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Diz à mãe para migar as sopas ...

Diz à mãe para migar as sopas ...

Boa Páscoa e ... troque gente chata por vinho!

29.03.18 | Paulo Brites

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Agora que está na moda os ensinamentos da bíblia como é exemplo o polícia que resolveu ler umas coisitas a uns reclusos na espectativa da sua conversão, não em nenhuma religião mas na conversão deles próprios. Os juízes que fazem referencia à mesma bíblia para inocentar crimes indesculpáveis como o que aconteceu à outra senhora … Também os gurus da auto-ajuda andam por ai … uns abandonam as redes sociais para se dedicarem a outros projetos hilariantes como é o caso do amigo Gustavo … Também na política e no futebol não paramos de fazer referências a Padres e coiso e tal …  enfim, parece que está na moda coisas dessas.

A nossa justiça resolveu perdoar as multas e o castigo a quem polui os nosso rios e de forma “bíblica” aplicar uma repreensão por escrito (risos de gozo com tanta merda). Certo que isso dará alento especial a alguns casos em Portugal, mas também trás alguma preocupação. Imagino por exemplo o amigo Salgado, deverá estar deveras preocupado com uma possível repreensão por escrito! Já o amigo Armado Vara que fez há pouco tempo 4 anos que foi condenado a 5 anos de prisão (já lhe falta pouco tempo para sair) … desgraçado, não terá a oportunidade de gozar e trocar a sua liberdade prisional por uma repreensão por escrito!

Bem mas vamo-nos deixar dessas coisas, afinal é pascoa … e vamos ao que é importante! Ontem li um texto (aqueles textos lamechas e profundos) com um titulo aliciante e, por isso fui ler com alguma curiosidade … e não é que o texto até que é “simpático”! Parece um qualquer “sermão” profundo de um qualquer mentor religioso ou mesmo algo dos importantes gurus da auto-ajuda … no entanto gostei! Gostei do que li!

E porque gostei resolvi aqui no Diz à mãe para migar as sopas … publicar! Então lá vai …

Troque gente chata por vinho

 “É preciso que, ao fim do dia, mantenhamos aqui dentro somente aquilo que nos tranquiliza e nos renova, ao som de uma boa música, degustando um bom vinho, degustando a vida, seja com alguém que valha a pena, seja com a nossa melhor companhia: nós mesmos.

Tem dias em que eu paro para analisar o que está ali à minha volta, quem caminha junto, ou quase, o que ando valorizando, em quem costumo prestar mais atenção. Chego a me surpreender com o tanto de coisas e de pessoas que guardo comigo sem função alguma, o tanto de energia que costumo gastar à toa, sem razão, e o quanto coloco em segundo plano justamente quem deveria se aninhar em meu coração durante as vinte e quatro horas dos dias.

Não dá para sermos racionais o tempo todo, com todo mundo, ainda mais nesse ritmo alucinante que rege nossas vidas, porém, acabamos caindo no excesso oposto, absorvendo com prioridade tudo o que faz mal. Parece que as palavras mais rudes, os gestos mais mesquinhos, as atitudes menos decentes chegam até nós e não saem, ao passo que tudo o que envolve bondade e afetividade sincera passa rapidamente pela gente e vai embora.

E, quando a gente percebe que fica dando corda para quem não quer nada além de perturbar, para quem só sabe agredir, mesmo que com o olhar, para quem é maldoso, hipócrita e dissimulado, vem a impressão de que devemos ser muito bobos mesmo, ou temos a palavra trouxa estampada na testa. Não é possível que a gente vá sobreviver com mínima qualidade de vida, enquanto continuarmos dando ouvidos a quem só oferece desarmonia e desesperança.

Da mesma forma, caso nos prendamos somente ao que possuímos materialmente, caso nos prendamos às aparências, à necessidade de consumir, de ter mais e mais, de mostrar ao mundo que andamos de carro novo, moramos em condomínio de luxo, viajamos para hotéis nababescos, mais nos esqueceremos de alimentar as verdades imateriais de que se sustenta o nosso coração, a nossa essência. É assim que a gente se perde de quem importa e de nós mesmos.

Quem não sabe falar de outra coisa a não ser de dinheiro, investimentos, calorias e preenchimentos labiais, cansa demais a gente. E é exatamente esse tipo de pessoa que nos tornaremos, caso não consigamos nos afastar do apego exagerado aos bens e da atenção demasiada aos chatos de plantão. A gente entra em sintonia com aquilo que trazemos junto, com as energias em que focamos nossas forças, com os discursos que guardamos em nossos corações.

É preciso que, ao fim do dia, mantenhamos aqui dentro somente aquilo que nos tranquiliza e nos renova, ao som de uma boa música, degustando um bom vinho, degustando a vida, seja com alguém que valha a pena, seja com a nossa melhor companhia: nós mesmos.”

Marcel Camargo in - https://www.contioutra.com/troque-gente-chata-por-vinho/

E é isso, em jeito de sermão religioso … boa páscoa pessoas lindas e para as feias também!

Beijinhos