Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Diz à mãe para migar as sopas ...

Diz à mãe para migar as sopas ...

Mogol Derby 2018 ... e o www.alentejoturismo.pt

27.07.18 | Paulo Brites

DSC_8788-1-4

Nikon D3200, 50-200mm @ 135mm, f/9, 1/320s, ISO 100

 

Mas afinal o que é que a costa alentejana tem a ver com a Mongólia? Bem para mim que infelizmente não conheço a Mongólia irei dizer que nada!  

No entanto deverei estar errado mas isso também pouco interessa! O que interessa na realidade é saber que Portugal e a costa alentejana em particular é um destino escolhido para a preparação de uma “aventureira” … sim é verdade!

Achei interessante esta cavaleira holandesa vir para terras lusas treinar a sua participação numa aventura que é para poucos! Tal como achei interessante este texto escrito por uma amiga que também ela escolheu a costa alentejana para dar início a um projeto novo … para as duas deixo aqui um enorme “BOA SORTE”.

 

Para quem gosta de viajar e conhecer um pouco mais do nosso Alentejo deixo aqui um link para acompanharem, vai valer a pena! - https://alentejoturismo.pt

 

“Quando fotografava a costa alentejana, entre Vila Nova de Mil Fontes e Porto Covo;  conheci Hinke van der Werf.

Uma simples cavaleira despertou a minha atenção: estranhei o trato selvagem do seu cavalo bravio e, na minha modesta acessibilidade linguística, tentei algumas palavras em inglês.

Mal nos entendemos mas consegui perceber: o pedido para fotografar a sua partida que teria inicio, nesse preciso momento. Mogol Derby 2018 – não percebi, no imediato, a grandeza da minha interlocutora e a dimensão do evento.

Chegada a casa: corei envergonhada da enormidade da minha lacuna a nível de conhecimentos.

 

Mogol Derby 2018

De 5 a 17 de agosto, o Mongol Derby será realizado pelo décimo ano consecutivo: a mais longa e dura corrida de cavalos do mundo; ocorre sobre as estepes da Mongólia e recria o sistema de mensageiros a cavalo – desenvolvido por Ghengis Khan em 1224.

Num máximo de dez dias e com um máximo de cinco quilos de bagagem, cerca de, 40 participantes internacionais completam uma rota de 1000 km.

Os cavaleiros terão que encontrar o seu caminho –  num percurso que só é público no momento do início da prova;  trocam de cavalo a cada 39 quilómetros.

O percurso incluirá montanhas, vales verdes abertos, colinas arborizadas, travessias de rios, zonas húmidas e várzeas, dunas arenosas semiáridas, colinas onduladas, leitos de rios secos e estepes abertas.

Os participantes acampam à luz das estrelas –  sujeitos ao lobo das estepes e a possíveis ataques de grupos armados;  passam  13 a 14 horas, por dia, na sela.

Completar a corrida é uma conquista – geralmente, apenas metade dos competidores a termina.

Cada candidato paga 15 000 euros para participar e necessita angariar fundos para uma organização ecológica e uma instituição solidária à sua escolha.

Num acaso, trocámos sorrisos e tive o imenso prazer de fotografar o início do Mongol Derby 2018, para a Hinke van der Werf.

 

Os cavalos

Os  cavalos  são semisselvagens (só foram montados duas a três vezes antes da prova).

Ao longo do caminho, são monotonizados  e os veterinários podem impor penalidades de tempo se os cavaleiros exigirem demasiado esforço físico aos animais.

 

Quem é Hinke van der Werf?

É uma enfermeira e socióloga médica, trabalha na Universidade Hanze de Ciências Aplicadas, em Groningen. Integra a Mongol Derby 2018 (a maior e mais difícil corrida de cavalos do mundo).

Para ser selecionado, cada candidato realiza várias entrevistas; necessita provar o espírito de aventureiro e demonstrar fortes capacidades físicas e mentais. Hinky Werf escreveu na sua carta de seleção:

“Depois de procurar por tigres na Índia; evitar cobras marrons no interior da Austrália; ensinar estudantes de enfermagem na universidade e ajudar refugiados a começar de novo na Europa, estou procurando uma fogueira. De preferência, uma fogueira mongol.”

Hinke van der Werf escolheu Porto Covo e a costa alentejana para se preparar, física e mentalmente, para a grande aventura. Ir além dos seus limites – é a meta.  Num acaso, trocámos sorrisos e tive o imenso prazer de fotografar Hinke van der Werf, no início do Mongol Derby 2018.

Hinke van der Werf escolheu  angariar fundos para os Médicos sem Fronteira, siga o link e deixe o seu donativo: https://www.actiezondergrenzen.nl/actie/hinke-van-der-werf 

Beijinhos, Hinke, vamos acompanhar a tua chegada à meta.”

 

https://alentejoturismo.pt/hinke-van-der-werf-mongol-derby-2018/ 

Uma fotografia, uma música ... parte X - Jason Mraz - Life is Wonderful

24.07.18 | Paulo Brites

DSC_8246-1-3.jpg

Nikon D3200, 50-200mm @ 200mm, f/5.6, 1/600s, ISO 100

 

https://www.youtube.com/watch?v=esFAe2BDwIc 

 

It takes a crane to build a crane

It takes two floors to make a story

It takes an egg to make a hen

It takes a hen to make an egg

There is no end to what I'm saying

 

It takes a thought to make a word

And it takes some words to make an action

It takes some work to make it work

It takes some good to make it hurt

It takes some bad for satisfaction

 

It takes a night to make it dawn

And it takes a day to make you yawn brother

It takes some old to make you young

It takes some cold to know the sun

It takes the one to have the other

 

And it takes no time to fall in love

But it takes you years to know what the love is

And it takes some fears before I trust

And it takes those tears to make it rust

And it takes the rust to have it polished

 

It takes some silence to make sound

And it takes a loss before you found it

And it takes a road to go nowhere

It takes a toll to make you care

It takes a hole to make a mountain

 

Jason Mraz - Life is Wonderful

E viva a democracia, o arroz e a merda

20.07.18 | Paulo Brites

naom_5aa18fd85d2e9.jpg

 

Democracia, oligarquia, autocracia … gosto mais de utilizar uma definição bem mais simples para definir tais “chavões” e pela mesma ordem prefiro, poder de muitos, poder de poucos e poder de somente um!

Há quem defenda ideologias sócio-politicas, ideologias civil-liberais ou ideologias geoculturais, enfim cada um é livre que defender as suas “ideologias” – a isso chamo democracia!

No entanto as diversas formas de exercer o poder têm todas elas, coisas boas ou más, coisas parvas, estupidas e arrogantes como coisas espertas e respeitosas! Sim é o radicalismo que acaba por mal tratar e deturpar as mais diferentes formas de exercer o poder.

Na autocracia como na oligarquia não cabe a representatividade, o liberalismo, o comunismo! Não, na autocracia e na oligarquia só cabe o anarco-comunismo, anarco-capitalismo e o autoritarismo ou totalitarismo!

Quando fazemos aos outros o que nos fizeram a nós isso é tudo menos “esperteza” a isso chamo o que na língua portuguesa se “diz” como antônimo, “idiotice”!

Se para Israel democracia é isso que fazem e dizem, pois bem, ou eu estou muito errado no significado de democracia ou afinal tenho “andado enganado” a vida toda! Será que o meu avô era a minha avó?

A nova lei aprovada ontem no parlamento de uma pseudodemocracia é tudo o que não deveria existir!

Sei que democracia é aceitar o contraditório, mas que me desculpem os apoiantes do Estado de Israel, não consigo!

Dizer que Israel é uma democracia, faz-me lembrar a velha anedota do menino Joãozinho:

– Joãozinho, quanto é 5X7?

– 45 professora!!

– Muito bem! E 7X5?

– Hummm…. Não sei!! A professora mandou estudar só a tabuada do 5!

– Mas é o mesmo Joãozinho!!

– Não!! Não é o mesmo… Se a professora comer arroz, o que é que caga??

– Se comer arroz é óbvio que cago merda Joãozinho!!

– Pois… Agora coma merda a ver se caga arroz…

 

 … e já agora, para aqueles que sabem que 5x7 não é 45 mas 35, vai daqui um abraço democrático!

 

Beijinhos …

 

* Imagem retirada do Google 

Lá vem a cegonha, no bico um raminho ...

19.07.18 | Paulo Brites

DSC_5181-1-2

 Nikon D3200, 50-200mm @ 200mm, f/6.3, 1/1600s, ISO 400

 

 

Lá vem a cegonha

No bico um raminho

De meia encarnada

Vem dando chegada

Ao seu velho ninho

 

Ao seu velho ninho

Ponha ovos ponha

Que seja bem vinda

Branquinha tão linda

Lá vem a cegonha

 

Senhora cegonha

Como tem passado

Não há quem a veja

Voar p'ra igreja

Pousar no telhado

 

Quando chega Agosto

O bando levanta

Anunciando a hora

Que se vai embora

Levam meia branca

Moda popular alentejana

Monsaraz e o jogo do “Alquerque”

12.07.18 | Paulo Brites

DSC_3775-1-1.jpg

 Nikon D3200, 18-55mm @ 45mm, f/5.3, 1/15s, ISO 2500

 

 

Há dias por terras de Monsaraz, deparei-me com uma peça decorativa feita em barro (provavelmente de S. Pedro do Corval) à entrada de uma casa de petiscos – O Gaspacho. A peça chamou-me à atenção pela sua singularidade, simplicidade, qualidade, critério e bom gosto do seu proprietário na utilização da mesma. Certo que é feita em barro e as originais são talhadas em lajes, mas sem dúvida que representa e simboliza uma parte lúdica que até há pouco tempo existia por estas paragens. Parabéns ao seu proprietário pela utilização da mesma!

 

Representa “O Alquerque”, um jogo do antigo Egito há mais de 3 mil anos, que foi introduzido em Portugal no século VIII pelos muçulmanos e está representado em lajes dispersas por várias vilas e aldeias portuguesas. Por norma esses tabuleiros situam-se junto aos adros das igrejas ou em locais que eram utilizados pelos habitantes para ao fresco do verão passarem uns momentos de convívio. Monsaraz, Alandroal, Castelo de Vide, Marvão são alguns exemplos onde a sul do país estão presentes vestígios muito bem conservados do seu tabuleiro desenhado em lajes ou em granito. Mas existem muitos outros locais onde ainda se consegue ver a existência e a importância lúdica deste jogo.

 

O nome Alquerque derivou de “Al-Quirkat” e é o antepassado do atual jogo de Damas, cuja versão inicial, terá surgido provavelmente no sul de França, por volta do século XII.

 

Monsaraz por si só não necessita de “decorações”, necessita sim que seja respeitado e sem dúvida que ao invés de trapos, trapinhos e outras coisas tais que nada têm a ver com esta Vila exista quem tenha de facto bom gosto!

 

Beijinhos

Olha a noiva se vai linda, no dia do seu noivado …

11.07.18 | Paulo Brites

DSC_6073-1-3

 Nikon D3200, 18-55mm @ 55mm, f/6.3, 1/320s, ISO 100

 

https://www.youtube.com/watch?v=_7stSVzcUZU 

 

Celina já te casaste

Já o laço te apanhou

Deus queira que sempre digas

Se bem estava,

Se bem estava melhor estou

 

Olha a noiva se vai linda

No dia do seu noivado

 

Também eu queria ser,

Também eu queria ser casado

Ser casado e Ter juízo

Acho que é bonito estado

Ser casado e ter juízo

 

Acho que é bonito estão

Também eu queria ser,

Também eu queria,

Também queria ser casado

 

À luz daquela candeia

Foi feito o meu casamento

Ó candeia não t`apagues

Hás-de ser, hás-de ser um juramento

 

Tua boca é uma rosa

Os teus dentes as folhinhas

E essas duas faces mimosas

São duas são duas lembraças minhas

 

Também eu queria ser, (bis)

Também eu queria ser casado

Ser casado e Ter juízo

Acho que é bonito estado

 

Também eu queria ser, (bis)

Também eu queria,

Também queria ser casado

 

Moda tradicional Alentejana - Com arranjos Tais & Quais

Que venha de lá um cozido de grão …

09.07.18 | Paulo Brites

DSC_6915-1-Assinada.jpg

 

Conheces a açorda de alho mas não conheces a açorda batida. Conheces a imitação espanhola do Gaspacho alentejano mas não conheces o gaspacho com batatas … conheces a poejada mas não conheces o calducho … conheces o grão mas não conheces o sabor dele aquando cozinhado pelos alentejanos que o produzem e o cultivam há séculos … conheces os parques aquáticos por terras espanholas e reino dos Algarves mas não conheces um “bom” pego alentejano … conheces as novas e incaracterísticas praias fluviais nas margens do lago de Alqueva mas não conheces os rios do Guadiana, moinhos e as maravilhas de um mergulho nas suas águas … e por ai fora!

 

Vamos visitar Paris, Londres, Amesterdão … Berlim e não visitamos as nossas aldeias! Falamos dos alentejanos, dos transmontanos … dos beirões mas não conhecemos o Alentejo, Trás-os -Montes ou as Beiras … 

 

Verdade que o Alentejo é enorme e ser alentejano de Nisa não é o mesmo que ser alentejano de Grândola, como ser alentejano de Ourique não é o mesmo que ser alentejano de Portalegre tal como ser alentejano de Reguengos de Monsaraz não é o mesmo que ser alentejano de Alandroal… “ser” de Beja nada tem a ver com o “ser” de Évora!

 

Muito temos que conhecer, muito temos que aprender mas acima de tudo muito temos que perceber para dizer que gosto dessa ou daquela região ou zona do nosso Alentejo!

 

Porque está na moda, falamos de tradições e tradição vezes e vezes sem conta, sem nos preocuparmos com o seu verdadeiro significado - Tradição é uma palavra com origem no termo em latim traditio, que significa "entregar" ou "passar adiante". A tradição é a transmissão de costumes, comportamentos, memórias, rumores, crenças, lendas, para pessoas de uma comunidade, sendo que os elementos transmitidos passam a fazer parte da cultura.

 

Mas para que se estabeleça como tradição algo ou “alguma coisa”, é sempre necessário bastante tempo para que o hábito seja criado. Diferentes culturas e mesmo diferentes famílias possuem tradições distintas. Algumas celebrações e festas (religiosas ou não) fazem parte da tradição de uma sociedade. Muitas vezes certos indivíduos seguem uma determinada “tradição” ou suposta “tradição” sem sequer pensarem no verdadeiro significado da tradição em questão.

 

Vejo isso em muitas partes e zonas do Alentejo mas sem dúvida, que o ultimo reduto do verdadeiro significado da “tradição da nossa terra” só encontro na margem esquerda do Rio Guadiana. Ali ainda se vê a “rapaziada” brincar nas ruas, ainda se vê as crianças a cantarem modas alentejanas, ainda se vê o avô a construir um “carrinho de rolamentos” para a participação na grande corrida da tarde … ainda se vê a avó cair do tal “carrinho de rolamentos” porque também ela quer brincar … ainda se passa um serão com uma viola na mão a tocar e cantar, quer seja uma moda alentejana, um fado ribatejano ou um dos sucessos dos Beatles … por ai ainda se vê “ao postigo” um aviso escrito à mão com a informação que estou de férias e volto no dia tal às tantas horas … por ai ainda se vai vendo mercearias com 40, 50 ou 100 anos de existência, por ai ainda se vai falando com a dona Maria que está ao fresco á noite, sentada na sua cadeira á porta da sua casa e que, fala com os forasteiro da sua vida e das suas recordações … por ai ainda se fazem “festas” com poucos ou nenhuns recursos mas que são veneradas e vividas por todos os habitantes e mais, contagiam os forasteiros … por ai na margem esquerda do Rio Guadiana ainda se continua a ver, sentir e viver o verdadeiro Alentejo!

 

Felizmente o marketing e a publicidade enganosa ainda não chegou a estas paragens e felizmente que as festas ainda são feitas pelo povo e para o povo! Por ai ainda não se vive aquela treta de ser a Capital de qualquer coisa, como o vinho por exemplo, mas que não existe uma taberna para o provar, fazendo lembrar um restaurante existente em Lisboa que se chama “Rei da Pescada” mas que só vende frango assado …

 

Por ai na margem esquerda do Rio Guadiana ainda é possível beber água num riacho … ainda é possível recuar ao tempo em que a natureza permitia o tal mergulho no “Pego” … por ai ainda se consegue “apanhar” um molho de ervas silvestres para as secarmos e utilizarmos nos nossos petiscos … por ai ainda se vive!

 

Mas sabem … continuem a procurar nos sites de venda de voo baratos, viagens para o estrangeiro que eu continuo a comer uns cozidinhos de grão, uns gaspachos com jaquinzinhos fritos e azeitonas … e dar uns mergulhos no “pego”, tal como deus me enviou ao mundo!

 

Ah … e beber uma boa pinga mesmo não estando na “Capital do vinho” e seus Marketing`s …

 

Beijinhos

 

Uma fotografia, uma música parte IX - The Sound Of Silence Simon & Garfunkel

02.07.18 | Paulo Brites

DSC_4025-1-2Nikon D3200, 18-55mm @ 18mm, f/8, 1/250s, ISO 100

 

https://www.youtube.com/watch?v=L-JQ1q-13Ek 

 

Hello darkness, my old friend
I've come to talk with you again
Because a vision softly creeping
Left its seeds while I was sleeping
And the vision that was planted in my brain
Still remains
Within the sound of silence

In restless dreams I walked alone
Narrow streets of cobblestone
'Neath the halo of a street lamp
I turned my collar to the cold and damp
When my eyes were stabbed
by the flash of a neon light
That split the night
And touched the sound of silence

And in the naked light I saw
Ten thousand people, maybe more
People talking without speaking
People hearing without listening
People writing songs
that voices never share
And no one dared
Disturb the sound of silence

"Fools" said I, "You do not know
Silence like a cancer grows
Hear my words that I might teach you
Take my arms that I might reach you. "
But my words like silent raindrops fell
And echoed
In the wells of silence

And the people bowed and prayed
To the neon god they made
And the sign flashed out its warning
In the words that it was forming
And the sign said
"The words of the prophets are written on the subway walls
And tenement halls. "
And whisper'd in the sounds of silence

The Sound Of Silence Simon & Garfunkel