde

cativo como um monge

beber dessa saudade.

inédito- Luís Filipe Marcão 18/01/2017

Um segundo da tua essência.

23.01.17 | Paulo Brites

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Nikon D3200, 18-55mm @ 18mm, f/10, 1/320s, ISO 100

Monsaraz | Alentejo | Portugal

 

Esta noite

quero ficar ao teu lado

só para te ver dormir.

 

Em silêncio, acordado

para não deixar fugir

um segundo da tua essência.

 

E, se adormecer por estar cansado

cedendo às leis da ciência,

então que durma despreocupado

com a certeza da tua existência.

Tristão de Andrade

Em ti nada enerva

20.01.17 | Paulo Brites

DSC_8437-1-2

Nikon D3200, 18-55mm @ 18mm, f/8, 1/50s, ISO 100

Monsaraz | Alentejo | Portugal

 

Nas varandas
Que de ti demandam
Vislumbro o mundo inteiro

Vejo o Alqueva
Nos braços do Guadiana
Em traços do infinito

Sorri Mourão
No altar do seu castelo
Com Espanha ali ao lado

Aquelas aragens brandas
Que em ti jamais mandam
Refrescam-te do teu braseiro

Em ti nada enerva
A acalmia que de ti emana
Na beleza de que és perito

No alto da imensidão
Tens também teu castelo
No teu retrato aprumado

És património do mundo
Que a teus pés se ajoelha
Perante um solo fecundo
E um som por trás da orelha
Jamais se fica moribundo
Por baixo da tua telha
António MR Martins

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