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Diz à mãe para migar as sopas ...

Diz à mãe para migar as sopas ...

Uma música e uma fotografia – parte V … Flor de Lis

31.03.18 | Paulo Brites

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Nikon D3200, 50-200mm @ 50mm, f/7.1, 1/800s, ISO 100

 

 

Se fosses uma música … eras rock, soul ou jazz?

Serias folk, samba ou rap?

Reggae, country, blues?

Fado ou swing?

E se fosses do género erudito … serias Clássico, Romântico?

 

E se fosses um livro?

Em que secção te arrumavas?

Prosa, poesia … drama, ficção ou aventura?

 

E ser fosses cor?

Azul, vermelho … verde? Amarela?

Ou um arco iris completo?

 

E se fosses tinta … chuva, sal … mar, céu, estrela, noite, dia … o que serias?

Vácinas, váginas e outros vás como o sárampo ...

27.03.18 | Paulo Brites

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A favor … contra! Concordo … não concordo! Gosto … não gosto! Pronto, vamos lá ao termo correto, sou do prós ou sou do contra?

Bem em primeiro lugar sou a favor da liberdade! Liberdade é um dos valores mais nobres que poderemos ter! Se gosto de agulhas e seringas? Detesto! Detesto mesmo! Mas isso não significa que não tenha que “papar” com algumas agulhas quando de vacinas e saúde publica se trata! Digo isso porque existe liberdade … tenho liberdade para o dizer! Não tenho é liberdade de querer ou não querer “mamar” com algo que se não “mamar” corro o risco de ser um meio de propagação de algo (que se leia doença) e com esta minha atitude estar a retirar a liberdade a outros que gostam de picas e de agulhas e de se protegerem contra bichinhos e bicharocos! No entanto por ser adepto e praticante da liberdade também me dá liberdade de dizer, se gostam e se sentem bem a serem portadores e transmissores dessas merdas … olha que se juntem todos e resolvam ir para o Principado das Berlengas … isso se a vossa atitude não for também ela motivo de infetar gaivotas inocente por exemplo.

Também tenho liberdade de escolha em ver ou não ver o canal RTP1 nas segundas-feiras à noite! Sim,  há quem goste e quem não goste! Quem goste que veja, assista e venere tal coisa … quem não gosta como é o meu caso … olha terá que fazer o mesmo que eu. Vou assistindo a uns programazinhos de vez em quando na esperança infundada de que o bem dito programa tenha de um momento para o outro algo de imparcial, sensato e que o painel de paineleiros, por obra e graça do senhor, até possa ser algo de positivo e interessante. Gosto de quando um moderador o deixa de ser e passa a ser um “opinador”.

Também gosto quando assisto (talvez 1 programa por trimestre) e vejo que afinal até é um bom momento de descontração e, digo no final do programa, é tão bom rir! Mas pronto isto é somente a minha opinião, como estamos num país livre, tenho liberdade de pensar e achar isso tal qual como outros espetadores têm a liberdade de pensar o contrário … ambas (as duas) opiniões são válidas e terão que ser respeitadas!

Mas … ontem adorei aquela coisa das “Vácinas” … será que quem diz vácinas também diz váginas? Será que quem diz vácinas (até tenho que bloquear o corretor ortográfico que não me deixa escrever vácinas) também diz vámos ou vázia ou várão, váreja, válioso … ?

De longe que a melhor utilização de um acento agudo na palavra “vacina” é pensar como será a resposta a uma pergunta de um filho, quando pergunta algo sobre o aparelho reprodutor feminino … deve ser qualquer coisa desse tipo: Filho em primeiro lugar e por uma questão de igualde de género como o pénis tem acento a vagina também terá que ter, percebes? Então não é vagina mas sim vágina, em segundo … falamos depois que agora não tenho tempo!

E é assim, a liberdade que tenho permite-me dizer que o melhor seria "vácinar" o Prós e Contras com um qualquer debate sobre a correta utilização do Português por parte dos paineleiros convidados e da própria moderadora ... mas é somente a minha opinião!

Beijinhos … que está na hora de ir almoçar e hoje é um repasto que adoro, bácalhau à Gomes de Sá! E não se esqueçam de se vácinar contra o sárampo, claro para os defensores do sim às vácinas …  

 

* foto net

António Lobo Antunes e os homens comuns ...

25.03.18 | Paulo Brites

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Tivemos em Portugal esta semana um homem comum, tão comum que resolveu fazer o que sempre fez! Tocar e cantar canções num passeio público. Tão comum que faz o que sempre fez! Escrever poemas para as suas canções. Tão comum que resolveu não estar presente para receber um prémio Nobel ... tão comum que continuar a ser ele mesmo, não alterando nada na sua vida depois de ser reconhecido em 2016 como um “monstro” da literatura. Sim, tivemos esta semana em Portugal um homem comum, tão comum que muitas e muitas “pessoazinhas” não o percebem, ou melhor, não o percebiam ou ainda melhor, só depois de 2016 dizem que o “gajo” até é bom! Faz lembrar aquela piada que volta na volta circula nas redes sociais “Muita gente admira o Picaso sem nunca terem ouvido uma música dele”.

Sim, tivemos esta semana em Portugal um homem comum, tão comum como outros tantos homens comuns que escrevem, tocam e cantam umas merdas quaisquer! Leonard Cohen (1934-2016), Joaquin Sabina, Manu Chao, Tom Zé, Tom Waits … Chico Buarque ... terei que parar porque existem tantos e tantos homens comuns que iria com toda a certeza, esquecer muitos e muitos homens comuns!   

Mas afinal o que é ser “homem comum”?

Como diz um outro homem comum, António Lobo Antunes, “É preciso viver como homem comum entre homens comuns. Só um homem comum pode fazer grandes coisas”

Sim, Portugal também já teve entre muitos homens comuns, um homem comum chamado José. Não o José da bola que esse também na sua área é um homem comum, mas falo do Saramago … também ele um homem comum que consta da lista dos vencedores dos prémios Nobel da Literatura!

Será que um dia ainda irei ver mais um Português comum, ganhar um prémio Nobel da Literatura? Será que António Lobo Antunes, por ser um homem comum, será reconhecido pelos homens incomuns que elegem os homens comuns para tal prémio?

António Lobo Antunes sem margem de dúvidas merece ser mais um homem comum, a entrar no mundo dos homens incomuns!

Professor Marcelo, tu também és um homem comum e, agora que ficaste mal na fotografia com a aprovação da lei do financiamento dos partidos políticos … calculo que não te apeteça tirar muitas selfies … dá uma ajudinha a que os homens incomuns conheçam este homem comum que é o António Lobo Antunes!

 

Beijinhos …

* Foto Wikipedia

Uma música - Parte III ... Quinteto Tati

24.03.18 | Paulo Brites

 

Para aqueles que dizem, se os poetas um dia servirão para alguma coisa?

Fotografia? Pintura? Desenho? Arabescos? Ainda dizem que uma imagem vale mais que mil palavras … ora tentem lá dizer isso com uma imagem!

Palavras? Poesia? Prosa? Diálogo?  … sempre a mais bela das belas coisas!

 

“Por te falar eu te assustarei e te perderei? Mas se eu não falar eu me perderei, e por me perder eu te perderia”

Clarice Lispector

 

Dia da Água ou o dia da falta de carácter?

22.03.18 | Paulo Brites

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Nikon D3200, 18-55mm @ 18mm, f/10, 1/16s, ISO 100

 

Hoje é o dia internacional da água, elemento que continuamos por este mundo fora a maltratar!

Não deixa de ser no minino “engraçado” sem ter graça nenhuma é claro, a forma como nas redes sociais e na comunicação social as “pessoas” falam e comemoram o dia disto, daquilo e do outro …no dia da água … nada! Nadinha ou quase nada!

Todos ou quase todos estamos mais preocupados com o dia de “merdas” sem valor! Seria bom preocuparmos com o que é realmente importante mas isso, é somente o meu ponto de vista! Como diz o povo, quem nada é o peixe no entanto para que ele nade é necessário água …

Será isso reflexo da nossa total falta de carácter? Claro que sim!

Sei que existem muitas e muitas boas “pessoas” a quem o poema Du Bocage escandaliza. Mas porquê? Talvez sejam essas as mesmas pessoas que ficam num estado de “virgens ofendidas” com o poema … que, maltratam e desprezam por completo o elemento Água! Para elas que a água pouco ou nada vale, deixo aqui o poema!

 

"A Água"

 

Meus senhores eu sou a água

que lava a cara, que lava os olhos

que lava a rata e os entrefolhos

que lava a nabiça e os agriões

que lava a piça e os colhões

que lava as damas e o que está vago

pois lava as mamas e por onde cago.

 

Meus senhores aqui está a água

que rega a salsa e o rabanete

que lava a língua a quem faz minete

que lava o chibo mesmo da raspa

tira o cheiro a bacalhau rasca

que bebe o homem, que bebe o cão

que lava a cona e o berbigão.

 

Meus senhores aqui está a água

que lava os olhos e os grelinhos

que lava a cona e os paninhos

que lava o sangue das grandes lutas

que lava sérias e lava putas

apaga o lume e o borralho

e que lava as guelras ao caralho

 

Meus senhores aqui está a água

que rega rosas e manjericos

que lava o bidé, que lava penicos

tira mau cheiro das algibeiras

dá de beber ás fressureiras

lava a tromba a qualquer fantoche e

lava a boca depois de um broche.

Manuel Maria Barbosa du Bocage

 

Beijinhos …

Ontem fui à cozinha (não é só de palavras e versos que se fazem poemas)

21.03.18 | Paulo Brites

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Ontem fui à cozinha, é uma das minhas paixões, é algo que de facto gosto e muito! Não sei se devido ao equinócio ou por pura guloseima (risos) lembrei-me de uma receita simples e bastante agradável “Areias de Cascais com tangerina”. É uma sobremesa muito fácil de fazer e que naqueles dias em que é necessário “desenrascar” qualquer coisa é sem dúvida uma das minhas preferidas. Poderá ser confecionada com tangerina ou um outro qualquer fruto que contenha sumo, pessoalmente prefiro os citrinos …  

Muito se escreve e fala sobre a origem das “Areias de Cascais”. Há quem defenda que a sua origem preveem da doçaria conventual outros que é da doçaria popular. Para mim sem qualquer tipo de dúvida considero que a sua origem esteja na doçaria popular. Para mais que um dos elementos que diferencia a doçaria conventual da doçaria popular é facto que a popular sempre utilizou mais farinha do que açúcar.  

O açúcar até há poucas décadas atrás era um produto de elevado preço, não obstante o Brasil ser um grande produtor e o açúcar ser um produto natural que se pode consumir e guardar durante muitos e muitos anos sem que tal altere as suas qualidades e características. O que é certo é que até ao início do século XX era um privilégio a existência desse produto nas casas de famílias menos abastardas financeiramente, devido ao seu elevado preço. Por isso o motivo da doçaria popular conter sempre mais farinha que açúcar.

Mas vamos ao que interessa e não é a origem nem a receita das “Areias de Cascais” porque aliás hoje é um produto de fácil adquisição (embora muitas vezes com bastante falta de qualidade e adulteração da sua receita) mas sim a receita da sobremesa!

Para 4 pessoas:

100 gr Areias de Cascais                                                                                            

6 a 8 Tangerinas                                                                                            

4 Iogurtes Naturais                                                                                      

1 Colher de sopa açúcar                                                                                            

Geleia de marmelo q.b.

 

Pessoalmente prefiro fazer em copos de vidros grandes (por norma utilizo copos de pé alto para vinho tinto) … 

Mistura-se sumo de 2 Tangerinas com os iogurtes, rala-se casca de 1 tangerina , de seguida junta-se o açúcar e mistura-se bem.

Desfazem-se as Areias, colocam-se nos copos. Por cima deita-se a mistura de iogurte e por cima dessa colocam-se alguns gomos de tangerina e uma areia desfeita grossamente.

Regasse com a geleia a gosto e … degustasse com uma colher de galão ou de chá.

E pronto … eis uma das minhas sobremesas preferidas. Bom apetite (se for o caso de experimentarem ...).

Já agora e porque não é só de palavras e versos que se fazem poemas, um feliz dia da poesia ... e boas brincadeiras aos namorados aquando da degustação eheheh! 

 

Beijinhos …

A romã, a amizade e o amor

19.03.18 | Paulo Brites

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O amor e a romã se confundem na cor,

o doce amargo da fruta,

e amargo doce do amor,

será tudo a romã,

ou tudo será o amor!

Aguinaldo Ribeiro

 

A Romã é um fruto que sempre foi venerado e continua a ser por todas as religiões … por todos os povos e julgo que por todas as pessoas. Um fruto que representa desde muitos séculos o amor, a amizade, a fertilidade … a mulher!

A Romã tem uma particularidade, nunca nos engana! Quer ela seja grande, pequena, pesada ou mais leve … tem sempre o mesmo número de bagos, 613! É provavelmente o que de mais sincero existe no mundo! É sempre fiel e sabemos exatamente com o que podemos contar, 613 bagos …

Na Mitologia Grega, a romã era atributo às deusas Hera, deusa das mulheres, do casamento e do nascimento e, Afrodite, deusa da beleza, do amor e da sexualidade. Na Ásia a romã está associada aos órgãos genitais femininos, a vulva e por isso é o símbolo de desejo e da sexualidade feminina. Na Índia, muitas vezes, as mulheres bebiam sumo de romã a fim de assegurar a fertilidade e combater a esterilidade. De salientar que devido ao facto de a romã possuir 613 bagos dá origem a 613 sementes, tal qual os 613 mandamentos ou provérbios judaicos chamados de “Mitzvots”, presentes no livro sagrado, a Torá.

Consta que a romã terá chegado à Península Ibérica pela mão dos árabes. Para além das suas características mitológicas, medicinais (que são bastantes) tem uma outra e essa sem qualquer tipo de representação no amor ou na saúde, o seu nome científico (punica granatum) batizou uma arma de guerra, a granada.

E sim é verdade! A romã tem sempre 613 bagos! A romã é-nos sempre fiel! Seja grande, pequena, redonda ou mais oval sabemos sempre o seu número de bagos. Coisa essa que infelizmente não acontece com tudo o resto! Podemos ter amigos, podemos ter amores, podemos ter tudo, no entanto nada se compara à Romã! Quando por qualquer motivo “abrimos” uma amizade, um amor, uma ideia, uma convicção nunca saberemos se tudo nos é fiel, se tudo é verdadeiro, se tudo é como pensamos ou esperamos! Com a romã nada disso acontece … sabemos sempre o que vamos encontrar … sabemos sempre que iremos ter 613 bagos!

Tanto no amor como na amizade deveria estar sempre presente a beleza e a fidelidade da Romã! Maomé aconselhava consumir romã para nos livrarmos da inveja e do ódio. Os maçons utilizam-na como um dos seus símbolos, significando "separados na sua individualidade e personalidade, mas unidos por um ideal".

Que tudo na vida fosse tão bom, fiel e confiável como a Romã … mas não! Tal qual a sua evolução ao longo das estações do ano, a romã e a romãzeira ou romaneira são de uma beleza inconfundível.É por isso também que a romã é símbolo de fidelidade, de amizade, de amor … 

Que a beleza e simbolismo da romã faça parte de nós e nunca na sua variante “bélica” da granada!

 

Beijinhos

* foto net

Mestrado do "Diz à mãe para migar as sopas ..." porque não?

19.03.18 | Paulo Brites

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Tendo por base teses de mestrados de muitos ilustres portugueses, embora não tenha ainda decidido qual o Politécnico ou Universidade onde irei defender tão importante título académico, irei dentro de “algum tempo” (que se leia infinito do início a infinito do fim) defender a tese de mestrado para o blog Diz à Mãe para migar as sopas …

É deveras impressionante a qualidade dos post publicados, “coisa” essa que sem qualquer margem de dúvida o coloca (a ele blog) como a mais das justas e merecidas considerações para que estejam reunidas todas e mais algumas e, mais aquelas e as outras bem como todas as “cousas” que reunidas numa qualquer compilação e imprimidas numa qualquer impressora de PDF`s, farão com toda a certeza um bom alvo, não para 18 valores mas sem dúvida nenhuma … nunca menos do que 20 valores!

Os seus post`s embora tenham alguns (muitos) erros de português, tanto erros gramaticais como estruturais, isso não invalidam a sua qualidade bem como a riqueza da sua escrita! Seria uma das maiores injustiças que tais “escritos” não fossem classificados com a nota de 20, não a nota de nota mas a nota de avaliação! Não sendo uma figura pública e sem nunca ter exercido qualquer função politica o mesmo não invalida que para além da nota de 20 lhe possa ser atribuído um qualquer prémio literário, por exemplo, o prémio Pessoa! Mas isso ficará para depois do mestrado!

Também o mesmo blog mostra o seu bom gosto e acima de tudo a sua incrível capacidade de copiar letras de músicas e de forma cultural, divulgar o melhor que nesse campo se faz, demonstrando claramente as suas capacidades no que diz respeito a poesia e composição musical.

De salientar ainda os fracos mas teimosos conhecimentos fotográficos do seu autor, que demonstram uma enorme capacidade na forma como olha e interpreta o que o rodeia … de entre as centenas de fotografias, seria de um completo e descabido mau gosto não considerar na sua forma e conteúdo que se trata sem margem de duvida, de um dos maiores valores e mais promissores fotógrafos de fim-de-semana que o país tem o prazer de conhecer.

Tendo por base todas e mais algumas qualidades aqui descritas, claramente que se trata de um caso fora do normal dentro da normalidade de alguns mestrados “atribuídos”, como tal, irei ponderar se vou ou não, tentar o título de “mestre” para o Diz à Mãe para migar as sopas …

Antes de iniciar a tese de mestrado e para não perder tempo no tempo, vou começar por pedir os certificados à taberna do Xico, aquando da minha participação nos torneios noturnos de Dominó, da Bisca e das Damas! Irei depois consolidar o curriculum e para não existirem falsas declarações, irei junto da equipa do Sapo atestar a veracidade do mesmo! São já inúmeras as publicações existentes que fazem deste blog um verdadeiro caso de sucesso.

Bem … não tenho muito tempo no momento, para continuar a enumerar tão quantidade de capacidades e razões para que o blog Diz à Mãe para migar as sopas ... tenha de facto a mesma equivalência académica dos demais políticos nacionais. Reconheço a minha dificuldade para que o mesmo seja considerado pois … não tenho participação nem conhecimento nos “lobbies” políticos e académicos deste país, o que deverá ser claramente um dos maiores entraves à obtenção do “Grau de Mestre” para o blog …

Conclusão … merda para isso! Para além da não presença nesses grupos de amigos ainda tenho contra, a enorme falta de qualidade do português e do pensamento transmitido pelo blog …

O melhor é mesmo ficar “quieto” e desistir da tentativa de mestrado para o Diz à Mãe para migar as sopas ..., não quero mais tarde ter que me desculpar com a tradicional desculpa da “Cabala” e de “Ataques pessoais e difamatórios” … enfim aquelas merdas que quem as utiliza como desculpa acredita que os outros acreditam!

 

Beijinhos … e digam à mãe para migar as sopas que o pai já leva o pão!

* foto net

Uma música – Parte II … Manuel Paulo, Arto Lindsay e Rui Veloso

17.03.18 | Paulo Brites

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Nikon D3200, 50-200mm @ 125mm, f/7.1, 1/1600s, ISO 100

 

 

 

Um sábado, apenas um sábado! Será um sábado normal? Não! É um sábado com frio e chuva! De entre as muitas coisas possíveis de fazer nesses dias nostálgicos, resolvi fazer uma! Ouvir música … há muito que não ouvia esta canção com letra de João Monge! … para aqueles que dizem, pensem e perguntam se os poetas e escritores algum dia servirão para alguma coisa?! Claro que sim! Claro que sempre serviram e sempre servirão para seja o que for … bom resto de sábado!

Beijinhos pessoas lindas e para as feias também!

* fotografia Paulo Brites

e-toupeira, e-mails, e-corrupção ... e-português ... somos isso! - Parte II

16.03.18 | Paulo Brites

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E é isso! Verdade? Mentira? Não faço a mínima ideia … muitas vezes fala-se do que se ouve e não do que houve. Mas … a coisa está mesmo feia isto está!

Tenho tentado fazer tudo por tudo para não comentar seja o que for em relação a processos que estão sobre investigação e ou casos do futebol português. Mas … mas … mas … mas … isso é tudo menos “casos” de futebol! Há muito que isso foi ultrapassado!

Só para que fique o registo desse artigo do Octávio Lousada Oliveira, jornalista da Visão e para memória futura bem como para que cada um de nós faça e tire as suas conclusões, cá vai:

 

Benfica recorre a ex-espião do SIS e informador de Sócrates

“Almeida Ribeiro colabora com o gabinete de crise criado por Luís Filipe Vieira. Luís Bernardo admite que o antigo agente das secretas e ex-secretário de Estado participou numa reunião, mas nega a existência de qualquer vínculo ao clube.

Com o objetivo de dar mais músculo ao recém-criado gabinete de crise, o Benfica recorreu ao antigo espião do Serviço de Informações de Segurança (SIS) e secretário de Estado Adjunto de José Sócrates, José Almeida Ribeiro, segundo apurou a VISÃO.

Almeida Ribeiro começou a colaborar com o gabinete coordenado pelo diretor de comunicação do clube da Luz, Luís Bernardo, que também foi assessor do antigo primeiro-ministro socialista, na segunda-feira. À VISÃO, Luís Bernardo admite que Almeida Ribeiro deu aconselhamento ao gabinete de crise, mas diz que o ex-espião participou apenas numa reunião daquela "task force". Por isso, nega "perentoriamente" a existência de qualquer vínculo entre o Benfica e o antigo agente do SIS.

O diretor de comunicação do emblema encarnado confirma ainda que o gabinete de crise já ouviu e continuará a ouvir muitas outras personalidades, especialistas em informação, proteção de dados e pirataria informática (inclusivamente da Google e da Microsoft).

Formado em Filosofia, Almeida Ribeiro, agente das secretas "internas", estudou também Ciência Política e entrou na política pela mão de Manuel Maria Carrilho, tendo sido chefe de gabinete do antigo ministro da Cultura. Depois, já com Sócrates em S. Bento, foi assessor político do primeiro-ministro entre 2005 e 2009.

No segundo mandato do homem que agora é acusado de 31 crimes no âmbito da Operação Marquês, Almeida Ribeiro foi promovido a secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro e quando o PS perdeu as eleições, em 2011, pediu para ingressar no Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), o ramo das secretas que trata das questões externas, onde esteve poucos meses.

Almeida Ribeiro regressaria ainda à política, desta feita como conselheiro de António José Seguro. No entanto, segundo noticiou o jornal i em 2015, o ex-espião funcionava como "infiltrado" de Sócrates no largo do Rato, uma vez que informava o antigo chefe do Governo de tudo o que se passava nos bastidores socialistas, como viriam a confirmar as escutas da Operação Marquês.

Igualmente chamado para ajudar na gestão da crise - na sequência do anúncio de sábado de Luís Filipe Vieira - foi o ex-governador civil de Lisboa António Galamba, dirigente socialista durante a liderança de Seguro. Luís Bernardo recusa qualquer vínculo permanente do clube ao ex-deputado, mas reconhece a relação com Galamba, "sénior" da consultora WL Partners, empresa detida pelo próprio diretor de comunicação do Benfica.

Nesse gabinete, que reporta diretamente ao presidente das águias sobre as questões relacionadas com os processos que envolvem o clube (como a investigação E-Toupeira ou o processo dos vouchers e dos e-mails) e também os seus dirigentes (como a Operação Lex), estão ainda a trabalhar profissionais de três escritórios de advogados, a Vieira de Almeida & Associados, a Abreu Advogados e a Correia, Seara, Caldas, Simões & Associados (à qual pertence o porta-voz da equipa jurídica do Benfica, João Correia) e mais dois elementos do gabinete de comunicação do clube.

Quem também estará a ganhar protagonismo interno, ao acompanhar todos estes dossiês, é o vice-presidente José Eduardo Moniz, que também receberá regularmente as informações oriundas do grupo de especialistas que procura fazer o controlo de danos à reputação do Benfica.

Até à publicação desta notícia, José Almeida Ribeiro e António Galamba não acederam às várias tentativas de contacto da VISÃO.” - Octávio Lousada Oliveira - Revista Visão 

http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/2018-03-16-Benfica-recorre-a-ex-espiao-do-SIS-e-informador-de-Socrates

 … para os interessados em lerem a parte I aqui fica o link

http://paulobrites.blogs.sapo.pt/e-toupeira-e-mails-e-corrupcao-8830

 

Beijinhos …

* foto net

José Hermano Saraiva e os “Assaltos neste País”

15.03.18 | Paulo Brites

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Vai ser leiloada entre os dias 21 e 23 deste mês a coleção de arte do historiador José Hermano Saraiva, com 840 lotes!

(Catálogo - https://www.pcv.pt/auction.php?n=355&ref=auctions-upcoming.title )

José Hermano Saraiva (1919-2012) nome, que não acredito que pelo menos em Portugal alguém não conheça!  

O minuto de silêncio que hoje conhecemos foi uma “criação” portuguesa! Sim, foi em Portugal que começou a homenagem póstuma de respeito, luto, contemplação … para com aqueles que recentemente morreram e que por algum motivo foram uma figura marcante em qualquer que seja a atividade. Não gosto de utilizar o termo mas falando um Português direto e simples, foi em Portugal que se inventou o minuto de silêncio!

Figura marcante do sec. XX foi ou era acima de tudo um comunicador nato! Não me irei alongar neste texto, primeiro porque acho que já tudo ou quase tudo foi dito e é conhecido referente à pessoa e ao homem que o mundo conheceu por José Hermano Saraiva.

Para uns ele encantava para outros e por divergências politicas como foi o caso das forças parlamentares do PCP, PEV (CDU) e BE que na Assembleia da República votaram contra o voto de pesar e o minuto de silêncio pela sua morte. Se existem “coisas” e “coisinhas” que na verdade me chocam e que de alguma forma me revoltam é a incapacidade geral (existe sempre a exceção à regra) de reconhecer o mérito de alguém, mesmo quando, por vários motivos não concordamos ou não nos revemos na forma, no conteúdo ou mesmo no pensamento dos demais. Retirar o mérito e votar contra uma homenagem póstuma de José Hermano Saraiva é um dos casos mais “ridículos”. Politiquice? Divergências da direita e da esquerda? Não concordar com algumas das teses em termos históricos que ele defendia? Um julgar de um ex-Ministro de Salazar? Não sei … não sei mesmo o que pode estar nessa origem e nesse comportamento e forma de estar! O que sei é que, poderemos não concordar mas deveremos reconhecer o mérito de algo ou de alguém! Não custa nada! Aliás só mesmo quem tem falta de inteligência e de integridade não o é capaz de o fazer! Concordando ou não … o mérito é outra coisa!  

Não sei se o Estado Português em algum momento negociou com a família e herdeiros de José Hermano Saraiva, também não sei se para o Estado Português essa coleção é ou não importante … também não sei para onde irá tal espólio … também não sei se irá ficar disperso ou se algum comprador está interessado na aquisição do total dos 840 lotes … também não sei se será um Português a comprar … também não sei se será um qualquer “estrangeiro” … só sei que é de uma total ignorância e estupidez para não utilizar outro adjetivo que qualifique tão irresponsável acto por parte do Estado, caso permita a dispersão e a “fuga” para o estrangeiro de tão valioso espólio!

Que falta de respeito e sensibilidade temos nós portugueses! Será que é mais uma espoliação de arte em Portugal? Será que vamos ver algumas dessas peças expostas num qualquer museu estrangeiro ou numa qualquer mansão deste mundo? Ou será que irão ser objetos de adorno num qualquer gabinete da administração de um Banco?

Começa a ser hábito meu terminar alguns textos com um apelo ao Presidente de República. Este é mais um exemplo!

Professor Marcelo meta mãos nessa merda toda que se passa neste país!

 

Beijinhos …    

* Foto net

Uma música ... Mariza e Sérgio Dalma.

14.03.18 | Paulo Brites

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Nikon D3200, 50-200mm @ 50mm, f/7.1, 1/1250s, ISO 100

 

 

 

Sim ... Mariza no seu melhor em dueto com Sérgio Dalma! 

Depois de ouvir esta canção lembrei-me do Mário de Sá-Carneiro e as coisas secretas da alma!

"Em todas as almas há coisas secretas cujo segredo é guardado até à morte delas. E são guardadas, mesmo nos momentos mais sinceros, quando nos abismos nos expomos, todos doloridos, num lance de angústia, em face dos amigos mais queridos - porque as palavras que as poderiam traduzir seriam ridículas, mesquinhas, incompreensíveis ao mais perspicaz. Estas coisas são materialmente impossíveis de serem ditas. A própria Natureza as encerrou - não permitindo que a garganta humana pudesse arranjar sons para as exprimir - apenas sons para as caricaturar. E como essas ideias-entranha são as coisas que mais estimamos, falta-nos sempre a coragem de as caricaturar. Daqui os «isolados» que todos nós, os homens, somos. Duas almas que se compreendam inteiramente, que se conheçam, que saibam mutuamente tudo quanto nelas vive - não existem. Nem poderiam existir. No dia em que se compreendessem totalmente - ó ideal dos amorosos! - eu tenho a certeza que se fundiriam numa só. E os corpos morreriam."

Mário de Sá-Carneiro in "Cartas a Fernando Pessoa"

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