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Diz à mãe para migar as sopas ...

Diz à mãe para migar as sopas ...

O poder da fotografia

27.02.17 | Paulo Brites

DSC_7730-1-2

Nikon D3200, 18-55mm @ 18mm, f/3.5, 1/15s, ISO 100

Praia Grande de Pera | Algarve | Portugal

 

É sempre mau quando o passado interfere no nosso presente e não nos deixa viver o futuro … seguir em frente é necessário e como tal inevitavelmente terá que se deixar algumas coisas para trás. Utilizando uma frase da Graça Aguiar “Podemos escolher não fazer nada para mudar. Mas isso não significa que a vida escolha igual”, portanto é sempre melhor seres tu a controlar a mudança do que fazer com que ela aconteça aos poucos e fique ao sabor da vida … e mais importante, nunca se poderá condicionar o presente e o futuro por um passado que já sabemos que não tem futuro e isso é o pior inimigo da mudança!

Olho para esta imagem e sei que nunca mais irei conseguir ver novamente este por do sol, o mais que poderá acontecer será algum momento semelhante mas nunca mais será com as mesmas nuvens … é esse o poder da fotografia! Registar para memórias futuras o que já passou e nunca chorar nem mesmo ignorar que se desejar voltar a ver e sentir esse por do sol será uma total perda de tempo, irá interferir no meu presente e anular o meu futuro, porque se choro com saudades por este por do sol, as lágrimas irão impedir que vejo o nascer do dia e por consequência irão também impedir o próximo por do sol!

“Podemos escolher não fazer nada para mudar. Mas isso não significa que a vida escolha igual.” Portanto nunca se deve estragar o presente e o futuro por estupidez de se continuar colado e amarrado a um passado sem futuro ou então minimizamo-nos e queremos continuar com o passado ignorando que possa existir um futuro …

Um beijo ...

18.02.17 | Paulo Brites

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Nikon D3200, 50-200mm @ 58mm, f/4.2, 1/125s, ISO 160

Lago de Alqueva | Alentejo | Portugal

 

https://www.youtube.com/watch?v=fODyELTcLcM

 

Quero abrir o meu coração

dizer o que não caberia nesta canção

não dizer que “tô com saudades”

e ouvir da tua parte reciprocidades;

 

Aqui sozinho e sem alegria

fecho os olhos e quero reviver

dias em que com a tua mestria

me vais fazendo dizer, como é bom viver;

 

E esta melodia da Bethania que estou a ouvir

que o meu coração faz abrir

é contigo…  que a quero reouvir;

 

E tudo que eu queria dizer

acabei escrevendo sem perceber

em forma de poesia… o momento, em que a saudade crescia.

Paulo Brites

Manuel Alegre

08.02.17 | Paulo Brites

DSC_6087

Nikon D3200, 18-55mm @ 55mm, f/4.5, 1/40s, ISO 100 

Praia da Marinha | Algarve | Portugal

 

A versão musical do poema de Manuel Alegre que mais gosto!

https://www.youtube.com/watch?v=9e9-HMfgiv0

 

Meu amor é marinheiro

E mora no alto mar

Seus braços são como o vento

Ninguém os pode amarrar.

 

Quando chega à minha beira

Todo o meu sangue é um rio

Onde o meu amor aporta

Seu coração - um navio.

 

Meu amor disse que eu tinha

Na boca um gosto a saudade

E uns cabelos onde nascem

Os ventos e a liberdade.

 

Meu amor é marinheiro

Quando chega à minha beira

Acende um cravo na boca

E canta desta maneira.

 

Eu vivo lá longe, longe

Onde passam os navios

Mas um dia hei-de voltar

Às águas dos nossos rios.

 

Hei-de passar nas cidades

Como o vento nas areias

E abrir todas as janelas

E abrir todas as cadeias.

 

Assim falou meu amor

Assim falou-me ele um dia

Desde então eu vivo à espera

Que volte como dizia.

Manuel Alegre