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Diz à mãe para migar as sopas ...

Diz à mãe para migar as sopas ...

Uma música e uma fotografia – parte V … Flor de Lis

31.03.18 | Paulo Brites

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Nikon D3200, 50-200mm @ 50mm, f/7.1, 1/800s, ISO 100

 

 

Se fosses uma música … eras rock, soul ou jazz?

Serias folk, samba ou rap?

Reggae, country, blues?

Fado ou swing?

E se fosses do género erudito … serias Clássico, Romântico?

 

E se fosses um livro?

Em que secção te arrumavas?

Prosa, poesia … drama, ficção ou aventura?

 

E ser fosses cor?

Azul, vermelho … verde? Amarela?

Ou um arco iris completo?

 

E se fosses tinta … chuva, sal … mar, céu, estrela, noite, dia … o que serias?

Vácinas, váginas e outros vás como o sárampo ...

27.03.18 | Paulo Brites

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A favor … contra! Concordo … não concordo! Gosto … não gosto! Pronto, vamos lá ao termo correto, sou do prós ou sou do contra?

Bem em primeiro lugar sou a favor da liberdade! Liberdade é um dos valores mais nobres que poderemos ter! Se gosto de agulhas e seringas? Detesto! Detesto mesmo! Mas isso não significa que não tenha que “papar” com algumas agulhas quando de vacinas e saúde publica se trata! Digo isso porque existe liberdade … tenho liberdade para o dizer! Não tenho é liberdade de querer ou não querer “mamar” com algo que se não “mamar” corro o risco de ser um meio de propagação de algo (que se leia doença) e com esta minha atitude estar a retirar a liberdade a outros que gostam de picas e de agulhas e de se protegerem contra bichinhos e bicharocos! No entanto por ser adepto e praticante da liberdade também me dá liberdade de dizer, se gostam e se sentem bem a serem portadores e transmissores dessas merdas … olha que se juntem todos e resolvam ir para o Principado das Berlengas … isso se a vossa atitude não for também ela motivo de infetar gaivotas inocente por exemplo.

Também tenho liberdade de escolha em ver ou não ver o canal RTP1 nas segundas-feiras à noite! Sim,  há quem goste e quem não goste! Quem goste que veja, assista e venere tal coisa … quem não gosta como é o meu caso … olha terá que fazer o mesmo que eu. Vou assistindo a uns programazinhos de vez em quando na esperança infundada de que o bem dito programa tenha de um momento para o outro algo de imparcial, sensato e que o painel de paineleiros, por obra e graça do senhor, até possa ser algo de positivo e interessante. Gosto de quando um moderador o deixa de ser e passa a ser um “opinador”.

Também gosto quando assisto (talvez 1 programa por trimestre) e vejo que afinal até é um bom momento de descontração e, digo no final do programa, é tão bom rir! Mas pronto isto é somente a minha opinião, como estamos num país livre, tenho liberdade de pensar e achar isso tal qual como outros espetadores têm a liberdade de pensar o contrário … ambas (as duas) opiniões são válidas e terão que ser respeitadas!

Mas … ontem adorei aquela coisa das “Vácinas” … será que quem diz vácinas também diz váginas? Será que quem diz vácinas (até tenho que bloquear o corretor ortográfico que não me deixa escrever vácinas) também diz vámos ou vázia ou várão, váreja, válioso … ?

De longe que a melhor utilização de um acento agudo na palavra “vacina” é pensar como será a resposta a uma pergunta de um filho, quando pergunta algo sobre o aparelho reprodutor feminino … deve ser qualquer coisa desse tipo: Filho em primeiro lugar e por uma questão de igualde de género como o pénis tem acento a vagina também terá que ter, percebes? Então não é vagina mas sim vágina, em segundo … falamos depois que agora não tenho tempo!

E é assim, a liberdade que tenho permite-me dizer que o melhor seria "vácinar" o Prós e Contras com um qualquer debate sobre a correta utilização do Português por parte dos paineleiros convidados e da própria moderadora ... mas é somente a minha opinião!

Beijinhos … que está na hora de ir almoçar e hoje é um repasto que adoro, bácalhau à Gomes de Sá! E não se esqueçam de se vácinar contra o sárampo, claro para os defensores do sim às vácinas …  

 

* foto net

António Lobo Antunes e os homens comuns ...

25.03.18 | Paulo Brites

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Tivemos em Portugal esta semana um homem comum, tão comum que resolveu fazer o que sempre fez! Tocar e cantar canções num passeio público. Tão comum que faz o que sempre fez! Escrever poemas para as suas canções. Tão comum que resolveu não estar presente para receber um prémio Nobel ... tão comum que continuar a ser ele mesmo, não alterando nada na sua vida depois de ser reconhecido em 2016 como um “monstro” da literatura. Sim, tivemos esta semana em Portugal um homem comum, tão comum que muitas e muitas “pessoazinhas” não o percebem, ou melhor, não o percebiam ou ainda melhor, só depois de 2016 dizem que o “gajo” até é bom! Faz lembrar aquela piada que volta na volta circula nas redes sociais “Muita gente admira o Picaso sem nunca terem ouvido uma música dele”.

Sim, tivemos esta semana em Portugal um homem comum, tão comum como outros tantos homens comuns que escrevem, tocam e cantam umas merdas quaisquer! Leonard Cohen (1934-2016), Joaquin Sabina, Manu Chao, Tom Zé, Tom Waits … Chico Buarque ... terei que parar porque existem tantos e tantos homens comuns que iria com toda a certeza, esquecer muitos e muitos homens comuns!   

Mas afinal o que é ser “homem comum”?

Como diz um outro homem comum, António Lobo Antunes, “É preciso viver como homem comum entre homens comuns. Só um homem comum pode fazer grandes coisas”

Sim, Portugal também já teve entre muitos homens comuns, um homem comum chamado José. Não o José da bola que esse também na sua área é um homem comum, mas falo do Saramago … também ele um homem comum que consta da lista dos vencedores dos prémios Nobel da Literatura!

Será que um dia ainda irei ver mais um Português comum, ganhar um prémio Nobel da Literatura? Será que António Lobo Antunes, por ser um homem comum, será reconhecido pelos homens incomuns que elegem os homens comuns para tal prémio?

António Lobo Antunes sem margem de dúvidas merece ser mais um homem comum, a entrar no mundo dos homens incomuns!

Professor Marcelo, tu também és um homem comum e, agora que ficaste mal na fotografia com a aprovação da lei do financiamento dos partidos políticos … calculo que não te apeteça tirar muitas selfies … dá uma ajudinha a que os homens incomuns conheçam este homem comum que é o António Lobo Antunes!

 

Beijinhos …

* Foto Wikipedia

Uma música - Parte III ... Quinteto Tati

24.03.18 | Paulo Brites

 

Para aqueles que dizem, se os poetas um dia servirão para alguma coisa?

Fotografia? Pintura? Desenho? Arabescos? Ainda dizem que uma imagem vale mais que mil palavras … ora tentem lá dizer isso com uma imagem!

Palavras? Poesia? Prosa? Diálogo?  … sempre a mais bela das belas coisas!

 

“Por te falar eu te assustarei e te perderei? Mas se eu não falar eu me perderei, e por me perder eu te perderia”

Clarice Lispector

 

Dia da Água ou o dia da falta de carácter?

22.03.18 | Paulo Brites

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Nikon D3200, 18-55mm @ 18mm, f/10, 1/16s, ISO 100

 

Hoje é o dia internacional da água, elemento que continuamos por este mundo fora a maltratar!

Não deixa de ser no minino “engraçado” sem ter graça nenhuma é claro, a forma como nas redes sociais e na comunicação social as “pessoas” falam e comemoram o dia disto, daquilo e do outro …no dia da água … nada! Nadinha ou quase nada!

Todos ou quase todos estamos mais preocupados com o dia de “merdas” sem valor! Seria bom preocuparmos com o que é realmente importante mas isso, é somente o meu ponto de vista! Como diz o povo, quem nada é o peixe no entanto para que ele nade é necessário água …

Será isso reflexo da nossa total falta de carácter? Claro que sim!

Sei que existem muitas e muitas boas “pessoas” a quem o poema Du Bocage escandaliza. Mas porquê? Talvez sejam essas as mesmas pessoas que ficam num estado de “virgens ofendidas” com o poema … que, maltratam e desprezam por completo o elemento Água! Para elas que a água pouco ou nada vale, deixo aqui o poema!

 

"A Água"

 

Meus senhores eu sou a água

que lava a cara, que lava os olhos

que lava a rata e os entrefolhos

que lava a nabiça e os agriões

que lava a piça e os colhões

que lava as damas e o que está vago

pois lava as mamas e por onde cago.

 

Meus senhores aqui está a água

que rega a salsa e o rabanete

que lava a língua a quem faz minete

que lava o chibo mesmo da raspa

tira o cheiro a bacalhau rasca

que bebe o homem, que bebe o cão

que lava a cona e o berbigão.

 

Meus senhores aqui está a água

que lava os olhos e os grelinhos

que lava a cona e os paninhos

que lava o sangue das grandes lutas

que lava sérias e lava putas

apaga o lume e o borralho

e que lava as guelras ao caralho

 

Meus senhores aqui está a água

que rega rosas e manjericos

que lava o bidé, que lava penicos

tira mau cheiro das algibeiras

dá de beber ás fressureiras

lava a tromba a qualquer fantoche e

lava a boca depois de um broche.

Manuel Maria Barbosa du Bocage

 

Beijinhos …

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