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Diz à mãe para migar as sopas ...

Diz à mãe para migar as sopas ...

Uma fotografia, uma música – parte XII - Ed Sheeran – Photograph

26.08.18 | Paulo Brites

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Nikon D3200, 50-200mm @ 50mm, f/9, 1/320s, ISO 100

 

https://www.youtube.com/watch?v=SOj8sk9L-CM 

 

Loving can hurt

Loving can hurt sometimes

But it's the only thing that I know

And when it gets hard

You know it can get hard sometimes

It is the only thing that makes us feel alive

 

We keep this love in a photograph

We made these memories for ourselves

Where our eyes are never closing

Hearts were never broken

And time's forever frozen still

 

So you can keep me inside the pocket

Of your ripped jeans

Holding me close until our eyes meet

You won't ever be alone

Wait for me to come home

 

Loving can heal

Loving can mend your soul

And it's the only thing that I know

I swear it will get easier

Remember that with every piece of you

And it's the only thing we take with us when we die

 

We keep this love in a photograph

We made these memories for ourselves

Where our eyes are never closing

Our hearts were never broken

And time's forever frozen still

 

So you can keep me inside the pocket

Of your ripped jeans

Holding me close until our eyes meet

You won't ever be alone

And if you hurt me that's okay baby

Only words bleed

Inside these pages you just hold me

And I won't ever let you go

Wait for me to come home

 

Oh you can fit me

Inside the necklace you got

When you were sixteen

Next to your heartbeat where I should be

Keep it deep within your soul

 

And if you hurt me

Well that's okay baby

Only words bleed

Inside these pages you just hold me

And I won't ever let you go

 

When I'm away

I will remember how you kissed me

Under the lamppost back on 6th street

Hearing you whisper through the phone

Wait for me to come home

 

Ed Sheeran – Photograph

O comboio da rentrée politica, igualdade, falta de vergonha e respeito por todos nós!

26.08.18 | Paulo Brites

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Finalmente uma boa notícia! O famoso comboio fretado pelo PS e que levou a CP a assumir por escrito que iria provocar atrasos nos comboios regulares (que claramente mostra a existência de portugueses de 1ª e 2ª … vá, 3ª e 4ª também) devido há existência de interesses claramente “vipeiros”, oportunistas, abuso de poder e outras “cosas notras”, parece que está a andar sobre linhas! Sim, parece que afinal os nossos “quimboios” até funcionam em termos do cumprimento de horários. Aliás nada me surpreende se um comum português, depois de saber que a CP até consegue cumprir, quando necessitar de realizar uma qualquer viagem, solicite também à dita empresa pública, um comboio só para ele, afinal somos todos iguais em termos de direitos e deveres, a única diferença é que uns são mais que outros, só isso!

 

Se estou em desacordo com o PS fretar um comboio para oferecer viagens aos seus simpatizantes e militantes? Claro que não! Até concordo! Mas (existe sempre um mas) se tal organização pagasse impostos como qualquer cidadão ou empresa … mas se tal comboio tivesse que se “encaixar” na disponibilidade de circulação … mas se em primeiro lugar a preocupação fosse o não provocar atrasos em quem viagem todos os dias … mas se os políticos fossem os primeiros a dar o exemplo … mas se os comboios tivessem a funcionar normalmente por todo o pais … mas se existisse uma boa ligação com passagem pelo Alentejo … mas se este comboio não fosse discriminatório e partisse de Faro (sim porque também existem interessados a sul do tejo digo eu! Ok, são poucos eleitores, não vale a pena o investimento) … mas se o nosso Primeiro-ministro tivesse vergonha na cara … mas se eu não acabar de enumerar motivos nunca mais termino este texto!   

 

Por falar em portugueses de 1ª, 2ª … 3ª, 4ª … também parece que vamos dar continuidade aos vários níveis de alertas, proteção, discriminação e mais uns não sei quantos “çãos” quando de IRS, impostos e coisas afim se trata!

 

Ao invés de se criar condições profissionais, estruturais e de desenvolvimento, que sejam aliciantes para o regresso dos nossos emigrantes “qualificados” porque os outros não têm interesse (até aqui mostra portugueses de 1ª, 2ª …3ª, 4ª) e que foram obrigados a emigrar devido às loucuras, eu disse loucuras? Queria dizer corrupção desculpem! De uns camaradas do nosso Costinha & Companhia (da direita à esquerda e da esquerda à direita), agora parece que lhe vamos perdoar 50 % do IRS se tal regresso acontecer - Risos!!! Nada tenho contra os nossos imigrantes no entanto a falta de respeito para com todos os portugueses é por demais evidente e o princípio da igualdade é claramente violado!

 

Agora dizem vocês, mas precisamos de mão-de-obra qualificada! Claro que sim! Mas onde os vamos empregar? Num qualquer ministério como consultores? E se desses emigrantes, alguns que regressem forem por exemplo professores? Enfermeiros? E tantas outras profissões que têm as suas carreiras congeladas … irão ficar a ganhar mais do que os restantes que não emigraram? É isso a que se chama justiça social e tributária?

 

Senhores políticos tenham vergonha na cara!

 

 

Beijinhos e abraços …

 

* Foto - O Observador

 

Afinal qual é a novidade em Pedrogão Grande? Corrupção? A novidade era se não houvesse!

23.08.18 | Paulo Brites

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Não sou muito de publicar textos na integra que não sejam meus, já o fiz por 3 vezes, sim já por 3 vezes publiquei textos que me chamaram a atenção por este ou por aquele motivo. Claro que sempre com as devidas citações do seu autor. Um foi um texto de uma amiga, sobre a falta de respeito e a total conivência dos nossos políticos e autoridades face ao plantio intensivo de oliveiras no Alentejo e a forma como estão a ser realizadas e fiscalizadas. Um outro texto que partilhei na integra foi de uma colega de Blog e sobre uma aventura no masterchef. Como infelizmente fiz parte dessa aventura e, o texto relatava com muita classe os acontecimentos que se passaram e que foram por mim vividos, por isso publiquei. O 3º texto foi um artigo de opinião do ex candidato a presidente de república Paulo Morais. Foi um texto completíssimo sobre as cunhas e os amigos na politica, esposas, maridos, filhos, sobrinhos … enfim o compadrio normal dos nossos governantes.

 

Diz o povo que não há 2 sem 3. Neste caso direi que não há 3 sem 4 e vou publicar na integra um belo texto em que de uma forma direta, simples e muito bem escrita, relata o que se passa em Pedrogão Grande. O texto é de Zé Pedro Silva e daqui lhe envio um abraço de parabéns pelas palavras que escreveu!

 

E pronto é isso! Beijinhos a todos …

   

“Estou a tentar ficar chocado com a reportagem da TVI sobre Pedrógão mas não consigo. Aquilo não me consegue surpreender. Aquilo somos nós. Estamos nas redes sociais a dizer “ah, pois, como é que é possível, nem acredito”, mas depois estamos à espera que um táxi nos bata por trás para podermos consertar a grelha da frente.

 

A esmagadora maioria das pessoas que está chocada faria o mesmo. Seria cúmplice. Mudava a morada. Arranjava o galinheiro. Eu disse galinheiro? Queria dizer habitação própria permanente. Desculpem. Não vale a pena armarmo-nos em finlandeses, porque eles são todos altíssimos.

 

A culpa, porém, não é das pessoas, porque as pessoas, as mesmas pessoas, funcionam bem noutras paragens. A culpa é do Estado, que é um complicado que complica. Podia ser um complicado que não fazia nada. São os melhores complicados.

 

Portugal, do ponto de vista administrativo, só sabe atirar com milhões e formulários. Quando há um problema - que geralmente também é responsabilidade do Estado - manda-se milhões de euros e de formulários para preencher. Agora ardeu Monchique e o ministro já disse que já chegaram os milhões aos agricultores. Lá está, os milhões. Sempre os milhões. Também já devem ter ido os formulários. Depois é evidente que aquele tractor que não funcionava vai por magia e retroactivamente passar a funcionar como novo. E acho bem que o senhor agricultor meta o tractor que era sucata a funcionar, no tal formulário. O agricultor ao lado não mete o tractor porque é muito sério e acha que não é correcto estar a dizer que o tractor não funcionava. Já agora também pode pagar uma contribuição ao Estado por lhe ter incinerado a sucata.

 

Não sei o que se passou em Pedrógão, mas calculo que não tenha sido nada de especial e de inédito. Pessoas que conhecem pessoas meteram cunhas. Aldrabaram-se formulários. Ninguém sabe dos milhões. Onde é que está a notícia? Digam-me, onde é que está a notícia e como é que se conseguiram escandalizar com isto?” - Zé Pedro Silva

 

* Foto DN

 

Beijinhos eleitores lindos e não se esqueçam de meter a cruz!

23.08.18 | Paulo Brites

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“Desconfio, visceralmente, dos políticos e dos militares. O desejo de servir os outros será assim tão puro? Vejo a forma como lutam pelo poder, quase histérica. Nunca estão perto de nós, servimos para votar e, nos intervalos, com extrema arrogância, falam em nosso nome.” São palavras de António Lobo Antunes e com as quais me identifico totalmente.

 

Parece que o Regulamento Geral de Proteção de dados encaixa na perfeição há (é mesmo de haver, não é erro) velha história das subvenções vitalícias dos nossos queridos e amigos políticos … enfim nada de novo! Da direita à esquerda essa coisa das subvenções encaixa perfeitamente! Já lá vão uns anitos, foi em 1985 que uns simpáticos e preocupados políticos inventaram tal mordomia financeira para si e para os seus. Agora e porque a transparência é e sempre foi uma das virtudes dessa classe (não sei se lhes chame profissional … ou qualquer coisa do tipo) o novo RGPD calha tão bem!    

Sei lá, acontecem coisas super engraçadas! Claro que não temos culpa de nada dizem eles. São cabalas e invenções do povo e dos que passam a vida a criticar quem trabalha! Tal como ouvir da voz do presidente da Assembleia da Republica que basta a palavra de honra para atestar a residência de um deputado … é quase o mesmo que acreditar que Salazar era um bom homem e a sua política era excelente para os portugueses!

Agora já nem podemos saber quem e quanto ganham esses homezinhos nessas subvenções … enfim, palavras para quê? Afinal não é quem rouba que está mal, quem está mal é quem quer saber quem rouba! Portanto nada de coscuvilhices!

 

O verão está a meio e felizmente segundo o nosso amigalhaço Costinha diz (sempre gostei da palavra amigalhaço, faz lembrar quando ia ao circo e chamava o palhaço de amigo), o verão está correr às mil maravilhas! Ainda não morreu nenhum português e o que aconteceu em Monchique foi a exceção à normalidade deste ano. O mais grave não é o cidadão Costinha dizer isso, o que é grave é o Primeiro-ministro de Portugal gozar e chamar de otários a todos os portugueses e o pior ainda, é os portugueses que defendem e aplaudem tamanhas barbaridades e faltas de carater de certas pessoas (felizmente ainda existe alguns que merecem respeito, mas poucos). Pessoas essas que deveriam acima de tudo serem respeitadas … mas não! Se não se respeitam a eles próprios como querem o respeito dos outros?

 

Como não há incêndios (ardeu tudo no ano passado) temos já por ai o início das hostilidades para o ano de 2019 e as suas eleições. Um grupo de betos, resolve ir fazer uma viagem de comboio, tipo Erasmus … chama uns jornalistazitos para os acompanhar e pronto! Começam por dizer que o povo merece mais e que os comboios não tem qualidade nenhuma … depois … passam um atestado de incompetência a eles próprios, aos políticos, ao dizerem que existe espaço para privatizar o sector. Afinal parece que o Estado (que é gerido por eles) não tem capacidade para gerir e meter os comboios a funcionar … até ai eles têm razão! Se privados tomassem conta disso, de imediato despediam uma cambada de nomeados que com chorudos vencimentos e total falta de capacidade por lá andam!

 

Mas será que o Estado não consegue gerir nada? Mau … sei que os interesses são sempre os mesmos, uns amigos e coiso e tal … enfim, merdas que sabemos há muito, muito tempo!

 

Estou curioso com a chegada do outono e assistir à palhaçada das campanhas eleitorais que se irão realizar em 2019 … pelo que vejo e ouço a comédia vai ser interessante!

 

Beijinhos eleitores lindos e não se esqueçam de meter a cruz! E já agora … não se esqueçam que até às eleições nós gostamos muito de vocês!

 

Um abraço e que me desculpem o meu mau feitio, afinal só deverei ser eu e o António Lobo Antunes que têm essa opinião!

 

* Foto Google

Uma fotografia, uma música – parte XII - Maria Bethânia - Meu amor é marinheiro

21.08.18 | Paulo Brites

DSC_5979 - paulobritesfotografia.blogs.sapo.pt

Nikon D3200, 18-55mm @ 18mm, f/6.3, 1/250s, ISO 100

 

https://www.youtube.com/watch?v=xrvRd3E_Xkg 

 

Meu amor é marinheiro

e mora no alto mar

seus braços são como o vento

ninguém os pode amarrar.

 

Quando chega à minha beira

todo o meu sangue é um rio

onde o meu amor aporta

seu coração - um navio.

 

Meu amor disse que eu tinha

na boca um gosto a saudade

e uns cabelos onde nascem

os ventos e a liberdade.

 

Meu amor é marinheiro

quando chega à minha beira

acende um cravo na boca

e canta desta maneira.

 

Eu vivo lá longe, longe

onde passam os navios

mas um dia hei-de voltar

às águas dos nossos rios.

 

Hei-de passar nas cidades

como o vento nas areias

e abrir todas as janelas

e abrir todas as cadeias.

 

Assim falou meu amor

assim falou-me ele um dia

desde então eu vivo à espera

que volte como dizia.

 

Manuel Alegre

Uma fotografia, uma música - parte XI - Tiago Bettencourt - Se Me Deixasses Ser

19.08.18 | Paulo Brites

DSC_4950-paulobritesfotografia.blogs.sapo.pt

Nikon D3200, 18-55mm @ 18mm, f/9, 1/320s, ISO 100

 

https://www.youtube.com/watch?v=dXd7QDXAH5k 

 

Se me deixasses ser

O sítio onde podes voltar

Depois do dia entardecer

Ou quando a noite te agarrar

O corpo forte de ficar

A casa de permanecer

A casa para regressar

Se me deixasses ser

Seja onde for

 

Se o filme fosse meu

Na luta contra o mal

Tudo o que te faz doer

Morria no final

Quando o escuro não passar

E te cega como uma prisão

Vou-te resgatar

Lavar o coração

Se me deixasses ser

Se fosse eu a mandar

Fazia-te ver

 

Frente ao precipício

Juntos pela mão

Se hoje queres saltar

Eu quero ser razão

Se hoje queres saltar

Eu quero ser razão

 

Se me fizesses crer

No sitio onde posso voltar

Para um dia entardecer

Ou quando a noite descansar

Na casa de permanecer

Na pedra que fazemos chão

Para me rever

Lavar o coração

Se me fizesses crer

Se fosse eu a mandar

Fazia-te ver

 

Frente ao precipício

Juntos pela mão

Se hoje queres saltar

Eu quero ser razão

 

Tiago Bettencourt - Se me deixasses ser

A infância da 3ª Idade ...

18.08.18 | Paulo Brites

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Se há coisas em mim que eu gosto acima de tudo, é a minha sinceridade, espontaneidade e a inexistência de pensamentos do tipo, será que devo fazer? Será que devo dizer? Será que serei inoportuno? O que será que os outros pensarão? Será que é adequado? Será … será … será …

 

Não! Não sou assim! Não sou mesmo! Por isso (mas há mais características) gosto muito de mim!

 

Estou a entrar na infância da 3ª idade dizem os entendidos e gurus da auto-ajuda e do bem-estar espiritual, físico e merdas dessas (eheheheh - risos) … dizem eles que os cinquentas (embora ainda me falte uns longos 5 meses) é o início da infância da 3ª idade! De facto continuo a gostar de baloiços, de escorregas, brincar, andar de carrocel … rir … namorar, roubar uma peça de fruta num qualquer quintal ou supermercado, “pregar” uma boa partida aos amigos … baixar os calções e fazer xixi onde e quando me der vontade! Continuo a gostar de umas traquinices, de pessoas bem dispostas … continuo a gostar de mascarar-me no carnaval … continuo a delirar com um boa poça de água e nela chapinhar, continuo a sonhar com isso e com aquilo, enfim, embora há muito tempo não bata às portas e fuja mas a vontade está cá!

 

Se a infância também é isso, então claramente que estou neste estágio da vida! Para aqueles que acham que ser isso é ser infantil, então estou no bom caminho para entrar na infância da 3ª idade e vive-la com a alegria de uma criança!  

 

Beijinhos …

O que seria do céu sem o sonho de voar?

14.08.18 | Paulo Brites

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Nikon D3200, 50-200mm @ 100mm, f/9, 1/250s, ISO 100

 

“ … Sem sonhos, os ricos ficam deprimidos, os famosos aborrecem-se, os intelectuais tornam-se estéreis, os livres tornam-se escravos, os fortes tornam-se tímidos. Sem sonhos, a coragem dissipa-se, a inventividade esgota-se, o sorriso vira um disfarce, a emoção envelhece… Liberte a sua criatividade. Sonhe com as estrelas, para poder pisar a Lua. Sonhe com a Lua, para poder pisar as montanhas. Sonhe com as montanhas, para pisar os vales …Augusto Cury

Não sou muito dessas frases feitas e desses sentimentos profundos que nos afoga, que nos mata aos poucos, sim, porque para mim esses pensamentos “de alimento” à Alma não faz muito sentido. Sou da opinião que o melhor alimento para o equilíbrio emocional somos nós mesmos e não essas frases feitas.

No entanto e citando John F. Kennedy - precisamos de seres humanos que sonhem o que nunca foram - de alguma forma, concordo! Faz algum sentido! Porque são os sonhos que abrem as janelas da mente, arejam as emoções e produzem um agradável romance com a vida.

Tenhamos que idade tenhamos o importante é sonhar, o importante é ir e se no caminho algo não deu certo, recomeça. Se no caminho sentiste que te enganaste ou te enganaram, esquece. Se o caminho te faz ou te fez sorrir, agarra-o. Se te fez chorar, larga. Se encontrares ou sentires mentiras e infidelidades, duvida. Se te chamou, vai … não olhes para trás!

O importante é mesmo o ir! Ir sem medo … ir sem pensar nos “ses”. Claro que é sempre necessário alguma destreza e capacidade de filtragem dos perigos que podem surgir mas sem sonhos não há vida! Mais importante do que qualquer meditação profunda sobre isso ou aquilo é ir! Mas sempre atento aos perigos e, às duplas personalidades que este sonho possa ter! Confiar no sonho? Sempre! Mas se o sonho não te for fiel, recomeça!

Afinal o que seria do céu sem o sonho de voar? Contemplação? O sonho não permite contemplação, a contemplação é que permite o sonho!

Sei que está muito calor para essas lamechices no entanto o sonho não tem momento, não tem frio ou calor … o sonho é todos os dias!

Beijinhos … e não se esqueçam de sonhar!

 

Tu que estás a ler isso, vinhas de férias para o nosso País?

05.08.18 | Paulo Brites

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Ontem falei um pouco sobre o FIB (Felicidade Interna Bruta), hoje apetece falar sobre o PIB (Produto Interno Bruto).

Vamos por partes, se o nosso Portugal é um país que aposta fortemente na indústria do turismo e que verdade seja dita, com alguns resultados positivos e muito importantes para o nosso PIB … vamos lá perceber algumas coisitas.

Hoje a CP suspende a venda de bilhetes para os comboios pendulares, motivo: Devido às elevadas temperatura e a falta de capacidade do Ar Condicionado das carruagens.

Pois, parece que as carruagens em termos técnicos de refrigeração só trabalham até 42 graus … Até ai tudo bem, caso neste País à beira mar plantado tivesse um clima onde essas temperaturas não existissem! Mas não, todos nós sabemos que as elevadas temperaturas são uma constante no nosso clima, mas mesmo assim, fazemos os nossos investimentos com cadernos de encargos completamente fora da realidade. Isso para não dizer, que alguém que trata dessas coisas o faz premeditadamente para que exista margem para umas luvas, o mesmo é dizer, uns euros na sua conta bancaria …  

Depois porque se extinguiu os tão importantes e conhecidos Cantoneiros, temos as nossas estradas, caminhos e ruas com erva de metro e meio que chegam inclusive a tapar completamente as placas indicadoras de povoações e seus sentidos, bem como os importantes sinais de transito, metendo em perigo os automobilistas que nelas circulam (embora exista uma lei de Outubro de 2017 que obriga à limpeza e ceifa nas bermas a uma distancia mínima de 10 metros – que o Estado e Autarquias não cumprem).

Depois como se isso não fosse suficiente para que um turista pense 2 vezes antes de viajar para Portugal, temos também os nobres horários dos museus e afins que com muito e muito esforço de alguns autarcas lá os vão mantendo, muitos deles por pura carolice e que todos nós sabemos que a maioria fecha as suas portas às 17:00 ou 17:30 conforme o horário dos funcionários públicos.

Depois temos a Proteção Civil que em caso de incêndios nos manda ligar para uma empresa de reparação de vidros automóveis! Erros todos têm, no entanto o mais caricato ainda é a Proteção Civil (que na maioria dos países dos nossos turistas é de confiança e respeitada) passa os dias a elaborar alertas (que concordo plenamente) em que recomenda as “pessoas” a não saírem de casa entre as 14:00 e as 17:00 … portanto é recomendado que fiquem no hotel no horário de visita a esses museus …

 

Bem … vamos lá fazer um pequeno exercício:

 

Um turista chega a Lisboa a um aeroporto super lotado, paga logo uma taxa só por aterrar em Lisboa. No seu planeamento de viagem está previsto uma deslocação de comboio pendular até ao Porto, não o pode fazer porque uns iluminados compraram carruagens inadaptadas ao clima e a venda de bilhetes está suspensa … fazia também parte deste plano de viagem algumas deslocações e visitas a museus etnográficos ou temáticos pelo interior do país. Como não conseguem viajar de comboio, os autocarros estão lotados … resolvem alugar um automóvel que funciona com combustíveis a preço de ouro e mais cara da europa, até ai tudo bem! Os “homens” têm muito dinheiro, como diz o português! Mas para além dos perigos existentes por falta de visibilidade dos sinais de trânsito nas estradas e que os coloca em perigo (não é falta de sinais, é falta de limpeza das bermas) resolvem viajar por autoestrada mas … depois têm que ir aos CTT 2 dias mais tarde pagar as portagens porque não têm Via Verde … Tentam resolver a sua vida e resolvem aceitar o convite do Turismo de Portugal (descubra Portugal de bicicleta) e alugam umas “bikes” mas … depois apercebem-se do perigo que é “pedalar” nas estradas sem bermas ou ciclovias! Aborrecidos com isso tudo um dos homenzinhos e devido ao calor sente-se mal e vai a um hospital publico (que tem de pagar uma taxa moderadora) mas por motivos da falta de pessoal as urgências encontram-se encerradas … os homens ligam para o 112 mas como o inquérito solicitado por este serviço é tão demorado e extenso, as temperaturas baixam, um habitante local oferece água fresca para a “pessoa” refrescar e finalmente quando termina tão importante inquérito o nosso turista já se encontra restabelecido, para sorte do operador do INEM que não tinha médico nem ambulância para o socorrer …

 

Vou ficar por aqui, não vale a pena continuar este texto! Verdade, tu que estás a ler isso, vinhas de férias para o nosso País?

 

Beijinhos   

 

* Foto Google 

 

Uma dose de FIB (Felicidade Interna Bruta) para a mesa do canto

04.08.18 | Paulo Brites

DSC_6163-1-2Nikon D3200, 18-55mm @ 55mm, f/5.6, 1/125s, ISO 180

 

Há dias uma amiga falava do FIB e eu na minha santa ignorância desconhecia completamente tal sigla, perguntei o que queria dizer FIB?

- É um indicador de cálculo utilizado no Butão – disse ela

Lembrei depois que vagamente já tinha ouvido falar nisso … mas fui pesquisar, afinal fiquei curioso com tal sigla e tal indicador. Então o que significa FIB? Significa Felicidade Interna Bruta e é um dos indicadores mais importantes no País (deles, no Butão) e que para o Estado é mais importante que o tradicional PIB – Produto Interno Bruto, aquele chavão que todos os dias vimos, ouvimos e “papamos” abusivamente, quer na comunicação social quer no discurso politico ou mesmo nos currículos escolares …

Que nos interessa a aposta política e governativa no tal PIB? Sim … todos nós contribuímos de alguma forma para que tenhamos um PIB alto e equilibrado, pois dai, surge a nossa suposta riqueza. Se tivermos muito dinheiro, se produzirmos muito, se vendermos mais do que compramos … enfim se a soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços finais produzidos for alta, para os macroeconómicos, financeiros e políticos da nação significa que vamos no bom caminho!

Se isso é importante? Claro que sim! Mas uma coisa é impossível desassociar e que é tão simples … o mais importante na vida não são os bens materiais e sim a felicidade e bem-estar de todos nós!

Um povo que tenha um FIB baixo, por muito que tenha um PIB alto nada interessa, não será nunca um PIB alto que nos trará felicidade, enquanto um FIB alto para além do nosso bem-estar, com certeza que vai gerar riqueza!

Cada um com as suas prioridades mas … que façamos crescer o nosso FIB, afinal nada é mais importante na vida do que isso!

Lembrando Raúl Solnado, façam o favor de ser felizes! Afinal se o teu FIB estiver em baixa não vais a lado nenhum! Que os momentos menos bons sejam sempre superados e que todos os dias quando acordares possas dizer ao teu espelho: Se não consegui vou conseguir afinal tudo fiz para que acontecesse! Bom dia companheiro e vamos à luta!

 

Beijinhos