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Diz à mãe para migar as sopas ...

Diz à mãe para migar as sopas ...

Bom Ano Novo e bons recomeços

29.12.17 | Paulo Brites

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Todos os finais de ano é a mesma coisa, ano novo vida nova … pessoalmente penso que para definir mudanças e analisar o que somos e o que temos não será necessário chegar ao dia 31 de Dezembro mas verdade é sempre uma boa altura para criação de analogias e metáforas a respeito de “recomeçar”.

Como todas as mudanças elas começam essencialmente em nós, diante dessa oportunidade de mudança em nós próprios originam-se sem dúvida algumas reflexões, entre elas está sempre a tradicional: Veja-se como foi o ano que está a ficar para trás e pense-se como se quer o próximo, como tal mude! Troque! Recomece!

De “recomeço” em “recomeço”, temos criado uma ambição desenfreada de viver sempre uma nova história, de procurar por novas pessoas, de frequentar novos lugares, de criar novos objectivos profissionais. Sem notar, contudo, que viver todos esses anseios sem ter lucidez nas nossas escolhas, não nos trará exactamente o ganho que se procura. Por isso, a pergunta que deveria caber a todos e a cada um antes de qualquer cogitação de recomeço é: o que é que exactamente se quer e procura?

… bem acima de tudo e para não matarmos a possibilidade real de transformação que se pretende, será muito importante aproveitar o que de bom nos aconteceu nos últimos tempos e que muitas vezes não temos a capacidade de perceber tais acontecimentos, portanto o grande inicio desse recomeço não será recomeçar e dar a devida importância ao que temos? Acho que sim! Acho que para além de novos objectivos, de novas metas será muito importante rever se o que temos é por enquanto só metade do que se queria ... e se assim o é, será sempre por ai o ponto de partida para definir os nossos objectivos para o próximo ano, porque se já ou ainda só temos metade então que se lute e se dê prioridade para se conseguir ter tudo!

Todavia... recomeçar é mais do que unicamente superar o que deu errado. É antes, modificar o jeito, o trajecto, a fala, a forma, a maneira. É assumir, é ter acções que façam a diferença.

Como dizia Miguel Torga:

Recomeça...

se puderes

sem angústia

e sem pressa.

E os passos que deres,

nesse caminho duro

do futuro

dá-os em liberdade.

enquanto não alcances

não descanses.

de nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,

Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.

Sempre a sonhar e vendo

o logro da aventura.

És homem, não te esqueças!

Só é tua a loucura

onde, com lucidez, te reconheças.

 

Sim! Vou continuar a ter como meta as metades que me faltam! Só assim faz sentido … Feliz ano novo!

 

Beijinhos ...

Afinal quem é que manda aqui? Vamos mas é alterar essa merda!

27.12.17 | Paulo Brites

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A 30 de Novembro o PS formaliza um contrato de financiamento vulgarmente conhecido como empréstimo, imagine-se em que condições e em que entidade bancária? O Novo Banco!

Esse mesmo empréstimo ao que parece é no valor de 2 milhões de euros, teve como garantias bancárias 1,1 milhão (em imóveis), portanto 55% do valor do mesmo … até aqui tudo bem! Qualquer pessoa individual ou coletiva pode contrair tais empréstimos, para isso, necessita de reunir diversas condições, entre elas a taxa de esforço … e um banco que o queira ou aceite fazer! É de conhecimento público as dificuldades financeiras do Partido Socialista, no entanto, e porque são tudo boas pessoas o Novo Banco confia totalmente em tal instituição … sabe-se lá porquê!?

Como as contas dos partidos políticos são contas sempre muito sérias, honestas, claras … enfim deixo á imaginação de cada um a aplicação de tais adjetivos qualificativos para tais “grupos organizados” e suas contas, ações, movimentos, interesses …

21 dias depois faz-se luz e eis que pelos lados do “hemicirco” é alterada a lei de financiamento dos partidos políticos, que com a época festiva e o espirito natalício quase que passava sem dar nas vistas, tal qual como um criminoso que limpa o local do crime na esperança de não ser apanhado.

Parece que tais trabalhadores exemplares, ao longo do ano civil lá se iam reunindo e afinando a nova lei de forma a que, a mesma chegasse a um ponto de consenso entre as diferentes cores politicas e as suas necessidades. Salientar também que nessa alteração de lei ficou “combinado” que as diferentes propostas não seriam públicas em relação a quem as apresentou! Também aqui é normal neste país esses consensos políticos, é de facto o que mais acontece … mas segundo parece a coisa é tão séria e honesta que nem uma acta é necessário fazer … ou se foram feitas, deverão estar no cofre do “hemicirco” junto com o relatório de Pedrogão por serem consideradas altamente confidenciais …

De entre as muitas alterações propostas, existem algumas que são na verdade bastante claras. O fim do limite das doações (para empresas) e gestão e angariação de fundos, bem como a isenção total de pagamento de IVA nas despesas de tais ilustres organizações.

Quanto á primeira, pergunto eu? Mas afinal quem tem interesse em doar dinheiro a um partido politico? Deve ser do tipo: Coitados estão tão necessitados de dinheiro e são tão boas pessoas que eu vou doar 1 milhão de euros, mas faço-o de forma desinteressada … e eu sou o Pai Natal …

Nota 1:

Na legislação em vigor, os partidos estão limitados a registar 631 mil euros anuais através de ações de angariação de fundos — o que corresponde a 1500 vezes o valor do IAS (Indexante de Apoios Sociais). A partir de agora não há limite… Uma angariação de fundos pode ser uma festa em que se paga bilhete, um concerto, um leilão de obras de arte ou um qualquer ação em que o participante paga sabendo que a receita reverte para um partido. Não confundir com os donativos individuais, que mantêm as restrições de 25 IAS por doador (10,5 mil euros).- Fonte Observador

 

A segunda alteração, enfim, é completamente injusto pagar IVA! Porque raio teríamos agora de pagar mais 23%? Nammm isso não é para nós! Ainda por cima esses gajos das finanças estão a confundir tudo, então para que não exista confusão acabamos com o IVA para o “pessoal” …

Nota 2:

Os partidos já tinham direito a algumas devoluções de IVA: em ações de propaganda “que visem difundir a sua mensagem política ou identidade própria” — segundo a letra da lei em vigor –, mas também em ações de angariação de fundos. Um deputado que integrou o grupo de trabalho diz que se trata apenas de “uma clarificação” porque a Autoridade Tributária não tinha um critério uniforme para avaliar estas devoluções de IVA. Assim, passa a ser tudo.- Fonte Observador

 

“Assim passa a ser tudo” uma frase de um deputado à nação sobre a isenção de IVA … e a saúde, a educação, os bens alimentares de primeira necessidade, a energia … sr deputado tenha vergonha na cara!!!

Tanto o senhor como todos os seus “colegas e camaradas” um pouco de decência fica bem! Se estas alterações são justas e honestas, porque razão foram feitas pela calada? Sem debate público e o pior, sem darem a cara por elas?

De todas as justificações públicas por parte de responsáveis políticos, claramente que existem algumas no mínimo … “engraçadas”:

 

PS -  Autoridade Tributária não tinha um critério uniforme para avaliar estas devoluções de IVA. Assim, passa a ser tudo!

PSDVotamos a favor porque concordamos com tudo!

BENão concordamos, mas votamos a favor (desta vez não são do contra …) podera pimenta no rabo dos outros para nós é refresco.

PCP e PEV – Até parecem que se mudaram para o Largo do Rato de tão caladinhos que estão (finalmente as receitas da festa do Avante estão controladas …)

Quanto ao CDS e PAM, não consigo perceber se estão contra por estarem mesmo contra ou se estão a aproveitar a “coisa” para tentarem uns votosinhos …

 

Ao Prof. Marcelo deixo uma sugestão para logo á “noitinha” … que se faça o que tem que ser feito e se devolva o diploma ao “hemicirco” e no minino se obrigue essa “gentinha toda” a um debate sério sobre o assunto e que se dê a cara, para que o Zé Povinho, no mínimo tenha conhecimento do que é que cada uma das cores políticas diz sobre tal “roubalheira”, “falta de decência” e se alguma semelhança com incentivo à “corrupção” existir é somente pura imaginação …

 

E é assim … depois dos amigos, chegou a hora dos dinheirinhos não é Costinha???

 

Vergonha e falta de decência! (hoje não termino com beijinhos)

 

* foto NET

O tempo, as análises e os balanços ...

26.12.17 | Paulo Brites

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Agora que se aproxima mais um final de ano por norma dizemos que é tempo de balanço, é tempo de análise, é tempo de novos objetivos e novas metas para o ano que se avizinha. Enfim … é tempo de analisar de alguma forma os meses que passamos. Vamos vivendo o nosso “tempo” e damos por nós a dizer: já passou outro Natal, já passou outro ano, já passou outro aniversário …

Na verdade vivemos o ano a pensar, nunca mais é sexta-feira, depois, o fim-de-semana já lá vai e amanhã já é outra vez segunda … estou saturado (a) do frio, do calor … tenho saudades do verão, do inverno … nunca mais chega o fim do mês … as férias que nunca mais chegam … enfim é assim que o “tempo” vai passando.

A perceção do “tempo” é acima de tudo sensorial, essa perceção é estabelecida a partir dos nossos sentidos, é acima de tudo psicológica. Existem momentos em que minutos parecem horas e horas dias, determinados eventos dão a sensação de ocorrerem de uma forma rápida como outros transcorrem de forma bastante lenta. Existe neste processo sempre algo de inconsciente …

Mas afinal o que é o tempo, o seu valor ou para que serve? Para mim o “tempo” é sem margem de dúvida a utilização que fazemos dele sendo certo que a noção de tempo é o ordenar e reconhecer as ocorrências dos eventos percebidos pelos nossos sentidos, por isto será sempre uma total perda de” tempo” olhar para trás!

Quando começamos a fazer o balanço do ano é sempre mau sinal. Nunca ou raramente se atinge os objetivos pré-definidos. É sinal que talvez o nosso ano não tenha sido o melhor. Provavelmente deixamos para trás “coisas” e “momentos” que queríamos ter tido … que não os vivemos da melhor forma ou que por isso ou por aquilo, não foram as nossas melhores opções ou mesmo porque, queremos reviver acontecimentos ou não nos conseguimos desligar deles, mesmo sabendo que os mesmos são irrepetíveis.

Gosto de ir ao passado não para fazer um balanço, mas porque sempre ficou qualquer coisa para trás. Um projeto iniciado que por qualquer motivo foi abandonado ou mesmo porque teve que ser interrompido. Gosto de ir ao passado rever alguns momentos felizes que ficaram na memória … gosto de ir ao passado relembrar quem me acompanhou para saber com quem poderei contar no futuro … mas nunca regresso ao passado com nostalgia, nunca regresso ao passado na esperança de que alguma coisa que nos aconteceu se poderá reviver e ou voltar a ter! Nunca! O que passou teve o seu tempo, teve a sua oportunidade e acima de tudo teve a sua forma e conteúdo, coisas que será impossível alterar, reviver ou ainda o mais estupido, voltar a ter! A fotografia que tirei ontem nunca mais a irei poder tirar! O cigarro que já fumei será impossível voltar a fumar … o vinho que bebi não o poderei voltar a beber … o “amor” que tive nunca se poderá voltar a ter … é assim a vida! Tal como a água do rio que não passa duas vezes pela mesma ponte, também o que se viveu não se volta a viver.

Por isso é importante nunca nos esquecer da importância e do valor do tempo, acima de tudo, saber o seu significado nas mais diversas vertentes … como dizia Vitor Hugo “A vida já é curta, mas nós tornamo-la ainda mais curta, desperdiçando tempo.” Portanto fazer esses balanços da vida e se os mesmos forem realizados de forma nostálgica, são na sua maioria das vezes uma total perda de tempo.

Mais importante do que contar o “tempo” pelo contador chamado relógio ou calendário, é sentir e perceber o seu valor! Para se perceber o valor de um ano, pergunte-se a um estudante que repetiu de ano. Para se perceber o valor de um mês, pergunte-se a uma mãe que prematuramente teve o seu filho. Para se perceber o valor de uma semana, pergunte-se a um editor de uma revista semanal. Para se perceber o valor de uma hora, pergunte-se a um casal de namorados que estão esperando para se encontrar. Para se perceber o valor de um minuto, pergunte-se a alguém que perdeu o avião ou o autocarro. Para perceber o valor de um segundo, pergunte-se a alguém que evitou um acidente. Para se perceber o valor de um milésimo de segundo, pergunte-se a alguém que conquistou uma medalha de ouro nuns Jogos Olímpicos … por ai fora!

 

Sejamos felizes e não se perca tempo com o tempo que já passou e se aproveite da melhor forma, o tempo que está para vir! Assim se queira …

 

Beijinhos

 

* foto Net

Os 4 locais preferidos para consumar a traição

21.12.17 | Paulo Brites

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Este mundo dos estudos, inquéritos e estatística está cada vez mais “engraçado”!

Realizam-se inquéritos e estudos para tudo, principalmente desde que as redes sociais começaram a ocupar o seu lugar no dia-a-dia de toda a gente e pessoas. É certo que a sua maioria não tem qualquer fundamento científico ou mesmo real, são em muitos casos, puras imaginações e divagações de quem os faz.

No entanto não deixam de ser visualizados e em muitos casos até são valorizados. Alguns por interesse próprio outros por pura piada, afinal a vida é feita também de banalidades.

Hoje vi uma notícia de um estudo realizado nos EUA que achei algo de “Engraçado”! Afinal julgo e se a memória não me atraiçoa, foi o primeiro do género que vi …

Claro que vale o que vale, o mesmo será dizer, nem me aquece nem me arrefece, nada trás de valor que me enriqueça de alguma forma. No entanto achei piada a alguns itens desse estudo, principalmente a esse 1 % dos adultérios e traições que se consomem e realizam, imagine-se, numa canoa!

Enfim … achei engraçado de alguma forma e, resolvi divulgar tão “nobre” estudo aqui no “Diz á mãe para migar as sopas …”

Então vamos lá a ele …

 

“Os 4 locais preferidos para consumar a traição

No momento de trair, existem quatro locais que são as principais escolhas dos adúlteros. Fica a conhecer também qual a hora preferida e outros detalhes associados à traição.

Nos filmes é comum associar hotéis e motéis às traições sentimentais. É nestes locais, no que à ficção diz respeito, que os adúlteros consumam a traição. É por lá que vivem as paixões paralelas às relações que mantêm. Mas será que na realidade é mesmo assim? Será esta a escolha de que trai o companheiro? O Ashley Madison, o maior site mundial de relações extraconjugais, realizou um inquérito a quase dois mil utilizadores adúlteros que deram a conhecer diversos pormenores sobre as traições cometidas.

E sim, a ficção copia a realidade!

80% dos adúlteros opta pelo hotel no momento de consumar uma traição. E se estes números podem não surpreender, o mesmo já não se pode dizer dos que se seguem. Em segundo lugar, com 67%, surge o carro. A partir daqui destaca-se o risco que os amantes gostam de correr. 66% consomem a traição na casa do amante. E 49% fazem-no na própria casa. Estes são os quatro locais preferidos. A título de curiosidade, 6% escolhe o avião e 1% gosta de cometer a traição numa canoa!

1% dos adúlteros gosta de consumar a traição numa canoa!

Os amantes que gostam de cometer a traição em casa ou na habitação do amante, têm também os locais preferidos para ter relações sexuais. 91% são mais convencionais e consumam a traição no quarto. Já 54% preferem o sofá. 38% vão para o chuveiro e 26% para a cozinha. Há quem prefira a piscina (16%), cave (15%) ou o quintal (15%).

Os adúlteros revelaram ainda os horários em que as traições ocorrem. 34% dos amantes traem durante a tarde. O início da noite é a opção para 30% dos adúlteros. 16% prefere trair logo pela manhã. 11% escolhe o meio-dia e, por fim, 9% cometem a traição ao final da noite.”

http://www.paraeles.pt/partilha-com-elas/os-4-locais-preferidos-para-consumar-a-traicao/

 

E pronto … depois de se “matematizar” essa coisa dos “carinhos” extra conjugais, fiquei exatamente na mesma em termos de conhecimento e mais-valias para a minha vida …tirando claro, alguns segundos em que me ri ... 

Vou beber um café e degustar um bom pastel de nata …que é sempre mais aprazível do que estar a ler estudos completamente inúteis … eheheheh

 

Beijinhos

e-mails, ligações perigosas e, que venha de lá a revista Sábado

20.12.17 | Paulo Brites

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Até ao momento nunca falei ou expôs a minha opinião sobre o caso dos ditos e-mails …

Tal como nos amores que estão de boa saúde em que ela ou ele lá vão dizendo e pensando que é hoje, tenho a certeza. É hoje que ele(a) vai mudar de vez. Hoje ele(a) vai querer novamente recostar a cabeça no meu ombro, a sussurrar-me baixinho "amo-te". Enfim a eterna esperança que as coisas mudem, que talvez um dia possamos a ser o que eramos … ou melhor, aquilo que nós queríamos que fosse mas que na realidade nunca foi!

O futebol é sem qualquer dúvida a pior das paixões, por isso dizemos: mudamos de camisa, carro, religião, namorada(o) … mas nunca de clube!

Tal como no amor em que a paixão nos cega e nos faz acreditar que a nossa amada(o) é quem sempre sonhei, que tais “pessoas” fazem tudo por amor, inclusive quando nesse amor existe maus tratos, traições e coisa e tal … é sempre por amor! Porque é de mim que gosta!

Bem … eu sou adepto do FC Porto (e do Lusitano de Évora), sim uma das minhas virtudes! Claro está que os benfiquistas e sportinguista não concordarão comigo, irão dizer que isso é um defeito. Tal qual como eu digo em relação às suas “virtudes”!

No entanto por ser adepto de um qualquer clube de futebol não significa que se tenha que ser extremista, radicalista e mais algumas coisas terminadas em “ista” e concordar com todos os actos que o nosso clube tem, diz e pratica.

É reconhecido por todos os isentos clubistas que o interesse do “nosso clube” é o poder! O “poder” controlar as mais diversas entidades e ou associações que fazem partem desse futebol, onde claro está, para além dos aspetos desportivos existem as questões financeiras, as contas bancárias de todos que gravitam á volta desse mesmo “poder” e a capacidade de “alternar” os Euros de conta em conta …

Aquando do caso do Apito Dourado, ninguém me ouviu dizer nada em defesa do FC Porto, porque não concordei e nem concordo com essas “merdas” para se ser campeão. O FC Porto na altura era sem margem para dúvidas a melhor equipa de futebol em Portugal e uma das melhores na Europa. No entanto sempre fui dizendo que essas trapalhadas de bastidores eram praticadas por todos …

Nos últimos anos, reconheço que o SL Benfica foi superior aos demais, porque teve os melhores jogadores e os melhores treinadores …  mas atenção, não sou anjinho! Tal qual um dos nossos maiores produtores de vinhos disse um dia aos seu filhos “da uva também se faz vinho” claro está, que uma grande equipa não se faz somente de jogadores … treinadores … existem sempre fatores “gravitacionais” e “alternes” que ajudam a essa mesma criação e construção.

É claro para todos os que acompanham este caso dos e-mails, o que tudo saiu e sai a público é tudo menos coisas sérias, corretas e que, claramente demonstram a capacidade “merceeira” dos seus “merceeiros”, que se trata sem dúvida nenhuma, de tal coisa igual ou pior ao caso do “Apito Dourado”! É claramente um caso de polícia, um caso de coação, aldrabice, vigarice e corrupção! De salientar que os visados por enquanto nunca negaram a sua existência mas sim tentam virar a “coisa” e chamar criminosos a quem “sacou” tais e-mails.

Quanto a isso só não concordam, aqueles que a sua paixão clubística é tão forte como a paixão amorosa de um homem ou uma mulher que trai e ou mantem uma relação repartida por várias pessoas … mas infelizmente quanto a isso nada se poderá fazer.

Hoje saiu uma “qualquer coisa” tipo “um briefing” de uma das nossas revistas semanais, a revista Sábado, que irá para as bancas amanhã,

“Polícias, políticos, militares e bancos com passwords expostas”

É provavelmente a maior fuga de informação pessoal de que há memória em Portugal: milhares de endereços de emails e as respectivas passwords de funcionários públicos, quadros de bancos, grandes empresas e clubes de futebol estão a circular na Internet em duas gigantescas listas a que a SÁBADO teve acesso. Elas incluem funcionários de várias áreas sensíveis da administração pública: Ministérios, Forças Armadas, Parlamento, Ministério Público, Polícia Judiciária (PJ), juízes, Autoridade Tributária e Comissão Nacional de Eleições. Mas também de bancos, hospitais, transportadoras, sociedades de advogados, empresas do PSI 20 e também de comunicação social. 

Bem, tendo eu a sensação e a ideia de que à volta de todos esses mundos “gravita” muita merda, influencia, interesses e os tal euros que alternam em contas bancárias de muita “série de personagens” completamente sérias e desinteressadas … só direi:

Vamos ter com toda a certeza um ano de 2018 … digamos que … simpático!

Será que finalmente se começará a fazer a tão desejada limpeza necessária para que este país possa seguir em frente? Vou aguardar … sinceramente com muita curiosidade.

Tal qual como aguardo a nova lei para animais em que já se diz que no caso da Águia Vitória não se aplicará porque … "Trata-se de uma deslocação em voo que não está abrangida" como garante o deputado socialista Pedro Delgado Alves.

Por amor da santa eu vou repetir "Trata-se de uma deslocação em voo que não está abrangida" … acho que está tudo dito! Vamos ter com toda a certeza “passarinhos” a substituir os “elefantes” nos circos.

Às vezes penso que ainda há pessoas honestas, sérias e coerentes neste país … mas logo de imediato digo para mim mesmo … Paulo Brites esquece essas merdas, estás errado! 

Vamos entrar em 2018 com muitos casos “simpáticos e engraçados” mas também eles “raríssimos” neste país …

Se o caso dos e-mails onde vão surgindo diariamente novas revelações se transmite à política, justiça, finanças … bancos e seus parceiros, a coisa vai ser linda vai! No entanto sou da opinião que venham elas, sem medo de denunciar todas as “geringonças” que por aqui e acolá se vão fazendo …

 

Beijinhos

 

 

* foto net

O Cante Alentejano, o vinho … e Reguengos de Monsaraz

17.12.17 | Paulo Brites

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“Imaterialidade é tudo aquilo que se sente mas não contém matéria” esta é uma das muitas definições que se poderá dar às coisas “imateriais” da nossa vida, cultura, heranças ou mesmo de nós próprios.

De entre as muitas coisas que a riqueza de ser Alentejano nos dá, existe por exemplo, o Cante! O Cante Alentejano, esse mesmo que a UNESCO imortalizou como património da humanidade.

Compreendo e aliás venero tão nobre “coisa” e muito me apraz ver e viver num Alentejo onde cada vez mais se vêm jovem de todas as idades a dar vida a esta “Imaterialidade Alentejana”.

Dizem as gentes que a memória é por natureza curta, não dá para tudo, não cabe lá tudo. Sim, é verdade! Vivemos num mundo cheio de informação e estímulos, o que vai ficando na memória é, ao que parece, cada vez mais temporário.    

No entanto e como forma de manter essa memória, temos coisas “Imateriais” como o nosso “Cante”. A mim emociona-me quando oiço grupos de homens ou mulheres unidos pela voz, pelas “modas” que retratam as alegres e felizes bem como as duras e tristes histórias que felizmente lá vão passando de boca em boca, sem paradeiro.

Não vou nem quero entrar em muitos detalhes sobre a origem do “Cante” mas quero salientar que na sua génese está acima de tudo a humildade alentejana! O Cante sempre foi a forma que as classes mais desfavorecidas tinham para passar as suas horas de sacrifícios. Neste mesmo Cante é claro que lá está também a corte à sua amada.

As adiafas eram os pontos altos na luta diária do trabalho, as festas e devoções da crença religiosa tinha também a sua importância, no entanto o Cante sempre foi sinónimo de liberdade unificadora.

Depois da jornada de trabalho, nas tabernas (porque os cafés eram para os ricos e eles pouco cantavam), nas ruas, no largo da Aldeia ou da Vila … em qualquer que fosse o local lá se cantava e felizmente se canta … um começa … faz o ponto, por norma a voz mais precisa … depois vem o alto, uma voz mais aguda e por fim o coro.

Mas esse património imaterial está e sempre esteve ligado a outros patrimónios, de entre eles e como já referi “as tabernas”. Sim era essencialmente nas tabernas que mais se cantava!

Por este Alentejo existem ainda muitas tabernas! Tabernas essas que em alguns casos ainda mantêm produção de vinhos em talhas, outras há que sucumbiram ao poder económico e financeiro e, hoje servem vinhos das cooperativas agrícolas embalados em “sacos plásticos” mas que não perderam a sua qualidade.   

Embora Reguengos de Monsaraz (que é a minha terra) não tenha as tradições no Cante Alentejano como por exemplo a margem esquerda do rio Guadiana ou de uma forma geral o Baixo Alentejo mas, sempre foi algo de muito forte, que felizmente existe e se recomenda, porque de facto está vivo e bem vivo …

No entanto, Reguengos de Monsaraz que se auto denominou como a “Capital do Vinho e da Vinha em Portugal”, abandonou por completo no final da década de 1980 início de 1990 as “tabernas” em que esse Cante tinha e continua a ter a sua grande força.

Tínhamos talvez duas dezenas de tabernas nessas décadas (neste momento não existe nenhuma), tabernas essas que com a chegada de mais uns trocados na carteira e a mania “das riquezas”, “vaidosíssimos” e “grandezas” foram totalmente ou parcialmente destruídas. Esse abandono também ele foi político (não teve e continua a não ter capacidade para salvaguardar a nossa identidade).

Deram origem a lojas dos chineses, ou a outras atividades sem qualquer caracterização ou mesmo fundamento. Foi destruído muito do nosso património “material”, património esse que infelizmente não vejo interesse por parte de responsáveis autárquicos em recuperar.

Pergunto eu, então não era suposto na “Capital do Vinho e da Vinha de Portugal” existir espaços (Tabernas e Adegas) em que os seus habitantes e visitantes pudessem degustar de um bom vinho, de um bom petisco, cantar e ouvir um pouco dessa “Imaterialidade Alentejana” que é o Cante?

As riquezas que perduram são aquelas que se instalam num lugar, quer ele seja físico, sensorial ou mesmo na nossa memória. São esses lugares que enchem a alma de um povo, que lhe dão significados e lhe conferem a digna humanidade, a digna profundidade.

Numa terra que já foi de vinho, tabernas e adegas, em que o Cante Alentejano sempre esteve presente, deveríamos olhar um pouco mais para nós próprios, deixar o que fica bem nas “televisões” e bonito nas “selfis” e redirecionar enquanto ainda é tempo (se tal ainda é possível) para aquilo que era a nossa identidade … procuremos mais a imaterialidade das coisas!

Sejamos Cante, vinho e que nunca se perca a memória de um povo, neste caso de uma grande vila que já foi, que por agora, não está a conseguir ser cidade!

 

Beijinhos

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