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Diz à mãe para migar as sopas ...

Diz à mãe para migar as sopas ...

Uma música e uma fotografia - parte XLI - Mafalda Veiga - Restolho

30.05.19 | Paulo Brites

DSC_5541-2-1.jpgNikon D3200, 50-200mm @ 185mm, f/5.3, 1/1500s, ISO 400  

 

https://www.youtube.com/watch?v=y6raRduUhaw 

 

Geme o restolho, triste e solitário
A embalar a noite escura e fria
E a perder-se no olhar da ventania
Que canta ao tom do velho campanário

Geme o restolho, preso de saudade
Esquecido, enlouquecido, dominado
Escondido entre as sombras do montado
Sem forças e sem cor e sem vontade

Geme o restolho, a transpirar de chuva
Nos campos que a ceifeira mutilou
Dormindo em velhos sonhos que sonhou
Na alma a mágoa enorme, intensa, aguda

Mas é preciso morrer e nascer de novo
Semear no pó e voltar a colher
Há que ser trigo, depois ser restolho
Há que penar para aprender a viver

E a vida não é existir sem mais nada
A vida não é dia sim, dia não
É feita em cada entrega alucinada
P'ra receber daquilo que aumenta o coração

Geme o restolho, a transpirar de chuva
Nos campos que a ceifeira mutilou
Dormindo em velhos sonhos que sonhou
Na alma a mágoa enorme, intensa, aguda

Mas é preciso morrer e nascer de novo
Semear no pó e voltar a colher
Há que ser trigo, depois ser restolho
Há que penar para aprender a viver

E a vida não é existir sem mais nada
A vida não é dia sim, dia não
É feita em cada entrega alucinada
P'ra receber daquilo que aumenta o coração

 

 

 

Uma música e uma fotografia - parte XL - João Só e Abandonados - Sorte grande

29.05.19 | Paulo Brites

DSC_8552-2-1.jpg

Nikon D3200, 18-55mm @ 18mm, f/3.5, 1/250s, ISO 100

https://www.youtube.com/watch?v=Lj08ruTRADI 


Olha lá,

Já se passaram alguns anos
Nem sequer vinhas nos meus planos
Saiste-me a sorte grande

E eu cá vou
Gozando os louros deste achado
Contigo de braço dado para todo o lado

Eu vou até morrer ser teu se me quiseres
Agarrado a ti vou sem hesitar
E se o chão desabar que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti

Meu amor na roda da lotaria
Que é coisa escorregadia
Saiste-me a sorte grande

E eu cá vou
À minha sorte abandonado
Contigo de braço dado para todo o lado

Eu vou até morrer ser teu se me quiseres
Agarrado a ti vou sem hesitar
E se o chão desabar que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti

Olha lá,
Por mais que passem os anos
Por menos que eu faça planos
Sais me sempre a sorte grande

Agarrado a ti vou sem hesitar
E se o chão desabar que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti

vou sem hesitar
E se o chão desabar que nos leve aos dois

Vou agarrado a ti

Vou agarrado a ti
Vou agarrado a ti

 

 

Uma música e uma fotografia - parte XXXIX - Pedro Abrunhosa - Será

28.05.19 | Paulo Brites

DSC_6879-2-1.jpgNikon D3200, 18-55mm @ 32mm, f/5.3, 1/1250s, ISO 200 

 

https://www.youtube.com/watch?v=Ms3La87k5L4 

 

Será que ainda me resta tempo contigo
Ou já te levam balas de um qualquer inimigo
Será que soube dar-te tudo o que querias
Ou deixei-me morrer lento no lento morrer dos dias

Será que fiz tudo o que podia fazer
Ou fui mais um cobarde nao quis ver sofrer
Será que lá longe ainda o céu é azul
Ou já o negro cinzento confude o norte com o sul

Será que a tua pele ainda é macia
Ou é a mão que me treme sem ardor nem magia
Será que ainda te posso valer
Ou já a noite descobre a dor que encobre o prazer

Será que é de febre este fogo
Este grito cruel que da lebre faz lobo
Será que amanha ainda existe para ti
Ou ao ver-te nos olhos te beijei e morri

Será que lá fora os carros passam ainda
Ou estrelas cairam e qualquer sorte é bem vinda
Será que a cidade ainda está como dantes
Ou cantam fantasmas e bailam gigantes

Será que o sol se põe do lado do mar
Ou a luz que me agarra é sombra de luar
Será que as casas cantam e as pedras do chão
Ou calou-se a montanha rendeu-se o vulcão

Será que sabes que hoje é domingo
Ou os dias nao passam são anjos caindo
Será que me consegues ouvir
Ou é tempo que pedes quando tentas sorrir

Será que sabes que te trago na voz
Que o teu mundo é o meu mundo e foi feito por nós
Será que te lembras da cor do olhar
Quando juntos a noite não quer acabar

Será que sentes esta mão que te agarra
Que te prende com a força do mar contra a barra
Será que consegues ouvir-me dizer
Que te Amo tanto quanto outro dia qualquer

Eu sei que tu estarás sempre por mim
Não há noite sem dia nem dia sem fim
Eu sei que me queres e me Amas também
Me desejas agora como nunca ninguém

Não partas entao não me deixes sozinho
Vou beijar o teu chão e chorar o caminho

Será
Será
Será
Será

 

 

 

Uma música e uma fotografia - parte XXXVIII - Joaquín Sabina & Mara Barros - Y Sin Embargo Te Quiero / Y Sin Embargo

27.05.19 | Paulo Brites

DSC_8453-1-2.jpgNikon D3200, 18-55mm @ 44mm, f/5.3, 1/125s, ISO 100 

 

https://www.youtube.com/watch?reload=9&v=rVmiP7fF71A&fbclid=IwAR0tzGQXvdazzg8zKWreABWzgG2WBVnQsCtaYexTbQ5B6FxiyQHve0FHLp8 

 

Me lo dijeron mil veces,
Pero nunca quise poner atención.
Cuando llegaron los llantos
ya estabas muy dentro de mi corazón.

Te esperaba hasta muy tarde,
ningún reproche te hacía;
lo más que te preguntaba
era que si me querías.

Y bajo tus besos,
en la madrugá,
sin que tú notaras la cruz de mi angustia
solía cantar

Te quiero más que a mis ojos,
te quiero más que a mi vida,
más que al aire que respiro
y más que a la madre mía.

Que se me paren los pulsos
si te dejo de querer,
que las campanas me doblen
si te falto alguna vez.

Eres mi vida y mi muerte,
te lo juro compañero;
no debía de quererte,
no debía de quererte
y sin embargo...


De sobra sabes
Que eres la primera
Que no miento si juro que darí­a
Por ti la vida entera, por ti la vida entera
Y sin embargo un rato cada dí­a
Ya ves
Te engañarí­a con cualquiera
Te cambiarí­a por cualquiera
Ni tan arrepentido ni encantado
De haberme conocido, lo confieso
Tú que tanto has besado tú
Que me has enseñado
Sabes mejor que yo
Que hasta los huesos
Solo calan los besos que no has dado
Los labios del pecado

Porque una casa sin ti es una embuscada
El pasillo de un tren de madrugada
Un laberinto sin luz, ni vino tinto
Un velo de alquitrán en la mirada

Y me envenenan los besos que voy dando
Y sin embargo cuando duermo sin ti
Contigo sueño,
Y con todas si duermes a mi lado,
Y si te vas me voy por los tejados
Como un gato sin dueño
Perdido en el pañuelo de amargura
Que empaña sin mancharla tu hermosura

No deberí­a contarlo y sin embargo
Cuando pido la llave de un hotel
Y a medía noche encargo
Un buen champán francés
Y cena con velitas para dos
Siempre es con otra, amor, nunca contigo
Bien sabes lo que digo

Porque una casa sin ti es una oficina
Un teléfono ardiendo en la cabina
Una palmera en el museo de cera
Un éxodo de oscuras golondrinas

Y me envenenan los besos que voy dando
Y sin embargo cuando duermo sin ti,
Contigo sueño
Y con todas si duermes a mi lado
Y si te vas, me voy por los tejados
Como un gato sin dueño,
Perdido en el pañuelo de amargura
Que empaña sin mancharla tu hermosura
Y cuando vuelves hay fiesta en la cocina
Y baile sin orquesta
Y ramos de rosas, con espinas
Pero dos no es igual que uno más uno
Y el lunes, al café del desayuno, vuelve la guerra frí­a
Y al cielo de tu boca el purgatorio
Y al dormitorio el pan de cada dí­a
Y me envenenan los besos que voy dando

 

 

 

Uma música e uma fotografia - parte XXXVII - Pierre Aderne e Cuca Roseta - Aquele beijo

23.05.19 | Paulo Brites

DSC_0987-2-1.jpgNikon D3200, 50-200mm @ 200mm, f/11, 1/500s, ISO 360

 

https://www.youtube.com/watch?v=8h-UjoZtOTQ 

 

A tarde a cair
Os barcos a passar
E as velas desses barcos
Iluminam as noites deste mar
Há barcos que navegam
E se encantam noutro mar
Há barcos que balançam com saudade, saudade de voltar

Eu ouço o canto do mar
De lá que vem, do barco de alguém
Do mar de quem procura também como eu
Uma ilha e seu mar

Eu canto pros meus barcos com o mar no coração
Os barcos a sumir os acomodo na minha mão
Se um dia um desses barcos ancorar na minha aldeia
O convido a navegar
Pelos mares, os mares das minhas veias

 

Pierre Aderne

 

 

Uma música e uma fotografia - parte XXXVI - Rogério Charraz - Põe de lado o GPS

20.05.19 | Paulo Brites

DSC_8472-1-3.jpgNikon D3200, 18-55mm @ 40mm, f/5.3, 1/250s, ISO 100

 

https://www.youtube.com/watch?v=zxDL-7z4iVw 

 

Quero ir contigo embora
Para ficarmos na demora
De um beijo devagar
Vou tirar-te a pulsação
E dizer-te ao coração
Que te quero viajar

Quero ir contigo agora
Tu e eu por aí fora
E vais ver que estamos perto
Quando a gente chegar lá
Tu vais ver como isto dá
Como tudo bate certo

Ninguém chega se não for
E não indo ninguém sabe
Se aquilo que nos cabe
Contas feitas é o amor

Já agora que aqui estamos
Vamos ver como nos damos
Nós os dois nesse lugar
Deixa lá essas razões
Porque só os corações
Sabem como lá chegar

Põe de lado o GPS
Vamos ver o que acontece
Indo nesta direção
Porque eu tenho cá para mim
Que nós vamos dar por fim
Onde mora o coração

Ninguém chega se não for
E não indo ninguém sabe
Se aquilo que nos cabe
Contas feitas é o amor

Põe de lado o GPS
Vamos ver o que acontece...

Letra: José Fialho Gouveia
Música - Rogério Charraz

 

 

Não é o Berardo que está mal! É quem lhe permitiu que fizesse o que fez!

16.05.19 | Paulo Brites

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foto: Observador.pt

 

Verdade! Não queria entrar na polémica actual, em que, o povo português, está a permitir o aproveitamento politico!

Mas vamos lá perceber o que se está a passar, claro em minha opinião.

Temos um cidadão que comprou ações do BCP. Depois entrou em conflito com um simpático, puro e genuíno homem! Um homem leal e mais, preocupadíssimo com o povo. O sr. Jardim Gonçalves.

Depois, nessa guerra de banqueiros e controlo da fonte, há mais uns não sei quantos, que lhe oferecem dinheiro para comprar mais ações …

Depois, temos o dinheiro público nessas merdas! Mas temos e sempre tivemos, homens nomeados pelo Governo da Nação, para que, gerissem e zelassem pelo dinheiro da instituição pública.

Depois, esta instituição não tem dinheiro … sumiu, desapareceu, eclipsou-se … enfim, o cofre fica vazio.

Depois, temos o Governo da Nação e os seus deputados a não permitirem que a lista de devedores seja pública (por medo, talvez – quem tem cú, tem medo).

Depois, temos um senhor a dizer: Eu nos anos 2000, era somente um simples administrador não executivo, em que, recebia uns milhares por mês, prémios de desempenho, mas, somente fazia figura de corpo presente – Como prémio é hoje governador do Banco de Portugal (e ao que parece, continua a fazer papel de corpo presente).

Depois, temos Salgados, Varas, Oliveiras e Costa, Joões Rendeiros, Paulo Guichard, Fernandos Limas … a lista nunca mais iria terminar!

Depois, temos mais não sei quantos ex-Secretários de Estado e Ministros em que, foram levantadas suspeitas de atos de gestão menos abonatórios para os cofres do Estado e, claro, mais confortáveis para as suas contas …

Depois, temos alguém que emprestou dinheiro sem as devidas garantias …

Depois, parece que o ladrão é o Joe!

Não meus senhores, o Estado deverá fazer tudo por tudo para cobrar os valores emprestados aos senhores Berardos, Luis Filipes Vieiras, Finos, Pereiras Coutinhos e outros tantos …

Depois, o que nós Portugueses deveríamos reclamar, é somente, que os “amigos” que emprestaram dinheiro sem garantias e, entraram em negócios menos claros (para nós, porque para eles eram muito clarinhos!), esses sim, fossem não só à Assembleia da Republica, como à barra do tribunal!

Pessoas lindas, não é o Berardo que está mal! É quem lhe permitiu que fizesse o que fez!

Não queiram branquear o que não deve ser branqueado! Deixem o Berardo em paz e, ataquem quem deve ser atacado! Eles estão a fugir de “fininho” no meio da chuva!

Isso sim, é que era …

Deixem-se de merdas, abram os olhos! Estamos a ser intoxicados por eles e, quem sabe, sem qualquer tipo de proteção anticoncetiva e pior, sem lubrificante!

 

Beijinhos

 

 

Uma música e uma fotografia - parte XXXV - Mafalda Veiga - Gente Perdida

09.05.19 | Paulo Brites

DSC_1825-1-2.jpgNikon D3200, 18-55mm @ 55mm, f/5.6, 1/100s, ISO 400

 

https://www.youtube.com/watch?v=HeYbNn5lMCg 

 

Eu fui devagarinho
Com medo de falhar
Não fosse esse o caminho certo
Para te encontrar
Fui descobrindo devagar
Cada sorriso teu
Fui aprendendo a procurar
Por entre sonhos meus


Eu fui assim chegando
Sem entender porquê
Já foram tantas vezes tantas
Assim como esta vez
Mas é mais fundo o teu olhar
Mais do que eu sei dizer
É um abrigo pra voltar
Ou um mar pra me perder


Lá for a o vento
Nem sempre sabe a liberdade
A gente finge
mas sabe que não é verdade
foge ao vazio
enquanto brinda, dança e salta
eu trago-te comigo
e sinto tanto, tanto a tua falta


eu fui entrando pouco a pouco
abria a porta e vi
que havia lume aceso
e um lugar pra mim
quase me assusta descobrir
que foi este sabor
que a vida inteira procurei


entre a paixão e a dor


lá for a o vento
nem sempre sabe a liberdade
gente perdida
balança entre o sonho e a verdade
foge ao vazio
enquanto brinda, dança e salta


eu trago-te comigo
e sinto tanto, tanto a tua falta


lá for a o vento
nem sempre sabe a liberdade
a gente finge
mas sabe que não é verdade
foge ao vazio
enquanto bebe, dança e ri
eu trago-te comigo
e guardo este abraço só para ti

 

Carlos Drummond de Andrade

 

 

Uma música e uma fotografia - parte XXXIV - Pierre Aderne e Cuca Roseta - Aquele beijo

08.05.19 | Paulo Brites

43755910354_d5b8112118_o.jpgNikon D3200, 18-55mm @ 55mm, f/5.6, 1/1250s, ISO 100

 

https://www.youtube.com/watch?v=8h-UjoZtOTQ 

 

A tarde a cair

Os barcos a passar

E as velas desses barcos

Iluminam as noites deste mar

Há barcos que navegam

E se encantam noutro mar

Há barcos que balançam com saudade, saudade de voltar

 

Eu ouço o canto do mar

De lá que vem, do barco de alguém

Do mar de quem procura também como eu

Uma ilha e seu mar

 

Eu canto pros meus barcos com o mar no coração

Os barcos a sumir os acomodam na minha mão

Se um dia um desses barcos ancorar na minha aldeia

O convido a navegar

Pelos mares, os mares das minhas veias

 

 

Uma música e uma fotografia - parte XXXIII - Pídeme - Vanesa Martin e Mariza

06.05.19 | Paulo Brites

DSC_7936-1-2.jpgNikon D3200, 18-55mm @ 18mm, f/4.5, 1/800s, ISO 100

 

https://www.youtube.com/watch?v=1WONUlqvCog 

 

Va cayendo la lluvia lentamente a tu paso tormenta

Silencio que se rompe con sutil naturaleza

Voy encendiendo luces por la casa

La vida sucediendo y todo pasa

Cómo pasa un olor

 

Me sabe con descaro y se me sube a la cabeza

Me rindo ante sus manos mientras pienso en cómo besa

Intuyo lo que viene y lo que queda

Trazando coordenadas imperfectas

Buscandonos

 

Pídeme lo que tu quieras sacame de esta duda

Pídeme la tentación cuando estemos a oscuras

Pídeme el diario de mi piel

Pídeme lo que jamas sere

Pídeme, Pídeme, Pídeme

Pídeme, Pídeme

 

Las trampas de mi mente dibujandome un camino

Me siento un pasajero marcha atrás con su destino

Tenemos tanta paz como maneras

Son restos del deseo que nos lleva

Siempre dejándonos

 

Pídeme lo que tu quieras sacame de esta duda

Pídeme la tentación cuando estemos a oscuras

Pídeme el diario de mi piel

Pídeme lo que jamas sere

Pídeme, Pídeme, Pídeme

Pídeme, Pídeme

 

Pídeme el diario de mi piel

Pídeme lo que jamas sere

Pídeme, Pídeme, Pídeme

Pídeme, Pídeme

 

Pídeme el diario de mi piel

Pídeme lo que jamas sere

Pídeme, Pídeme, Pídeme

Pídeme, Pídeme

 

Pídeme - Vanesa Martin

 

 

Não somos um povo de brandos costumes, somos sim, um povo de mansos!

03.05.19 | Paulo Brites

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Foto de José Carlos Carvalho no jornal o Expresso

 

Ora vamos lá falar um pouco de um território, a que, os romanos há 2.000 anos atrás se referiram a ele como: “para os lados da Ibéria, existe um povo que não se governa nem se deixa governar”.

 

Bem, a “coisa”, até que é mais ou menos assim! Ao longo da nossa existência como portugueses (o que já acontece daqui a pouco há quase 1 milénio), os golpes palacianos - Tendo como fidedignos os relatos passados - sempre foram uma constante.

 

Momentos bons, momentos menos bons, momentos assim-assim, lá se tem indo em frente, neste retângulo à beira mar plantado.

 

Não sou historiador, nem muito menos investigador da nossa “timeline”. Por isso, irei somente tentar enquadrar-me nos últimos acontecimentos. Nesta nossa “timeline”, parece-me bem, enquadra-la nos seus últimos 25 anos.

 

Desde sensivelmente 1994, o nosso país cresceu. O nosso país ficou bem mais bonito com a moda das rotundas, a moda das pontes e autoestradas, com a moda da “evolução” do Português escrito (por decreto, feito por quem não sabe escreve-lo) … enfim, até o compadrio e a corrupção se desenvolveu e, atinge os valores mais altos de mercado neste momento (isso para utilizar uma expressão economicamente correta).

 

Tivemos um “senhor”, assim da altura do nosso herdeiro da coroa mas sem bigode, que por ser um economista de formação, teve uma carreira politica que terminou com 10 anos como Rei disto tudo. Depois, surge um baixinho, redondinho que também ele, por ser tão bom a fazer contas, é hoje a figura máxima, da amizade no mundo.

 

Um outro sorridente, que ama tanto o nosso País, de tal forma que resolveu ir para o centro do velho continente defender os interesses nacionais. Consciente do estado do Estado, lá foi para a Flandres dizendo que: somos um país das bananas.

 

De seguida, chegaram os Playboy`s. Um deles, segundo dizem, era um Playboy da noite. O outro, um playboy sem se assumir. Claro que o senhor engenheiro, com a ajuda do nosso avô bochechas, o patriarca desta merda toda, sempre teve uma consciência muito acentuada para os valores familiares. De tal forma, que os primos e amigos, sempre estiveram com ele … e olhem que são muitos!

 

Depois, como em qualquer família, existem crises e, vieram outros amigos espalhados pelo mundo, dizerem: têm que fazer isto e aquilo, se quiserem uns trocos!

 

Surge, um profissional da matéria, um homem profissional desta coisa da política. O homem de tão profissional que era, seguiu o guião, tal como estava num post-it – desculpem, num memorando! Escrito e assinado até por alguém muito influente, na altura até era presidente da capital do império e que, estava tão seguro das suas convicções e objectivos, que com a ajuda do avozinho, mandaram o seguro às favas …

 

Como diz o povo, o segundo é o primeiro dos últimos. E assim foi! Resolveu fazer jus ao conhecimento popular e dizer: Eu fiquei em 2º lugar mas o 2º lugar é o primeiro (dos últimos). Assim, sou eu que vou comandar esta coisa toda!

 

O que está mal, é culpa dos outros, o que poderá estar bem, é trabalho meu … e, as outras merdas: não sei; não tive conhecimento; vamos analisar; vamos apurar responsabilidades … e por aí!

 

Numa campanha de sorrisos, com a ajuda da pasta medicinal Couto e o patrocínio da control e da durex, distribui e continua a distribuir carinhos a todos nós! Depois, o homem dos afetos é o professor!

 

Retomou o controlo familiar, dando primazia aos amigos, primos, cunhados, esposas (porque as senhoras vêm sempre 1º), esposos, filhos e filhas … enfim, tudo gente da mais altíssima competência.

 

Com tão merecido trabalho, a organização dos institutos, secretarias de estado, empresas consultoras e coisas dessas, retomaram o caminho do sucesso. Para além dessa sua capacidade organizativa, sorridente e sínica, tem também elevadas capacidades comerciais e negociais. Tanto no ramo da floricultura, como na cultura da rabiçola alaranjada e, ainda conseguiu, unir a foice para que com a ajuda das medicinas alternativas, esses obsoletos instrumentos agrícolas, tivessem um ar da sua graça.

 

Verdade, tenho estado a brincar. Agora falar a sério: vocês conhecem alguma área em que podemos dizer, está tudo bem! Claro, sem ser na corrupção e compadrio?

 

Para tudo na vida, deveremos parar, meditar, avaliar … a minha avaliação é simples: Ao longo desses anos só existem 2 pontos em comum. Corrupção e povo!

 

Não somos um povo de brandos costumes, somos sim, um povo de mansos!

 

Beijinhos …