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Diz à mãe para migar as sopas ...

Diz à mãe para migar as sopas ...

Deixem-se dessas merdas e sejamos felizes

16.12.17 | Paulo Brites

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Não sei se é ou não a palavra ou a ideia mais utilizada nas redes sociais, em especial no marasmo (neste caso a desnutrição mental) em que principalmente o facebook caiu. Mas essa treta do “Carpe Diem” em minha opinião já ultrapassou o limite … 

Não me venham com as tretas do “Carpe Diem” desta expressão que todos os dias de uma forma ou de outra lá nos prossegue, que nos obriga a verbalizar que a estamos a seguir, que estamos a sentir tudo com intensidade, que nos obriga a aproveitar todos os minutos como se, caso não o façamos, sejamos as pessoas mais mal-agradecidas do mundo.

Calma, podemos ser só pessoas tranquilas. Nós mergulhamos no mar, lemos livros clássicos, ficção científica ou mesmo daquelas chagas terríveis das trilogias de transformismo e do maravilhoso …para não falar daquela coisa do "Chagas" ... visitamos museus, palácios … vamos a concertos, apreciamos bom vinho e bons petiscos, festejamos com os amigos, vimos exposições e filmes, fazemos desporto (no meu caso, sempre fui mais para o lado do xadrez), apreciamos o pôr-do-sol e a beleza do início da noite …

Agora estar sempre a verbalizar “aproveitar”, “sê feliz”, “vive hoje porque amanhã já cá não estás”, “as pedras no caminho”, os “amigos quando são verdadeiros”, o “amor é isto ou aquilo” … sei lá … mais essas merdas todas em que se utiliza e impinge esse termo em latim sem qualquer piedade e com total veemência... por amor da santa, já chega!

Mas quem é que não quer aproveitar o máximo e apreciar o momento? Carpe Diem? Isso já o fazemos! Bolas, há todo um outro Universo por explorar …

Não me venham com “estórias” de que “enquanto nos contentamos com migalhas, por acreditarmos que é melhor do que o nada, nunca teremos o pão inteiro” ou "Sentimentos são fios intrínsecos e invisíveis que nos ligam ao mundo externo, tendo como principal função aproximar-nos do que nos apetece e afastar-nos daquilo que a nossa própria essência repele." Ou ainda “onde há uma vontade há um caminho” … mas o mais estupido é “A mulher é assim, não precisa de muito, mas o pouco que seja tem de a preencher …”

Bem … uma mulher merece tudo! Tal qual o homem também o merece! É assim que deverá ser a felicidade dos sexos … mas … bem , para que tudo funcione, terá que existir personalidade forte! Terá que existir clareza … terá que existir diretas e, nada dessas merdas de que “coisas grandes são feitas de coisinhas …”

Qual “coisinhas” qual “coisitas” … no amor não existe esses termos! É o mesmo do que dizer: Ainda não encontrei a minha cara metade!

Cara metade? No amor? Nammm … o amor não é feito de metades … o amor é feito de tudo!

Tal como a lua, nós só a apreciamos quando é lua cheia, quando é super lua! Portanto nada de metades … Tal qual aquela velha “estória” da busca do grande amor … é treta! Nós não procuramos o grande amor, nós não queremos um primeiro, um segundo amor, um grande amor … o que nós procuramos e queremos é o ultimo amor! Sim … aquele que não permite a entrada de um qualquer outro amor! Procuramos de facto o “último amor”!

Portanto deixem para lá essas lamechices e essa treta de que estamos bem! De que estou bem! Nunca se estará bem sem um “amor”! Nunca!

Portanto meus amigos e amigas … "Que se eternizem os instantes que se fazem verdadeiros, os gestos preciosos de gentilezas, os sorrisos fabricados na alma e os olhares que traduzem verdade de sentimentos" e que se tenha coragem para dizer: “O que quero é o que é bom, que chegue e que fique!”

Mas atenção, nunca se deve utilizar meios-termos ou mesmo alguns tipos de “sufismos” para tal coisa … deveremos ser sempre diretos! Porque o problema é nunca sabermos o que os outros interpretam das nossas palavras (ou falta delas) e pronto … deixem-se dessas merdas e sejamos felizes!

Beijinhos

 

* Foto Net

 

 

A loucura de uma sombra ou a sombra de um louco?

15.12.17 | Paulo Brites

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Nikon D3200, 50-200mm @ 105mm, f/10, 1/320s, ISO 400

Por ai ... numa das praias algarvias 

 

Donald trump e os seus efeitos …

Depois de tirar esta foto infelizmente a minha máquina nunca mais foi a mesma! Sempre com problemas de auto-focus e dificuldade na medição matricial … para não falar da mensagem que exibe cada vez que a ligo: Não deseja eliminar definitivamente essa sombra?

De tempo a tempo

14.12.17 | Paulo Brites

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Boa tarde pessoas …

Criei sensivelmente há 2 anos o http://paulobritesfotografia.blogs.sapo.pt/  , um blog onde o tema é a fotografia. Durante este tempo fui partilhando as imagens da minha objetiva .

Inicialmente a ideia era partilhar imagens … depois, bem depois como tudo na vida evolui e passei a legendar essas imagens com pequenos textos. A determinada altura adicionei umas músicas como forma de dar vida a essas mesmas imagens que por aqui e acolá fui registando.

A pouco e pouco comecei a “acompanhar” essas imagens com alguns poemas ou pequenos textos escritos por mim mas, como tudo na vida, começou a não fazer sentido tantas “palavras” em conjunto com essas mesmas imagens! 

E assim surge este blog “Diz á mãe para migar as sopas…”! Surge da necessidade de escrever umas “coisas”! “Coisas” essas que não tinham cabimento no http://paulobritesfotografia.blogs.sapo.pt/     e resolvi regressar à ideia inicial, publicar unicamente fotografias no meu outro blog e deixar as palavras para aqui.

No entanto e ao longo desses quase 2 anos acabei por partilhar alguns textos, poemas, “escritos” e desabafos meus. Vou a pouco e pouco transportar para aqui alguns desses meus devaneios e, separar as “águas” nos meus dois blogs …

Para dar início a esta nova fase vou utilizar como mote umas palavras da minha amiga Graça Aguiar, que também ela esteve muito presente no http://paulobritesfotografia.blogs.sapo.pt/

“De tempo a tempo

é preciso mudar o vento

para que a vida

não vire rotina

e se converta

num sucessivo lamento…”

… e pronto recupero e publico aqui umas “palavras” escritas por mim em Julho deste ano, que julgo estarem completamente atuais:

Acorda … a corda!

Porque não há danças, há música

não há arte, há artesanato

não há cultura, há folclore

não há fotografia, há imagens

não há cinema, há imaginação

não há teatro, há representação

não há religião, há superstição

 

Acorda … a corda!

Porque não há distâncias, há querer

não há viagens, há passeios

não há comida, há fome

não há pecado, há personalidade

não há “línguas”, há dialetos

não há céu, há espaço

não há nuvens, há água condensada

não há matemática, há lógica e números

não há medicina, há doença

não há politica, há poder

não há guerra, há armas

não há filosofia, há divagação

não há países, há divisões

 

Acorda … a corda!

Porque não há estradas, há caminhos

não há olhos, há visão

não há ouvidos, há audição

não há barulhos, há sons

não há sonhos, há desejos

não há mágoa, há dor

não há “história”, há passado

não há amores, há complementos

não há atração, há carência

não há beijos, há vontades

não há abraços, há necessidades

não há traições, há infidelidades

não há mentiras, há falta de verdades

não há sexo, há prazeres e orgasmos

 

Acorda … a corda!

Porque não há poetas, há sofrimento

não há livros, há escritores

não há loucuras, há prazeres

não há drogas, há vícios

não há vida, há viver …

e um dia a corda parte e tu nem acordaste!

 

Como começa a ser habitual terminar os meus textos com beijinhos, cá vai …

 

Beijinhos!

 

* Foto Net

Coisas "Raríssimas" II

13.12.17 | Paulo Brites

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Foto - http://www.sabado.pt/portugal/detalhe/secretario-de-estado-confrontado-com-caso-amoroso-com-presidente-da-rarissimas

 

Quem me conhece, sabe bem a minha opinião sobre essas coisas do coiso e tal … coisas do amor!

Claro que cada um de nós tem o seu conceito sobre tal acto tão sincero e tão nobre. Sabemos que o seu significado não é igual para toda a gente, tal como em algumas ciências exatas, poderão existir vários caminhos para se chegar ao algarismo “2” também no amor existem vários caminhos para se chegar e valorizar tão importante sintonia.

Não creio que um amor sincero se possa repartir de igual forma por duas ou três pessoas … amor tem condições irresolúveis, é algo individual … também não creio que se possa “estar bem”, sabendo que o “meu amor” está neste momento num “cafuné” com um outro amor qualquer …

No entanto sei perfeitamente que muita gente pratica tal acto, de abraço em abraço, é uma opção ou melhor uma forma de viver o amor. Para mim como já disse, tal “coisa” só poderá ter um destinatário … não creio que seja possível amar dois homens ou 2 mulheres ao mesmo tempo. Amar é amar! Amar tem condições irresolúveis, amar é singular, amar é partilha … amar é mimar, acariciar … amar é sentir uma individualidade quando se está junto, mas acima de tudo amar é respeitar! Não creio que se possa considerar amor puro quando ele ou ela trai, quando esse amor é partilhado com uma qualquer terceira pessoa (isso chama-se outra coisa)!

Também sei que o “amor”, enfim, o “amor” muitas vezes é interesse! É uma moeda de troca ou um meio para atingir determinados fins, mas a isso, eu não chamo “amor”, chamo “alterne”! Sim, tal coisa tem várias vertentes! O interesse, o dinheiro, o status … a rebeldia … e claro uma forma de ganhar a vida. Não condeno, não discrimino, no entanto por nunca ter praticado tal “amor” não consigo perceber essa forma de estar na vida!

Verdade que gosto muito de histórias de amor, sou lamechas nessas coisas, mesmo nunca tendo vivido ou praticado alguns dessas amores e histórias clandestinas (por opção e respeito a mim próprio e a quem comigo está) sei perfeitamente como se fazem, como se vivem, como e porque acontecem … mas como se diz no Alentejo … por amor da Santa, ter um amor clandestino que é financiado pelo Estado não se perderá um nadinha o romance?

Deverá ser qualquer coisa como isso: Querida vamos para o Brasil “dar umas” … trás o cartão de crédito da instituição que depois eu saco uns trocados ao Estado para comprares umas “merdas” quaisquer …   e diz ela, ó homem o que faço ao meu “marido”? Querida deixa-o a trabalhar com a “secretária” dele, afinal ela até “dá umas bem boas …”

E pronto … se isso é amor, vou ali à praia do Meco e apanho o comboio intercidades para Bragança!

No entanto sou da opinião que tais acontecimentos não deverão ser tornados públicos! Mesmo tendo conhecimento desses “amores”, eles somente aos intervenientes dizem respeito!

No caso especifico das coisas “raríssimas” que acontecem neste país, também essas coisas das traições e dos amores clandestinos são coisas “raríssimas” que acontecem!

Quando se faz um excelente trabalho de investigação na área do jornalismo, que foi o caso, esse mesmo trabalho perde a sua “excelência” quando se começa a divulgar essas “merdas” dos amores clandestinos … a não ser clara está, se no meio de tais acontecimentos os investigadores ou investigadoras de alguma forma se sentem traídos com tais descobertas!

Será o caso? Ou foi mesmo uma falta de ética profissional e pessoal? Não sei … só sei que para tudo existe um limite e, creio que esse limite foi ultrapassado no “raríssimas”… o caso de um amor clandestino financiado pelo Estado!

Como dizia a personagem criada pelo Herman José, o famoso diácono Remédios, não havia necessidade! A merda já era muita …

 

Beijinhos e abraço …

Coisas "Raríssimas"

12.12.17 | Paulo Brites

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Imagem - Net

 

 

Há dias atrás por intermédio de uma amiga no facebook fiquei um pouco mais enriquecido em termos de conhecimento da origem de algumas palavras e termos do português, neste caso desconhecia por completo a origem de tal termo – Larápios.

Não irei aqui partilhar o post que a Sara partilhou, irei somente deixar a ideia e o essencial, que é o seguinte:

Lucius Antonius Rufus Appius foi um Pretor de Roma, assinava as suas sentenças como L.A.R. Apius, mas o dito romano era tão “boa pessoa” como Pretor (no caso dele Juiz) sério, honesto e imparcial que ao invés que “julgar” as sentenças de um modo isento, preferia vende-las a quem melhor pudesse paga-las, como tal o povo começou a usar a palavra “larapius” como sinónimo de pessoa desonesta, ladrão ou gatuno.

No português atual “Larapius” deu origem ao termo “Larápio” mantendo exatamente o mesmo significado!    

Fui pesquisar um pouco mais sobre o que era um “Pretor” na antiga Roma, de entre muitas definições que encontrei achei a da wikipédia a mais simples para definir tal figura:

Pretor (em latim: Praetor) era um dos títulos concedidos pelo governo da Roma Antiga a homens que atuavam em duas diferentes funções oficiais: comandante de um exército (já em campanha ou, muito raramente, antes dela) ou um magistrado eleito para realizar diversas funções (que variaram em diferentes períodos da história de Roma). As funções desta magistratura, chamada "praetura" ("pretorado") são descritas pelos diversos adjetivos[nota 1]: o poder pretorial ("praetoria postestas"), a autoridade pretorial ("praetorium imperium") e a lei pretorial ("praetorium ius"), os precedentes legais estabelecidos pelos pretores. "Pretório" ("praetorium") é um substantivo que denota o local a partir do qual o pretor exercia sua autoridade, seja o quartel-general de seu castro, o tribunal onde se reunia seu judiciário ou a sede de seu governo provincial.”  - https://pt.wikipedia.org/wiki/Pretor

Bem … até aqui tudo bem. Sempre existiu e existirá “títulos”, quer seja numa República, numa Monarquia … ou qualquer coisa do tipo!

Não quero nem posso alterar a forma jurídica e governativa como hoje é conhecido este maravilhoso território pertencente á Península Ibérica a que se chama Portugal, mas de facto deixo aqui uma sugestão! Em vez de “República Portuguesa” o melhor seria começar a chamar a isto “Pretorado Português”! Sei lá … parece-me mais adequado e mais próprio ao que neste país vai acontecendo … o mesmo direi da alteração do termo “hemiciclo” para “Pretório” …

Não irei falar do que já se passou … não irei falar do que já nos aconteceu … mas que facto acontecem coisas neste “Pretorado” que não lembra a ninguém! Coisas raras!

Por falar em coisas raras (acontecimentos), deixo aqui também o seu significado. “Raro” é um adjetivo (do Latim rarus) que significa que não é comum, não é abundante, não é frequente! No entanto o advérbio de “Raro” é “raramente” mas o seu superlativo é “raríssimo”. Uma forma simples de utilizar esse superlativo de “raro” é por exemplo:  “O fenômeno que aconteceu é raríssimo”…

Coisas raras que vão acontecendo como por exemplo (neste caso o ultimo conhecido), o da amiguinha “Paula Brito e Costa” que para além de aprender depressa como se deveria movimentar neste “Pretorado” teve a magnífica ideia de utilizar uma analogia para dar nome ao seu projeto, chamando-lhe “Raríssima” …

Pois bem … logo desde o seu início (deixo de fora o seu filho, porque com isso não se brinca) foi ter com a nossa “Madrinha” Maria Cavaco Silva, para dar inicio a tal atividade raríssima neste Pais.

Depois … bem depois começa uma rede de amizades politicas que passam por Secretários de Estado, Ministros, Banqueiros, Santa Casa da Misericórdia … enfim coiso e tal e tal e coiso …

Claro todos eles e elas para darem “colaboração técnica na área de organização e serviços de saúde” como era o caso do sr. Manuel Delgado atual ex-secretário de estado da saúde (parece que se demitiu hoje), sempre deram essa colaboração de forma completamente desinteressada … tal qual a senhora deputada do PS Sónia Fertuzinhos, segundo consta foi em visita de trabalho à Suécia fazer sei lá o quê com as despesas pagas pela mesma “raríssima” (coisa que também é raro neste país, pagar viagens)!

O engraçado é que a “raríssima” … e claro para que tudo funcione é uma IPSS, também uma pura coincidência (somente isso) essa mesma deputada do PS é somente esposa do sr. Ministro Vieira da Silva, o Ministro que tutela o Ministério da Segurança Social … essa “coisa” que um dia, um Primeiro-ministro na época (Passos Coelho) teve a frontalidade de dizer, “não pagava a segurança social porque não sabia que era obrigatório” … enfim, afinal ninguém é obrigado a saber tudo … tal qual como o sr Ministro não é obrigado a saber quem paga as viagens à sua esposa, porque ela ia em trabalho e não numa qualquer visita matrimonial …

Que coisas “raríssimas” acontecem neste nosso País … aí Marcelo, Marcelo … ainda tu dizes que não devia ser “necessário haver denúncias para o Estado saber o que se passa nestas instituições”? Pois não devia não … porque elas são sem margem de dúvida “RARISSIMAS” …

Vou terminar como comecei … dos romanos que começaram a utilizar o termo “Larapius” até ao “Pretorado” da República Portuguesa, só passaram 2.000 anos … mas está cá tudo!

Kostinha o segundo semestre de 2017 não está fácil … só pergunto, até onde isto vai chegar?

E o sr Ministro? Contínua com condições politicas para exercer a sua função?

Com tantos Lucius Antonius Rufus Appius (L.A.R. Apius) nem sei como nós ainda conseguimos viver neste Pretorado …

 

Beijinhos …

Tudo em família

08.12.17 | Paulo Brites

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Foto net

 

 

Ora boa tarde … hoje estou meio lamechas, também tenho direito a isso, não?!

Era para escrever um pouco sobre um fruto! Sim, era para escrever sobre a Romã! Um fruto que aquela coisa a quem chamam de Trump desconhece por completo! Um fruto que sempre foi venerado e continua a ser por todas as religiões … por todos os povos e, julgo que por todas as pessoas. Um fruto que representa desde muitos séculos o amor, a fertilidade … a mulher!

Como escreveu um dia Aguinaldo Ribeiro:

O amor e a romã se confundem na cor,

O doce amargo da fruta,

E amargo doce do amor,

Será tudo a romã,

Ou tudo será o amor!

 

A Romã tem uma particularidade, nunca nos engana! Quer ela seja grande, pequena, pesada ou mais leve … tem sempre o mesmo número de bagos, 613! É provavelmente o que de mais sincero existe no mundo! 

Um dia desses (quando voltar a estar lamechas) irei escrever um pouco mais sobre essa maravilha da natureza, essa maravilha chamada “Romã”.

Por agora e o que me fez mudar de opinião sobre o que escrever foi outra coisa! Coisa essa que nada tem a ver com a romã! Porque “ela” é sempre fiel e sabemos exatamente com o que podemos contar, 613 bagos … no entanto existe um Português que se tem mantido fiel às suas palavras e aos seu actos, concordando ou não com ele. Falo de Paulo de Morais! Esse mesmo que já foi candidato à Presidência da Republica!

Na minha normal “passagem” pelo Facebook, deparo-me com uma partilha de uma amiga minha que me chamou à atenção! Ela partilhou de um outro amigo, amigo esse que não se referiu (talvez por lapso, esquecimento ou desconhecimento) ao autor desse texto.

Como é aconselhável e porque todos nós sabemos que nem tudo o que é partilhado nas redes sociais é credível e verdadeiro, resolvi pesquisar um pouco e, após algumas tentativas lá consegui chegar ao seu autor! Sim, Paulo de Morais, num artigo de opinião publicado a 24 de Julho deste ano no JN.

Depois de ler tal artigo, resolvi não escrever sobre a “Romã” (farei em breve, num outro qualquer momento lamechas) e publicar aqui no “Diz à Mãe para migar as sopas …” este magnifico texto de opinião, escrito por tão ilustre Português e que passo a descrever na íntegra para o caso (como era o meu) não ter na altura lido e, sou da opinião que todos os portugueses deveriam ler … então cá vai …

 

Tudo em família.

O novo secretário de Estado António Mendonça Mendes é irmão da deputada e dirigente máxima socialista Ana Catarina Mendes. Esta, por sua vez, é casada com o antigo ministro Paulo Pedroso. Uma ligação excecional na política portuguesa? Infelizmente, não. Este absurdo é o corolário lógico dum sistema político dominado por laços familiares.

No Governo, Parlamento e na alta administração pública, estamos cheios de casados, primos e cunhados. O ministro Eduardo Cabrita é casado com Ana Paula Vitorino, que também integra o Governo. Já a secretária de Estado adjunta de António Costa, Mariana Vieira da Silva, é filha de outro Vieira da Silva, o ministro da Segurança Social. A titular da Justiça, Van Dunem, é casada com o ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos, Eduardo Paz Ferreira. A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, é filha de Alfredo José de Sousa, ex-provedor de Justiça. Ainda no atual Executivo, temos o secretário de Estado Waldemar de Oliveira Martins que é filho de Guilherme Oliveira Martins, ex-presidente do Tribunal de Contas e atual presidente do Conselho Fiscal da Caixa; este, por sua vez, é cunhado de Margarida Salema, que preside à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos; esta é irmã da deputada Helena Roseta, casada com o ex-ministro Pedro Roseta, que é cunhado do também ex-ministro António Capucho. Elisa Ferreira, administradora do Banco de Portugal, é casada com Freire de Sousa que preside à Comissão de Coordenação do Norte.

No Parlamento, também os cargos políticos se congeminam no lar. O exemplo familiar mais exótico nos dias de hoje é constituído pelas gémeas Mariana e Joana Mortágua; o mais romântico será constituído pelo casal de deputados Teresa Anjinho e Ricardo Leite. Na Assembleia da República, cruzaram-se, ao longo dos últimos anos, mais familiares do que numa ceia de Natal: Luís Menezes, filho de Luís Filipe Menezes, Nuno Encarnação, filho do ex-ministro Carlos Encarnação, todos do PSD; e os deputados Candal, pai Carlos e filho Afonso, ambos do PS; a que se juntam Paulo Mota Pinto, filho do anterior primeiro-ministro Mota Pinto e da ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia, Fernanda Mota Pinto; Clara Marques Mendes, deputada, é filha e irmã de dois outros Marques Mendes, António e Luís. António foi eurodeputado, Luís ministro e líder parlamentar; Teresa Alegre Portugal era deputada na mesma bancada do seu irmão, o histórico dirigente socialista Manuel Alegre.

A consanguinidade reina no... reino político. Paulo Portas, ex-ministro e líder do CDS, é primo do todo-poderoso socialista Jorge Coelho. O ex-secretário de Estado de Passos Coelho, João Taborda da Gama, é filho do socialista Jaime Gama, antigo presidente do Parlamento. António Campos, ex-ministro, é pai de Paulo Campos, deputado. O ex-ministro das Finanças Vítor Gaspar é primo do Conselheiro de Estado Francisco Louçã. E este é cunhado de Correia de Campos, presidente do Conselho Económico e Social e ex-ministro da Saúde. A histórica presidente do Partido Socialista e ex-ministra dos governos de Guterres, Maria de Belém Roseira, é tia de Luísa Roseira, membro da Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

Esta é uma lista interminável que se inscreve numa tradição que transitou do antigo regime. E que se manteve, transpondo - e suplantando até - a Revolução de Abril. O ex-ministro da Cultura Manuel Maria Carrilho é filho de um governador civil de Viseu, nomeado pelo Governo de Salazar. O presidente de Assembleia Constituinte da jovem democracia de Abril, Henrique de Barros, era cunhado do último chefe do Governo do velho fascismo, Marcelo Caetano. Em sua homenagem, o atual presidente da República herdou-lhe o nome. Marcelo Rebelo de Sousa é, ele próprio, filho de um ministro do Ultramar de Caetano.

E é neste quadro de sucessão dinástica que Portugal, uma arruinada República, mantém uma Corte decrépita, dominada por umas poucas dezenas de famílias que estão agarradas ao poder público e às benesses que este proporciona. Para aceder ao poder, não será necessário grande consistência política ou ideológica ou sequer sentido de interesse público. Em primeiro lugar, o que prevalece, são os laços de sangue.

PRESIDENTE DA FRENTE CÍVICA

Paulo De Morais, 24 Julho 2017 in – Jornal de noticias

https://www.jn.pt/opiniao/convidados/interior/tudo-em-familia-8658082.html

 

 

E pronto foi isso que me fez não escrever sobre a “Romã”!

Beijinhos e abraços para todos … já agora bom resto de feriado!