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Diz à mãe para migar as sopas ...

Diz à mãe para migar as sopas ...

Uma música e uma fotografia - parte LXIII - Jonathan Silva - Samba da Utopia

31.08.19 | Paulo Brites

DSC_10252-2.jpgNikon D3200, 18-55mm @ 50mm, f/6.3, 1/100s, ISO 100

 

https://www.youtube.com/watch?v=KDXX7m3iBzc 

 

Se o mundo ficar pesado
Eu vou pedir emprestado
A palavra poesia
Se o mundo emburrecer
Eu vou rezar pra chover
Palavra sabedoria
 
Se o mundo andar pra trás
Vou escrever num cartaz
A palavra rebeldia
Se a gente desanimar
Eu vou colher no pomar
A palavra teimosia
 
Se acontecer afinal
De entrar em nosso quintal
A palavra tirania
Pegue o tambor e o ganzá
Vamos pra rua gritar
A palavra utopia

 

 

Uma música e uma fotografia - parte LXII - Xutos e Pontapés - Ás vezes

30.08.19 | Paulo Brites

25057887970_d9260303a5_o-1.jpgNikon D3200, 18-55mm @ 22mm, f/6.3, 1/250s, ISO 100

 

https://www.youtube.com/watch?v=seduzb5oL3I

 

Às vezes
Basta uma imagem
Para nos dar coragem
E continuar
 
Às vezes
Basta uma palavra
Para soltar a raiva
E enlouquecer
 
Por vezes
És tu, outras sou eu
E o que se viveu
Não é fácil, nunca é fácil
 
Às vezes
Basta outra imagem
Para soltar uma lágrima
E duvidar
 
Tu sabes
Eu tenho saudades
Oh, tantas saudades
De te ver sorrir
 
Um dia
Talvez amanhã
Em pezinhos de lã
O amor vai voltar
 
Um dia
Talvez amanhã
Em pezinhos de lã
 
Às vezes
Basta uma imagem
Às vezes
Basta uma palavra
 
Às vezes
 
 

Uma música e uma fotografia - parte LXI - Joaquin Sabina - Y Sin Embargo

28.08.19 | Paulo Brites

DSC_10033-1-3.jpgNikon D3200, 50-200mm @ 103mm, f/5.6, 1/80s, ISO 125

 

https://www.youtube.com/watch?v=VhdOwDe-Pgg 

 

De sobra sabes
Que eres la primera
Que no miento si juro que darí­a
Por ti la vida entera, por ti la vida entera
Y sin embargo un rato cada dí­a
Ya ves
Te engañarí­a con cualquiera
Te cambiarí­a por cualquiera
Ni tan arrepentido ni encantado
De haberme conocido, lo confieso
Tú que tanto has besado tú
Que me has enseñado
Sabes mejor que yo
Que hasta los huesos
Solo calan los besos que no has dado
Los labios del pecado

Porque una casa sin ti es una embuscada
El pasillo de un tren de madrugada
Un laberinto sin luz, ni vino tinto
Un velo de alquitrán en la mirada

Y me envenenan los besos que voy dando
Y sin embargo cuando duermo sin ti
Contigo sueño,
Y con todas si duermes a mi lado,
Y si te vas me voy por los tejados
Como un gato sin dueño
Perdido en el pañuelo de amargura
Que empaña sin mancharla tu hermosura

No deberí­a contarlo y sin embargo
Cuando pido la llave de un hotel
Y a medía noche encargo
Un buen champán francés
Y cena con velitas para dos
Siempre es con otra, amor, nunca contigo
Bien sabes lo que digo

Porque una casa sin ti es una oficina
Un teléfono ardiendo en la cabina
Una palmera en el museo de cera
Un éxodo de oscuras golondrinas

Y me envenenan los besos que voy dando
Y sin embargo cuando duermo sin ti,
Contigo sueño
Y con todas si duermes a mi lado
Y si te vas, me voy por los tejados
Como un gato sin dueño,
Perdido en el pañuelo de amargura
Que empaña sin mancharla tu hermosura
Y cuando vuelves hay fiesta en la cocina
Y baile sin orquesta
Y ramos de rosas, con espinas
Pero dos no es igual que uno más uno
Y el lunes, al café del desayuno, vuelve la guerra frí­a
Y al cielo de tu boca el purgatorio
Y al dormitorio el pan de cada dí­a
Y me envenenan los besos que voy dando

 

 

Uma música e uma fotografia - parte LX - Leonard Cohen - Dance me to the End of Love

17.08.19 | Paulo Brites

DSC_10034-1-3.jpgNikon D3200, 50-200mm @ 120mm, f/5.3, 1/800s, ISO 320

 

https://www.youtube.com/watch?v=NGorjBVag0I 

 

Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic 'til I'm gathered safely in
Lift me like an olive branch and be my homeward dove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

Oh, let me see your beauty when the witnesses are gone
Let me feel you moving like they do in Babylon
Show me slowly what I only know the limits of
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

Dance me to the wedding now, dance me on and on
Dance me very tenderly and dance me very long
We're both of us beneath our love, we're both of us above
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

Dance me to the children who are asking to be born
Dance me through the curtains that our kisses have outworn
Raise a tent of shelter now, though every thread is torn
Dance me to the end of love

Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic till I'm gathered safely in
Touch me with your naked hand or touch me with your glove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

 

 

Uma música e uma fotografia - parte LIX - Mariza - Chuva

15.08.19 | Paulo Brites

DSC_10957-1-3.jpgNikon D3200, 18-55mm @ 24mm, f/7.1, 1/1250s, ISO 100

 

https://www.youtube.com/watch?v=tC88Oyz8Khs 

 

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
Da história da gente
E outras de quem nem o nome
Lembramos ouvir

São emoções que dão vida
À saudade que trago
Aquelas que tive contigo
E acabei por perder

Há dias que marcam a alma
E a vida da gente
E aquele em que tu me deixaste
Não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai meu choro de moça perdida
Gritava à cidade
Que o fogo do amor sob chuva
Há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
Meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai meu choro de moça perdida
Gritava à cidade
Que o fogo do amor sob chuva
Há instantes morrera
A chuva ouviu e calou
Meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

 

 

Mas afinal que País é este?

13.08.19 | Paulo Brites

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Um País onde se fomenta o compadrio e a contra informação. Um País em que, um ministro diz: “Não se pode levar à letra as leis” e ele, é ministro porque o seu líder e partido politico, levou à letra a lei e, fez tipo “golpe de Estado”! Sim, porque não foram eles que ganharam as eleições!

Um País, onde se alugam contentores como mansões e que, mesmo assim, custam mais que o ordenado minino? 600 euros por um contentor T0 em Marvila! Que bom é sentir que um governo da Nação, está preocupado com a reciclagem de contentores que, já não são uteis para a sua função! Carregar e armazenar mercadoria! E permite a sua reciclagem para a habitação. Daqueles que nem condições têm para dizer que não!

Como é bonito, viver num País em que, a greve é condenada pala sociedade (aquela graxista e partidários de um partido politico) e que, os que reclamam das suas condições estão contra o regime!

Como é bom, viver num País que fala de Abril, sem nunca o ter praticado e, pior ainda, para gerações que não o viveram! Mas que raio, o que foi o Abril? Abril já lá vai … somente quem não tem nada para dar, fala do Abril!

Como é bom viver num País em que, todos aqueles que estão contra o sistema instalado, são Fascistas! Que merda! Mas o que é ser fascista?  

É estar em divergência com esta corja que de assalto, tomou o País? É controlar e manipular a opinião pública, fazendo querer que, são a salvação da Nação e que, todos aqueles que estão contra, são uns filhos da puta? É dizer que: ”Nós estamos a ter sucesso e somos o futuro da Nação!”.

Mas que País é este em que, se pede um resgate ao FMI e, depois aqueles que o têm que meter em prática, são uns cabrões, filhos da puta! Então não foram eles que levaram o País a este estado? Pois … talvez não!

Desde pelo menos 1996 que este País foi tomado de assalto! Isso para não recuar até 1982 … e … 1986, não gosto de falar de ladrões que já faleceram!

Que País é esse que condena e crucifica quem trabalha e luta pelos seus direitos e que, enaltece quem nos governa na base da mentira, interesses, corrupção e somente favorece os “amigos”, familiares ou uma parte do povo em que poderão ter como contrapartida o voto?

Mas que País é este onde um ex-condenado, volta por mãos do povo, ao lugar em que roubou!

 Mas que País é este que dá valor a políticos de revistas sociais? Do faz de conta!

Mas que País é esse em que um Ministro tem a “lata” de dizer: Não se pode levar à letra o que a lei diz”

Mas que País é esse em que, um Ministro, completamente enrolado em casos, como por exemplo, o caso “Raríssimas” e que, somente é ele o chefe da Segurança Social, tem a cara de dizer o que disse? Atenção, nos vencimentos dos motoristas, existe claramente e, há vista de todos, fuga aos impostos!

Mas que País é esse em que, a política e as grandes questões nacionais, são show off, são somente para televisões, que por sinal, estão dominadas por eles?

Mas que autoridade tem um governo que nos desgoverna? Que autoridade têm os restantes partidos políticos com assento na Assembleia de República? Mas os camionistas não são trabalhadores? Não estão a lutar contra o capitalismo instalado, que são os patrões? Onde estão aqueles que fazem disso o seu mote?

E do outro lado? O rio está seco? Claro que sim! Já secou há muito … secou com os casos de corrupção que são bem conhecidos!

Mas que País é este, onde se fala de forma gratuita de Abril e do Fascismo?

Meus senhores, tanto o fascismo como o abril, já lá vai!

O que necessitamos neste momento, é de homens e mulheres com tomates!

Assim, não vamos a lado nenhum!

Ok, sei que para alguns, deverei ser fascista! Mas ser Fascista é isso? Se é … Abril deveria ser arquivado!

Acordem, ser realista e dizer as verdades, não é ser Fascista! É ser Português!  

Mas afinal, que País é este?

 

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