Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Diz à mãe para migar as sopas ...

Diz à mãe para migar as sopas ...

Não é o Berardo que está mal! É quem lhe permitiu que fizesse o que fez!

16.05.19 | Paulo Brites

10961984_770x433_acf_cropped.jpg

foto: Observador.pt

 

Verdade! Não queria entrar na polémica actual, em que, o povo português, está a permitir o aproveitamento politico!

Mas vamos lá perceber o que se está a passar, claro em minha opinião.

Temos um cidadão que comprou ações do BCP. Depois entrou em conflito com um simpático, puro e genuíno homem! Um homem leal e mais, preocupadíssimo com o povo. O sr. Jardim Gonçalves.

Depois, nessa guerra de banqueiros e controlo da fonte, há mais uns não sei quantos, que lhe oferecem dinheiro para comprar mais ações …

Depois, temos o dinheiro público nessas merdas! Mas temos e sempre tivemos, homens nomeados pelo Governo da Nação, para que, gerissem e zelassem pelo dinheiro da instituição pública.

Depois, esta instituição não tem dinheiro … sumiu, desapareceu, eclipsou-se … enfim, o cofre fica vazio.

Depois, temos o Governo da Nação e os seus deputados a não permitirem que a lista de devedores seja pública (por medo, talvez – quem tem cú, tem medo).

Depois, temos um senhor a dizer: Eu nos anos 2000, era somente um simples administrador não executivo, em que, recebia uns milhares por mês, prémios de desempenho, mas, somente fazia figura de corpo presente – Como prémio é hoje governador do Banco de Portugal (e ao que parece, continua a fazer papel de corpo presente).

Depois, temos Salgados, Varas, Oliveiras e Costa, Joões Rendeiros, Paulo Guichard, Fernandos Limas … a lista nunca mais iria terminar!

Depois, temos mais não sei quantos ex-Secretários de Estado e Ministros em que, foram levantadas suspeitas de atos de gestão menos abonatórios para os cofres do Estado e, claro, mais confortáveis para as suas contas …

Depois, temos alguém que emprestou dinheiro sem as devidas garantias …

Depois, parece que o ladrão é o Joe!

Não meus senhores, o Estado deverá fazer tudo por tudo para cobrar os valores emprestados aos senhores Berardos, Luis Filipes Vieiras, Finos, Pereiras Coutinhos e outros tantos …

Depois, o que nós Portugueses deveríamos reclamar, é somente, que os “amigos” que emprestaram dinheiro sem garantias e, entraram em negócios menos claros (para nós, porque para eles eram muito clarinhos!), esses sim, fossem não só à Assembleia da Republica, como à barra do tribunal!

Pessoas lindas, não é o Berardo que está mal! É quem lhe permitiu que fizesse o que fez!

Não queiram branquear o que não deve ser branqueado! Deixem o Berardo em paz e, ataquem quem deve ser atacado! Eles estão a fugir de “fininho” no meio da chuva!

Isso sim, é que era …

Deixem-se de merdas, abram os olhos! Estamos a ser intoxicados por eles e, quem sabe, sem qualquer tipo de proteção anticoncetiva e pior, sem lubrificante!

 

Beijinhos

 

 

Uma música e uma fotografia - parte XXXV - Mafalda Veiga - Gente Perdida

09.05.19 | Paulo Brites

DSC_1825-1-2.jpgNikon D3200, 18-55mm @ 55mm, f/5.6, 1/100s, ISO 400

 

https://www.youtube.com/watch?v=HeYbNn5lMCg 

 

Eu fui devagarinho
Com medo de falhar
Não fosse esse o caminho certo
Para te encontrar
Fui descobrindo devagar
Cada sorriso teu
Fui aprendendo a procurar
Por entre sonhos meus


Eu fui assim chegando
Sem entender porquê
Já foram tantas vezes tantas
Assim como esta vez
Mas é mais fundo o teu olhar
Mais do que eu sei dizer
É um abrigo pra voltar
Ou um mar pra me perder


Lá for a o vento
Nem sempre sabe a liberdade
A gente finge
mas sabe que não é verdade
foge ao vazio
enquanto brinda, dança e salta
eu trago-te comigo
e sinto tanto, tanto a tua falta


eu fui entrando pouco a pouco
abria a porta e vi
que havia lume aceso
e um lugar pra mim
quase me assusta descobrir
que foi este sabor
que a vida inteira procurei


entre a paixão e a dor


lá for a o vento
nem sempre sabe a liberdade
gente perdida
balança entre o sonho e a verdade
foge ao vazio
enquanto brinda, dança e salta


eu trago-te comigo
e sinto tanto, tanto a tua falta


lá for a o vento
nem sempre sabe a liberdade
a gente finge
mas sabe que não é verdade
foge ao vazio
enquanto bebe, dança e ri
eu trago-te comigo
e guardo este abraço só para ti

 

Carlos Drummond de Andrade

 

 

Uma música e uma fotografia - parte XXXIV - Pierre Aderne e Cuca Roseta - Aquele beijo

08.05.19 | Paulo Brites

43755910354_d5b8112118_o.jpgNikon D3200, 18-55mm @ 55mm, f/5.6, 1/1250s, ISO 100

 

https://www.youtube.com/watch?v=8h-UjoZtOTQ 

 

A tarde a cair

Os barcos a passar

E as velas desses barcos

Iluminam as noites deste mar

Há barcos que navegam

E se encantam noutro mar

Há barcos que balançam com saudade, saudade de voltar

 

Eu ouço o canto do mar

De lá que vem, do barco de alguém

Do mar de quem procura também como eu

Uma ilha e seu mar

 

Eu canto pros meus barcos com o mar no coração

Os barcos a sumir os acomodam na minha mão

Se um dia um desses barcos ancorar na minha aldeia

O convido a navegar

Pelos mares, os mares das minhas veias

 

 

Uma música e uma fotografia - parte XXXIII - Pídeme - Vanesa Martin e Mariza

06.05.19 | Paulo Brites

DSC_7936-1-2.jpgNikon D3200, 18-55mm @ 18mm, f/4.5, 1/800s, ISO 100

 

https://www.youtube.com/watch?v=1WONUlqvCog 

 

Va cayendo la lluvia lentamente a tu paso tormenta

Silencio que se rompe con sutil naturaleza

Voy encendiendo luces por la casa

La vida sucediendo y todo pasa

Cómo pasa un olor

 

Me sabe con descaro y se me sube a la cabeza

Me rindo ante sus manos mientras pienso en cómo besa

Intuyo lo que viene y lo que queda

Trazando coordenadas imperfectas

Buscandonos

 

Pídeme lo que tu quieras sacame de esta duda

Pídeme la tentación cuando estemos a oscuras

Pídeme el diario de mi piel

Pídeme lo que jamas sere

Pídeme, Pídeme, Pídeme

Pídeme, Pídeme

 

Las trampas de mi mente dibujandome un camino

Me siento un pasajero marcha atrás con su destino

Tenemos tanta paz como maneras

Son restos del deseo que nos lleva

Siempre dejándonos

 

Pídeme lo que tu quieras sacame de esta duda

Pídeme la tentación cuando estemos a oscuras

Pídeme el diario de mi piel

Pídeme lo que jamas sere

Pídeme, Pídeme, Pídeme

Pídeme, Pídeme

 

Pídeme el diario de mi piel

Pídeme lo que jamas sere

Pídeme, Pídeme, Pídeme

Pídeme, Pídeme

 

Pídeme el diario de mi piel

Pídeme lo que jamas sere

Pídeme, Pídeme, Pídeme

Pídeme, Pídeme

 

Pídeme - Vanesa Martin

 

 

Não somos um povo de brandos costumes, somos sim, um povo de mansos!

03.05.19 | Paulo Brites

37472949862_f6c361cd21_o.jpg

Foto de José Carlos Carvalho no jornal o Expresso

 

Ora vamos lá falar um pouco de um território, a que, os romanos há 2.000 anos atrás se referiram a ele como: “para os lados da Ibéria, existe um povo que não se governa nem se deixa governar”.

 

Bem, a “coisa”, até que é mais ou menos assim! Ao longo da nossa existência como portugueses (o que já acontece daqui a pouco há quase 1 milénio), os golpes palacianos - Tendo como fidedignos os relatos passados - sempre foram uma constante.

 

Momentos bons, momentos menos bons, momentos assim-assim, lá se tem indo em frente, neste retângulo à beira mar plantado.

 

Não sou historiador, nem muito menos investigador da nossa “timeline”. Por isso, irei somente tentar enquadrar-me nos últimos acontecimentos. Nesta nossa “timeline”, parece-me bem, enquadra-la nos seus últimos 25 anos.

 

Desde sensivelmente 1994, o nosso país cresceu. O nosso país ficou bem mais bonito com a moda das rotundas, a moda das pontes e autoestradas, com a moda da “evolução” do Português escrito (por decreto, feito por quem não sabe escreve-lo) … enfim, até o compadrio e a corrupção se desenvolveu e, atinge os valores mais altos de mercado neste momento (isso para utilizar uma expressão economicamente correta).

 

Tivemos um “senhor”, assim da altura do nosso herdeiro da coroa mas sem bigode, que por ser um economista de formação, teve uma carreira politica que terminou com 10 anos como Rei disto tudo. Depois, surge um baixinho, redondinho que também ele, por ser tão bom a fazer contas, é hoje a figura máxima, da amizade no mundo.

 

Um outro sorridente, que ama tanto o nosso País, de tal forma que resolveu ir para o centro do velho continente defender os interesses nacionais. Consciente do estado do Estado, lá foi para a Flandres dizendo que: somos um país das bananas.

 

De seguida, chegaram os Playboy`s. Um deles, segundo dizem, era um Playboy da noite. O outro, um playboy sem se assumir. Claro que o senhor engenheiro, com a ajuda do nosso avô bochechas, o patriarca desta merda toda, sempre teve uma consciência muito acentuada para os valores familiares. De tal forma, que os primos e amigos, sempre estiveram com ele … e olhem que são muitos!

 

Depois, como em qualquer família, existem crises e, vieram outros amigos espalhados pelo mundo, dizerem: têm que fazer isto e aquilo, se quiserem uns trocos!

 

Surge, um profissional da matéria, um homem profissional desta coisa da política. O homem de tão profissional que era, seguiu o guião, tal como estava num post-it – desculpem, num memorando! Escrito e assinado até por alguém muito influente, na altura até era presidente da capital do império e que, estava tão seguro das suas convicções e objectivos, que com a ajuda do avozinho, mandaram o seguro às favas …

 

Como diz o povo, o segundo é o primeiro dos últimos. E assim foi! Resolveu fazer jus ao conhecimento popular e dizer: Eu fiquei em 2º lugar mas o 2º lugar é o primeiro (dos últimos). Assim, sou eu que vou comandar esta coisa toda!

 

O que está mal, é culpa dos outros, o que poderá estar bem, é trabalho meu … e, as outras merdas: não sei; não tive conhecimento; vamos analisar; vamos apurar responsabilidades … e por aí!

 

Numa campanha de sorrisos, com a ajuda da pasta medicinal Couto e o patrocínio da control e da durex, distribui e continua a distribuir carinhos a todos nós! Depois, o homem dos afetos é o professor!

 

Retomou o controlo familiar, dando primazia aos amigos, primos, cunhados, esposas (porque as senhoras vêm sempre 1º), esposos, filhos e filhas … enfim, tudo gente da mais altíssima competência.

 

Com tão merecido trabalho, a organização dos institutos, secretarias de estado, empresas consultoras e coisas dessas, retomaram o caminho do sucesso. Para além dessa sua capacidade organizativa, sorridente e sínica, tem também elevadas capacidades comerciais e negociais. Tanto no ramo da floricultura, como na cultura da rabiçola alaranjada e, ainda conseguiu, unir a foice para que com a ajuda das medicinas alternativas, esses obsoletos instrumentos agrícolas, tivessem um ar da sua graça.

 

Verdade, tenho estado a brincar. Agora falar a sério: vocês conhecem alguma área em que podemos dizer, está tudo bem! Claro, sem ser na corrupção e compadrio?

 

Para tudo na vida, deveremos parar, meditar, avaliar … a minha avaliação é simples: Ao longo desses anos só existem 2 pontos em comum. Corrupção e povo!

 

Não somos um povo de brandos costumes, somos sim, um povo de mansos!

 

Beijinhos …

 

 

Pág. 2/2