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Diz à mãe para migar as sopas ...

Diz à mãe para migar as sopas ...

Políticos, interesses … hierarquia e os Politécnicos!

15.02.18 | Paulo Brites

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Doutor, Mestre, Licenciado, Bacharel... Sargento, Oficial, General … Primeiro-Ministro, Ministro, Secretário de estado … Papa, Cardeal, Arcebispo, Sacristão … Médico, Enfermeiro, Auxiliar … Professor, Assistente, Auxiliar … Juízes, Advogados, Oficiais de Justiça … Escola Secundária, Instituto Politécnico, Universidade … e por ai fora … a isto se chama hierarquia!

Hierarquia é um substantivo feminino e que de forma simples e resumida tem este significado:

Subordinação de certos poderes uns aos outros;

Classificação ou ordenação segundo determinados critérios, classe, categoria…

 

 

Nesta breve definição de hierarquia quero salientar que para mim, a mais importante e aquela em que mais me revejo é sem dúvida - Classificação ou ordenação segundo determinados critérios, classe, categoria … (acrescentando capacidade e conhecimento aos critérios)!

Não significa que todos os que pertencem a cada patamar de uma hierarquia sejam competentes, sábios e que tenham condição e formação humana para si só, lhes pertencerem!

Claro que não! Claro que o que distingue as capacidades de cada um não são somente as suas habilitações académicas, conheço muito boa gente que não as têm e conseguem ser bem melhores profissionais do que aqueles que as têm … como existe muita gente com altas habilitações académicas que são em termos pessoais as pessoas mais mesquinhas e pobres que existem!

No entanto sou da opinião que quanto mais conhecimento se tiver melhor e mais condições temos para desenvolver uma atividade profissional (quer seja ou não na sua área académica) ou desenvolvimento cultural e pessoal para viver … bem como maior capacidade de assimilação de todos os fatores essenciais para o nosso crescimento pessoal e desempenho profissional!

O chamado Processo de Bolonha, que Portugal foi um dos países que assinou “tão nobre” documento (tão nobre que para mim, junto com o acordo ortográfico, deveria ser de imediato queimado) veio trazer, ou melhor veio servir os interesses dos “chicos espertos” nacionais.

Em termos académicos baralhou tudo … já ninguém sabe o que é o quê! Não se sabe se o desenhador é engenheiro civil ou arquiteto … se o professor doutor é doutor professor … se o mestre é licenciado ou se o bacharel é mestre. Se as universidades são politécnicos ou as escolas secundárias são faculdades …

Agora pergunto eu? A hierarquia existente antes do dito documento de Bolonha estava errada?  Quanto a mim não! Estava bem escalonada, o que estava mal seriam algumas gestões e enquadramentos que deveriam ser melhor trabalhados …

Um dos níveis em que se deveria ter apostado mais, sem dúvida que para mim seria os cursos técnicos e como tal o ensino politécnicos (vulgo bacharelatos)! Ai seria a aposta a fazer, pois seria daí que iriam sair bons técnicos agrícolas, bons técnicos administrativos, bons técnicos industriais … claro que a esses 3 anos se a eles fossem incorporados mais 2 anos de estágios profissionais acredito seriamente que teríamos muito mais para dar por este país!

As universidades deveriam manter as suas licenciaturas, mestrados e doutoramentos, para além claro, de evoluir e liderar a investigação!

Era isto! Não era mais nada! E não é mais nada! Como é possível existir “fulanos” que terminaram um curso já numa fase muito adulta da vida e por equivalências (de universidades privadas que é do conhecimento geral que foram um fiasco), estejam ou comecem a dar aulas em Universidades? Porque é que os politécnicos irão ministrar doutoramentos?

Será que uma auxiliar de educação (muito respeito tenho por elas e que têm um papel muito digno na sua função) terão qualificações para serem professores? Será que um enfermeiro terá conhecimento para ser médico de família? Será que um oficial de justiça terá condições profissionais para ser Juiz? Será que um sargento da marinha consegue ser comandante de uma fragata ou de uma frota naval? Será que um pedreiro consegue fazer o trabalho de um engenheiro civil? Será que um diácono ou sacristão pode ser Papa?  

Será que um político de profissão sem qualquer experiencia ou conhecimento lectivo vai ser um bom professor?

Será que o ensino politécnico fará grandes “doutores”? E as universidades? Formarão bacharéis?

Verdade, julgo que neste momento o termo “anarquia” deveria começar a fazer parte da definição de hierarquia … e não me venham com a treta que sou conservador, ok?

 

Beijinhos …

 

* Foto net

Balanço do ano “Amoroso”

14.02.18 | Paulo Brites

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Hoje é dia dos apaixonados, do amor … no entanto a coisa não está nada fácil para essas coisas.

O ano amoroso que vai de 14 de Fevereiro a 14 de Fevereiro não foi dos melhores para o amor!

Em Agosto de 2015 e em plena governação de Passos Coelho e da múmia Aníbal (que me desculpem mas … o ar deles é tudo menos romântico) no âmbito da transposição para o ordenamento jurídico nacional da Convenção de Istambul - A Convenção do Conselho da Europa para a prevenção e o combate à violência contra as mulheres … foi então que passou a ser crime o tradicional “Piropo” e quem o pratica fica sujeito a uma pena de prisão que poderá ser de até 3 anos (engraçado que ainda hoje não sei porquê, mas as senhoras que continuam a bordar os lenços em Viana do Castelo ainda não foram presas ou investigadas pela justiça).

Acho que deverá ter sido o início da “coisa” … Um piropo é crime, recitar um poema Du Bocage é assédio, são os movimentos feministas que defendem as mulheres dos homens. Depois existem mulheres que defendem mulheres de feministas … feministas que atacam homens, outras atacam mulheres … fogo já me perdi … vocês perceberam certo?

Foi um ano marcado pelas notícias, desabafos e devaneios sobre o assédio sexual em que até o José Cid relata que chegou a ser assediado por um fadista … enfim! Movimentos feministas (que muito respeito desde que sérios e honestos) ficaram completamente banalizados quando uma nossa irmã espanhola achou que ser “Porta-voz” era discriminatório e quer, que se altere a “coisa” para “Porta-voza”, porque Porta-Voz é masculino no entender dela! Claro que estranho não existir uma petição pública na nossa vizinha Espanha para mandar tal senhora (politica de profissão) regressar ao ensino primário para saber, que o que define o masculino ou feminino de tal palavra é o artigo …

Por cá e não falando das “Barbie nacionais”, tivemos a amiga Joana a defender que se deveria criar nos transportes públicos uma zona para mulheres outra para homens … enfim, cada um diz o que bem entende!

Poderia continuar a falar sobre “tamanhos” disparates que neste ano amoroso existiram e que estão a chegar ao ponto em que se um casal de namorados dá um beijo num banco do jardim é considerado uma afronta mas se for um casal Gay nada se pode dizer porque é discriminação. Nada tenho contra uns nem outros, bem pelo contrário. Sou da opinião que cada um de nós é livre nas suas opções sexuais.

Depois para terminar e como diz o povo “foi a cereja em cima do bolo” vem o sr. Clemente não sei dos quantos dizer e quase que ordenar aos recasados católicos para se deixarem de coiso e tal que isso aos olhos de deus é uma pouca-vergonha, de tal forma que me fez lembrar de uma velha anedota:

No convento a madre Teresa, que estava sempre mal disposta e sisuda, um dia acorda muito sorridente e distribui bons dias as todas as freiras de uma forma muito simpática e alegre. No entanto estranhando os risos e o comentário feito pelas noviças em que lhe diziam: a madre hoje acordou para o lado errado, lá continuava a dar os bons dias a toda a gente. Quando chega perto do padre António e lhe conta a reação delas … diz-lhe o padre, Teresa então não é que tu andas com os meus chinelos e eu com os teus …

E pronto, depois da troca de chinelos tudo voltou ao normal, expecto a satisfação e alegria do padre António e da madre Teresa … porque como diz uma amiga minha, até as carochinhas gostam e só têm casca …   

Para não terminar este texto de forma tão “sexual” e porque é sempre bom ter conhecimento, deixo aqui um pouco da história do nosso querido amigo São Valentim:

“Valentim, bispo romano do século III, santificado pela Igreja Católica, é o santo que deu nome ao Dia dos Namorados em muitos países.

Com o objetivo de formar um grande e poderoso exército, o imperador Cláudio II, proibiu a realização de casamentos, na convicção de que os jovens solteiros iriam alistar-se com maior facilidade. Porém, desobedecendo a esta ordem do imperador, Valentim o bispo romano, mais tarde santificado pela pela Igreja Católica, continuou a celebrar casamentos, em segredo. Esse procedimento foi descoberto, o bispo foi preso, condenado à morte e decapitado no dia 14 de fevereiro de 270.

Enquanto Valentim aguardava a execução da sentença, Artérias, uma jovem cega, filha do carcereiro, conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim, o que levou ao despertar do amor entre eles. Foi então que, milagrosamente, a jovem recuperou a visão.

Em meados do ano de 496, a igreja católica espanhola reconheceu São Valentim como o padroeiro dos namorados e o dia 14 de fevereiro como o dia oficial das festividades.”

 

E porque o amor é sempre o amor, divirtam-se e amem, quer sejam solteiros, casados, divorciados, viúvos, recasados … beijinhos para todos!

 

* Foto net

Porque as más experiências também podem ser boas ...

10.02.18 | Paulo Brites

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Hoje estava numa de arrumação de links e outras merdas que vou guardando, sempre na expectativa de um dia voltar a ler ou por qualquer outra razão possa ser útil em algum momento. Claro está que nada disso funciona, claro que nunca mais volto a ver tais coisas … no entanto e mesmo sabendo que não irei voltar a ler … lá vou guardando determinados links e mais links que acho importantes ou interessantes por algum motivo … e o mais estupido, não os consigo eliminar …

É o caso de uma publicação que relata de forma simples um momento por mim vivido em final de 2014 princípio de 2015 … sim, em Janeiro de 2015 surge um movimento a que a imprensa escrita nacional deu algum destaque e que foi “Os indignados do Jamor”!

Não foi mais nem menos do que uma revolta á forma como são geridos os chamados “Reality Show” mas que teve o seu impacto e as suas repercussões! Falo do Masterchef e da sua produtora a “Shine Iberia Endemol” e que provocou a suspensão por parte da TVI do concurso Masterchef. Ainda foi para o ar o dito concurso de 2015 mas … um fracasso total!

Depois disso somente existiu o Masterchef famosos ou celebridades e coiso e tal e, o Masterchef Junior que também ele na edição de 2016 existiu inúmeras queixas por parte dos pais dos participantes … (claro é mais fácil ludibriar crianças do que adultos)

Foi um dos piores momentos e experiencias que passei na vida! Foi muito mau! Claro que fiz 2 grandes amigos, tão grandes que para não existirem momentos lamechas de punho fechado, nunca mais nos voltamos a cruzar … e ainda bem! O sr. Manuel Luis e o sr Di Paula ficarão sempre na minha memória … como as piores pessoas que conheci até hoje!

Mas como gostei da forma como “A Diva” escreveu sobre o que se passou no estádio do Jamor em Janeiro de 2015 e para dar alguma utilidade à minha “Pancada” de guardar links que depois nunca mais vou ver … deixo aqui este maravilhoso texto escrito no seu blog divasemapuros.wordpress.com e com o qual me identifico na totalidade …

 

Diva e o Masterchef

19 DE JANEIRO DE 2015 by DIVAS EM APUROS

“Olá caríssimos

Este sábado passei por uma experiência deveras estranha. Fui acompanhar uma Diva familiar ao casting do Masterchef que aconteceu no Estádio do Jamor. Nunca assisti fielmente ao programa mas confesso que lhe achava alguma graça, e que até o considerava digno, dentro da área de entretenimento que nos é disponibilizada pelos canais genéricos que temos.

A Diva Chef, que fez uma viagem com cerca de 3h30 até Lisboa, estava entusiasmada com o seu maravilhoso rosbife. Tudo preparado, e de geleira na mão, lá fomos nós para a fila do check in. Era pior que a da ponte 25 de abril em 1995 mas já nos tínhamos mentalizado para a guerra.

Assim que chegámos, deparámo-nos com imensos aspirantes a chef que falavam das suas experiências anteriores, neste mesmo casting. Pelos vistos existem pessoas que concorrem a estes programas todos os anos e, ainda assim, não perdem a esperança. Coragem.

Na fila estavam senhoras já maduras, jovens com garra, pessoal das beiras que arrastou autocarros de apoiantes, loucos da cabeça que carregavam arcas que, aparentemente, tinham lugar para um leitão da bairrada inteirinho, meninas vestidas a rigor como se fossem para o Guility, entre outros.

Quando passámos o check in, e após já estarmos enfartados das conversas sobre pratos e camas de agriões, espinafres e batata doce, vejo a nossa querida Joana Vasconcelos a tirar fotografias à sua irmã, também ela concorrente. Foi aqui que me caiu a ficha. De facto estávamos perante um programa de televisão que privilegia conteúdos vários, além do talento que cada um tem para a culinária. Achei um bocadinho de mau tom arrastar uma figura pública desta dimensão para o local. Mas rapidamente cheguei à conclusão que cada um joga com as armas que tem, e nós aqui no Divas não somos julgadoras. E também eu estava a acompanhar um familiar.

À entrada, apoiantes e concorrentes separaram-se, e lá fomos nós em modo claque apoiar a nossa Diva, confiantes de que ela iria passar. Não era fácil passar de 500 para 51 mas ela já tinha conseguido fazer melhor na primeira fase. O pessoal das claques estava possuído, gritavam piropos ao Goucha e aos seus chefs de eleição. Megafones, minis, cartazes, t-shirts, chapéus, etc.. uma alegria, assim para o bimbo, que acabou por se revelar divertida. Um dos mais excêntricos apoiantes parecia o Barney dos Simpsons. Este cromo passou a manhã inteira a gritar pela Vivi. Pobre coitada, devia estar lá em baixo a rezar para que ele se calasse. Mas o Barney era rijo e antes a morte, a estar sossegadito com o cartaz em punho.

A nossa Diva teve 15/20 minutos para empratar a sua iguaria, para que um chefassistente a degustasse. Só os pratos qualificados por este grupo constituído por chefs anónimos e ex concorrentes do programa, é que seriam provados pelo famoso júri. A nós pareceu-nos um procedimento normal pois ninguém imaginou que aqueles 3 jurados conseguissem emborcar 500 pratos. Só o Rui Paula é que teria apetite para tal, mas pelos vistos não estava para isso.

Pois bem, aquele fantástico prato que já estava em cima da bancada representava 300 kms percorridos, portagens, gasolina, acordar às 6h para não matar o Goucha com legumes oxidados durante a madrugada, e tudo para quê, perguntam vocês?

Para nem sequer provarem o prato. 

Parece mentira mas é a mais pura das verdades. O avaliador deve ser tão pro que não precisou provar nada para sentir o paladar. Simplesmente se limitou a olhar para o prato e a dizer: “Está muito bonito, parabéns.”

Após esta criteriosa avaliação, percebemos que o júri só se dirigiu às pessoas que já tinham sido escolhidas anteriormente, para provar os seus pratos e entregar as colheres. A nossa Diva não foi selecionada e ainda teve a oportunidade de pinicar um prato de um colega do lado que, mesmo sem ter sido previamente tocado pelo assistente, foi assinalado para ser provado pelo júri e, como tal, apurado. “Estava sem sabor e sem sal…” disse ela. Até podia estar envenenado, sem provar nunca daria para prever.

Depois das 51 colheres terem sido entregues, algumas pessoas decidiram abandonar o barco antes das repetições habituais de texto dos apresentadores. Provavelmente porque devem ter recebido semelhante consideração.

Apesar de não ter acontecido a todos, e provavelmente ter incidido sobre uma minoria, a verdade é que existiram pessoas que levaram pratos intactos para casa. Pessoas estas que perderam horas de vida nas suas confeções que nunca chegaram às papilas gustativas de ninguém.

Aqui ficam algumas questões para refletirem:

  • Será que um surdo pode concorrer aos Ídolos?
  • Será que se eu for com um vestidinhoà la Alunos de Apolo, passo no Achas que sabes Dançar, sem ter que dançar efetivamente?
  • Será que não seria mais justo pagarem a figurantes antes de fazerem isto às pessoas? Se pagassem bem, até eu levava a minha massa de atum, só para o número.

Como é que alguém recusa um prato sem o provar? E pior, aprova outro nas mesmas condições?

A nossa Diva ficou triste e frustrada depois deste esforço completamente em vão.

Já nós, jantámos o melhor rosbife das nossas vidas.

Por isso, não ficámos assim muito chateados.”

https://divasemapuros.wordpress.com/2015/01/19/diva-e-o-masterchef/

 

Beijinhos e bons ensaios culinários …

D. Manuel Clemente, os “recasados” e o “Sexo”

08.02.18 | Paulo Brites

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Porque vivemos em sociedade e comunhão é sempre importante alguém que nos consiga orientar e nortear os nossos pecados … sim, porque existem regras para uma boa convivência, tanto connosco próprios como com a sociedade que nos rodeia e, claro, com as nossas referências espirituais …

Sendo eu descendente em 5ª geração de um pastor de Deus (sim, é verdade! Sou mesmo descendente de um pastor da Igreja), é importante dar ouvidos e assimilar bem, ou melhor, muito bem, todas as orientações que a Santa Sé nos transmite!

Irei fazer um retiro espiritual e ponderar muito bem essa coisa … do sexo! Afinal não quero entrar em conflito com tal autoridade!

No entanto e antes desse retiro … vou ali e já venho …

Sendo assim e para que percebam este meu desabafo, deixo aqui a noticia do Jornal “O Publico”  e o link da nota do Patriarcado de Lisboa que recomenda tal situação …

Claro que me apetece dizer “Valha-me nossa Senhora” … mas não digo! Ficava mal dizer tal coisa …

 

Beijinhos … e deixem-se lá dessa “coisa e tal”

 

"Recasados católicos devem ser aconselhados a abster-se de ter relações sexuais

Cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, aconselha a que, nos casos em que não possa ser declarada a nulidade do casamento anterior, deve ser proposto ao casal em situação irregular viver sem a prática de relações sexuais.

NATÁLIA FARIA 

8 de Fevereiro de 2018, 6:30

Os católicos recasados podem “em circunstâncias excepcionais” aceder aos sacramentos, mas a Igreja não deve deixar de lhes propor “a vida em continência”, isto é, sem a prática de relações sexuais. A orientação está contida no documento que o cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, publicou anteontem, com algumas normas para regular o acesso aos sacramentos de pessoas em “situação irregular”, isto é, àquelas em que ao matrimónio sucedeu a ruptura e um casamento civil.

Nos casos excepcionais em que “após um longo caminho de discernimento” se entenda que a Igreja deve reabrir as portas a sacramentos como a comunhão e a confissão, D. Manuel Clemente aconselha que estes sacramentos se realizem “de modo reservado, sobretudo quando se prevejam situações conflituosas”.

É a resposta do Patriarcado de Lisboa à exortação apostólica Amoris Laetitia com o que Papa Francisco rematou os dois sínodos sobre a família que, em Outubro de 2014 e 2015, acompanharam o esforço claro da Igreja no sentido de uma maior abertura às novas formas de estar em família. Naquela exortação, publicada em Abril de 2016, o Papa desafiou as dioceses dos vários países a porem de parte “a fria moralidade burocrática” e a serem misericordiosas com quem se divorciou ou vive uma união fora do casamento. E, porque “o confessionário não deve ser uma câmara de tortura, mas o lugar da misericórdia”, Francisco aconselha, no já famoso rodapé 351 daquele documento, sobre o caminho para a reintegração: “Em certos casos, poderia haver também a ajuda dos sacramentos”.

Na leitura que faz deste documento, quase dois anos depois, D. Manuel Clemente chama a atenção para o “carácter restritivo” e “condicional” desta frase, patente nas expressões “em certos casos” e “podia”. E enfatiza assim que a reintegração dos católicos em situação irregular “não acaba necessariamente nos sacramentos”, podendo traduzir-se numa maior presença na comunidade e na participação em grupos de oração ou reflexão.

Naquilo a que chama as “alíneas operativas”, Manuel Clemente propõe assim que se verifique a especificidade de cada caso, que se pondere a apresentação ao tribunal diocesano quando haja dúvidas sobre a validade do matrimónio anterior e, quando a validade se confirma, que não deixe de se “propor a vida em continência na nova situação”.

“É contra a natureza humana”

 

Esta última alínea deveria pura e simplesmente ser retirada deste texto, na opinião de Anselmo Borges. “Não faz sentido admitir que estão casados, por um lado, e pedir-lhes que não tenham vida sexual, por outro. É contra a natureza humana”, critica o teólogo e padre da Sociedade Missionária Portuguesa. Lembrando o princípio moral segundo o qual “ao impossível ninguém é obrigado”, Anselmo qualifica tal frase como “catastrófica” num documento que se propõe orientador.

A possibilidade de os sacramentos serem vividos “de modo reservado” é algo com que Anselmo Borges também antipatiza. “Acho que isso pressupõe comunidades cristãs infantilizadas, incapazes de compreender e integrar pessoas que tiveram dificuldades. Faz-me lembrar o que acontecia com os padres que pediam dispensa: podiam casar-se desde que numa paróquia onde não fossem conhecidos. Por amor de Deus, ou as pessoas podem aceder aos sacramentos ou não podem!”, exaspera-se.

No caminho de discernimento, “longo, paciente e feito de pequenos passos” e que não deve nunca “desistir da proposta matrimonial cristã na sua inteireza”, o cardeal-patriarca socorre-se das palavras do ex-cardeal vigário do Papa para a diocese de Roma, Agostino Vallini, para atirar a decisão sobre o acesso ou não aos sacramentos para o confessor ou guia espiritual dos candidatos: “Não pode ser senão o confessor, a certa altura, na sua consciência, depois de muita reflexão e oração, a ter de assumir a responsabilidade perante Deus e o penitente, e pedir que o acesso aos sacramentos se faça de forma reservada.”

"Casos excepcionais"

Segundo o cardeal patriarca, que fundamenta a sua posição no cruzamento de textos de João Paulo II, Bento XV e Francisco, poderão incluir-se nos “casos excepcionais” de acesso aos sacramentos aqueles em que existam “limitações que atenuam a responsabilidade e a culpabilidade” na ruptura conjugal e aqueles em que se considere que a recusa da Igreja prejudicaria os filhos da nova união.

De fora desta possibilidade ficam desde logo os casos “de uma nova união que vem de um recente divórcio", bem como as situações em que alguém falhou reiteradamente nos seus compromissos familiares ou faça apologia ou ostentação da sua nova situação “como se fizesse parte do ideal cristão”. Excluídos ficam desde logo também os que praticaram “injustiças não resolvidas” no primeiro casamento, casos em que “o acesso aos sacramentos é particularmente escandaloso”.

Tudo sopesado, Anselmo Borges considera que este “é um texto muito mais restritivo do que as possibilidades abertas pelo Papa Francisco”, concordando embora com a necessidade de defender “o ideal de família estável, baseada no amor fecundo, que é a melhor instituição para ter filhos e educá-los na estabilidade de valores”. O que a Igreja não deve, segundo o teólogo, é continuar a “infantilizar a consciência das pessoas”, o que implica que não deve negar-lhes a confissão e a comunhão “no quadro de um novo amor e desde que as questões de justiça para com os filhos do primeiro casamento estejam defendidas”.

Esta tomada de posição, recorde-se, surge já depois de a Arquidiocese de Braga ter emitido orientações muito claras – e aparentemente mais amplas – quanto aos passos a dar no sentido de readmitir os divorciados e recasados nos sacramentos."

in Jornal "O Publico"

* Foto Jonal O Publico 

https://www.publico.pt/2018/02/08/sociedade/noticia/recasados-catolicos-devem-ser-aconselhados-a-viver-como-irmaos-1802394

 

http://www.patriarcado-lisboa.pt/site/index.php?cont_=40&id=8626&tem=417

Olivais de Pisões ... e a incompetência total!

05.02.18 | Paulo Brites

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36 de Janeiro de 2018, depois de ler um artigo do Diário do Alentejo, escrito hoje ou pelo menos publicado hoje no facebook (infelizmente nem assinado está mas isso são outros quinhentos) só tenho uma palavra para descrever tamanhas barbaridades … que estupidez!

Tentei de uma forma simples e superficial saber um pouco mais das “leis” deste país … e claro que embora eu tenha conhecimento que para perceber um pouco dessas coisas das “leis” é necessário, sei lá, ir para a faculdade de direito tirar a licenciatura, depois o mestrado e só passados 30 anos de estágios profissionais se consegue lá chegar e ter condições para perceber um pouco dessas coisas feitas nos gabinetes, por pessoas que acreditam que se plantarmos sardinhas nasce o mar … para não dizer que para eles um montado é o mesmo que uma floresta de salsa ou coentros! Claro está que nesta minha pesquisa e, tal como pensava … não consegui perceber nada!

Tendo por base o artigo do Diário do Alentejo, vamos lá a isso …

Diz o senhor Joaquim Andrade (empresário na área), que planta olivais desde 2002 e que, até hoje, nunca necessitou de pedir licenciamento nem quando apresentou projectos a financiamentos comunitários … cumpre a lei e diz que o processo para instalação de olival é simples … “Depois de instalado no terreno, é apenas obrigatório a apresentação do cadastro das parcelas (P3), junto do IFAP – Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, onde se informa, anualmente e até abril de cada ano, o Ministério da Agricultura sobre a alteração do uso dos solos.” – Pergunto eu? Mas afinal não é necessário saber para onde e como se gasta a água da barragem de Alqueva?

Mas vamos lá continuar … “Contactado José Velez, diretor regional adjunto da Agricultura e Pescas do Alentejo, confirmou que, dependendo do tipo de culturas que já estão instaladas no terreno, haverá lugar ou não à necessidade de informar (inclusivamente algumas necessitam de autorização) os serviços do ministério sobre a sua alteração. Contudo, há que obedecer a determinados pressupostos técnicos, relativos às operações no terreno. Também explicou que a instalação de determinadas culturas deve ser comunicada antes aos serviços, nomeadamente a plantação de trigo, mas não a de olival” – Portanto para semear uma seara de trigo é necessário autorização … coisa esperta esta!

Fazendo fé neste artigo do “Diário do Alentejo” e tendo em conta que este tal senhor José Velez é somente diretor regional adjunto da Agricultura e Pescas do Alentejo, diz mais á frente:

“Apesar de não conhecer este caso concreto” (falamos dos Olivais de Pisões onde foram destruídas umas importantes ruinas romanas que ele não sabe … não conhece … nunca ouviu falar)  “e de não o querer comentar, salienta que quem vai plantar um olival, cujo investimento é grande, não pode alegar desconhecimento, porque tem que saber exatamente como o vai fazer” … mas afinal o que diz a lei? Mas existe lei???

Há mais de uma década que se está a plantar olivais de regadio e o mesmo senhor José Velez diz …  “Este tipo de procedimentos está a ser estudado e analisado pelo ministério” … hummm a coisa não está fácil! Um Olival desses tem em média 20 a 25 anos de vida … acredito que o ministério da agricultura ainda vai conseguir terminal a sua análise antes de 2094 … existem coisas que necessitam mesmo de estudos bem apurados e a rapidez é inimiga da perfeição já diz o povo … até lá e, utilizando uma frase do dito senhor  “o bom senso deveria imperar”... muito bem senhor director adjunto, fico muito feliz com esta sua opinião … sei lá … deixa-me a pensar que afinal eu tinha razão quando era criança e pensava que vivia no mundo da Alice!

Mas afinal o que é que vossa excelência faz? Afinal quais são as suas funções?

Depois … o mesmo Diário do Alentejo contactou o sr. Luís Miranda, vereador da Câmara de Beja, que disse “…a autarquia só faz licenciamento quando há lugar a abate de sobreiros ou azinheiras, algo que aqui não terá acontecido.” Então neste caso porque se é obrigado a consultar o PDM????? Pois porque essa consulta é obrigatória no caso de alteração de utilização de terrenos …

Finalmente diz o arqueólogo Marco Valente (primeiro subscritor da petição para o estabelecimento do Plano Arqueológico Nacional) “Há novos sítios arqueológicos destruídos todos os dias, pois os prevaricadores fazem-no a coberto da impunidade com que o sistema lida com todas estas situações”.

Muito bem …  ou sou eu que sou completamente estupido … ou então … vou mesmo ter que ir para a faculdade, não para a de direito mas para uma qualquer que coiso e tal, me permita fazer uma autoanalise para saber se sou eu de facto que sou o estupido ou não!

E pronto de desculpa em desculpa … de estupidez em estupidez … lá se vai “andando” por este país fora, preparado e esperançoso que ainda em vida eu possa ter conhecimento da analise e estudo dos diversos ministérios (ministeriais) e ainda mais importante … saber o que faz um Diretor Regional Adjunto da Agricultura e Pescas do Alentejo ...

 

Beijinhos …

 

Link do artigo - https://www.facebook.com/diariodoalentejo/posts/1627878847304255

Original é o poeta ...

04.02.18 | Paulo Brites

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Nikon D3200, 18-105mm @ 18mm, f/3.5, 1/4000s, ISO 800

Por ai ... 

 

Original é o poeta

que se origina a si mesmo

que numa sílaba é seta

noutro pasmo ou cataclismo

o que se atira ao poema

como se fosse um abismo

e faz um filho ás palavras

na cama do romantismo.

Original é o poeta

capaz de escrever um sismo.

 

 (…)

 

Original é o poeta

que chegar ao despudor

de escrever todos os dias

como se fizesse amor.

Esse que despe a poesia

como se fosse uma mulher

e nela emprenha a alegria

de ser um homem qualquer.

 

José Carlos Ary dos Santos