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Diz à mãe para migar as sopas ...

Diz à mãe para migar as sopas ...

Uma música e uma fotografia - parte LXIII - Jonathan Silva - Samba da Utopia

31.08.19 | Paulo Brites

DSC_10252-2.jpgNikon D3200, 18-55mm @ 50mm, f/6.3, 1/100s, ISO 100

 

https://www.youtube.com/watch?v=KDXX7m3iBzc 

 

Se o mundo ficar pesado
Eu vou pedir emprestado
A palavra poesia
Se o mundo emburrecer
Eu vou rezar pra chover
Palavra sabedoria
 
Se o mundo andar pra trás
Vou escrever num cartaz
A palavra rebeldia
Se a gente desanimar
Eu vou colher no pomar
A palavra teimosia
 
Se acontecer afinal
De entrar em nosso quintal
A palavra tirania
Pegue o tambor e o ganzá
Vamos pra rua gritar
A palavra utopia

 

 

Uma música e uma fotografia - parte LXII - Xutos e Pontapés - Ás vezes

30.08.19 | Paulo Brites

25057887970_d9260303a5_o-1.jpgNikon D3200, 18-55mm @ 22mm, f/6.3, 1/250s, ISO 100

 

https://www.youtube.com/watch?v=seduzb5oL3I

 

Às vezes
Basta uma imagem
Para nos dar coragem
E continuar
 
Às vezes
Basta uma palavra
Para soltar a raiva
E enlouquecer
 
Por vezes
És tu, outras sou eu
E o que se viveu
Não é fácil, nunca é fácil
 
Às vezes
Basta outra imagem
Para soltar uma lágrima
E duvidar
 
Tu sabes
Eu tenho saudades
Oh, tantas saudades
De te ver sorrir
 
Um dia
Talvez amanhã
Em pezinhos de lã
O amor vai voltar
 
Um dia
Talvez amanhã
Em pezinhos de lã
 
Às vezes
Basta uma imagem
Às vezes
Basta uma palavra
 
Às vezes
 
 

Uma música e uma fotografia - parte LXI - Joaquin Sabina - Y Sin Embargo

28.08.19 | Paulo Brites

DSC_10033-1-3.jpgNikon D3200, 50-200mm @ 103mm, f/5.6, 1/80s, ISO 125

 

https://www.youtube.com/watch?v=VhdOwDe-Pgg 

 

De sobra sabes
Que eres la primera
Que no miento si juro que darí­a
Por ti la vida entera, por ti la vida entera
Y sin embargo un rato cada dí­a
Ya ves
Te engañarí­a con cualquiera
Te cambiarí­a por cualquiera
Ni tan arrepentido ni encantado
De haberme conocido, lo confieso
Tú que tanto has besado tú
Que me has enseñado
Sabes mejor que yo
Que hasta los huesos
Solo calan los besos que no has dado
Los labios del pecado

Porque una casa sin ti es una embuscada
El pasillo de un tren de madrugada
Un laberinto sin luz, ni vino tinto
Un velo de alquitrán en la mirada

Y me envenenan los besos que voy dando
Y sin embargo cuando duermo sin ti
Contigo sueño,
Y con todas si duermes a mi lado,
Y si te vas me voy por los tejados
Como un gato sin dueño
Perdido en el pañuelo de amargura
Que empaña sin mancharla tu hermosura

No deberí­a contarlo y sin embargo
Cuando pido la llave de un hotel
Y a medía noche encargo
Un buen champán francés
Y cena con velitas para dos
Siempre es con otra, amor, nunca contigo
Bien sabes lo que digo

Porque una casa sin ti es una oficina
Un teléfono ardiendo en la cabina
Una palmera en el museo de cera
Un éxodo de oscuras golondrinas

Y me envenenan los besos que voy dando
Y sin embargo cuando duermo sin ti,
Contigo sueño
Y con todas si duermes a mi lado
Y si te vas, me voy por los tejados
Como un gato sin dueño,
Perdido en el pañuelo de amargura
Que empaña sin mancharla tu hermosura
Y cuando vuelves hay fiesta en la cocina
Y baile sin orquesta
Y ramos de rosas, con espinas
Pero dos no es igual que uno más uno
Y el lunes, al café del desayuno, vuelve la guerra frí­a
Y al cielo de tu boca el purgatorio
Y al dormitorio el pan de cada dí­a
Y me envenenan los besos que voy dando

 

 

Uma música e uma fotografia - parte LX - Leonard Cohen - Dance me to the End of Love

17.08.19 | Paulo Brites

DSC_10034-1-3.jpgNikon D3200, 50-200mm @ 120mm, f/5.3, 1/800s, ISO 320

 

https://www.youtube.com/watch?v=NGorjBVag0I 

 

Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic 'til I'm gathered safely in
Lift me like an olive branch and be my homeward dove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

Oh, let me see your beauty when the witnesses are gone
Let me feel you moving like they do in Babylon
Show me slowly what I only know the limits of
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

Dance me to the wedding now, dance me on and on
Dance me very tenderly and dance me very long
We're both of us beneath our love, we're both of us above
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

Dance me to the children who are asking to be born
Dance me through the curtains that our kisses have outworn
Raise a tent of shelter now, though every thread is torn
Dance me to the end of love

Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic till I'm gathered safely in
Touch me with your naked hand or touch me with your glove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

 

 

Uma música e uma fotografia - parte LIX - Mariza - Chuva

15.08.19 | Paulo Brites

DSC_10957-1-3.jpgNikon D3200, 18-55mm @ 24mm, f/7.1, 1/1250s, ISO 100

 

https://www.youtube.com/watch?v=tC88Oyz8Khs 

 

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
Da história da gente
E outras de quem nem o nome
Lembramos ouvir

São emoções que dão vida
À saudade que trago
Aquelas que tive contigo
E acabei por perder

Há dias que marcam a alma
E a vida da gente
E aquele em que tu me deixaste
Não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai meu choro de moça perdida
Gritava à cidade
Que o fogo do amor sob chuva
Há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
Meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai meu choro de moça perdida
Gritava à cidade
Que o fogo do amor sob chuva
Há instantes morrera
A chuva ouviu e calou
Meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

 

 

Mas afinal que País é este?

13.08.19 | Paulo Brites

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Um País onde se fomenta o compadrio e a contra informação. Um País em que, um ministro diz: “Não se pode levar à letra as leis” e ele, é ministro porque o seu líder e partido politico, levou à letra a lei e, fez tipo “golpe de Estado”! Sim, porque não foram eles que ganharam as eleições!

Um País, onde se alugam contentores como mansões e que, mesmo assim, custam mais que o ordenado minino? 600 euros por um contentor T0 em Marvila! Que bom é sentir que um governo da Nação, está preocupado com a reciclagem de contentores que, já não são uteis para a sua função! Carregar e armazenar mercadoria! E permite a sua reciclagem para a habitação. Daqueles que nem condições têm para dizer que não!

Como é bonito, viver num País em que, a greve é condenada pala sociedade (aquela graxista e partidários de um partido politico) e que, os que reclamam das suas condições estão contra o regime!

Como é bom, viver num País que fala de Abril, sem nunca o ter praticado e, pior ainda, para gerações que não o viveram! Mas que raio, o que foi o Abril? Abril já lá vai … somente quem não tem nada para dar, fala do Abril!

Como é bom viver num País em que, todos aqueles que estão contra o sistema instalado, são Fascistas! Que merda! Mas o que é ser fascista?  

É estar em divergência com esta corja que de assalto, tomou o País? É controlar e manipular a opinião pública, fazendo querer que, são a salvação da Nação e que, todos aqueles que estão contra, são uns filhos da puta? É dizer que: ”Nós estamos a ter sucesso e somos o futuro da Nação!”.

Mas que País é este em que, se pede um resgate ao FMI e, depois aqueles que o têm que meter em prática, são uns cabrões, filhos da puta! Então não foram eles que levaram o País a este estado? Pois … talvez não!

Desde pelo menos 1996 que este País foi tomado de assalto! Isso para não recuar até 1982 … e … 1986, não gosto de falar de ladrões que já faleceram!

Que País é esse que condena e crucifica quem trabalha e luta pelos seus direitos e que, enaltece quem nos governa na base da mentira, interesses, corrupção e somente favorece os “amigos”, familiares ou uma parte do povo em que poderão ter como contrapartida o voto?

Mas que País é este onde um ex-condenado, volta por mãos do povo, ao lugar em que roubou!

 Mas que País é este que dá valor a políticos de revistas sociais? Do faz de conta!

Mas que País é esse em que um Ministro tem a “lata” de dizer: Não se pode levar à letra o que a lei diz”

Mas que País é esse em que, um Ministro, completamente enrolado em casos, como por exemplo, o caso “Raríssimas” e que, somente é ele o chefe da Segurança Social, tem a cara de dizer o que disse? Atenção, nos vencimentos dos motoristas, existe claramente e, há vista de todos, fuga aos impostos!

Mas que País é esse em que, a política e as grandes questões nacionais, são show off, são somente para televisões, que por sinal, estão dominadas por eles?

Mas que autoridade tem um governo que nos desgoverna? Que autoridade têm os restantes partidos políticos com assento na Assembleia de República? Mas os camionistas não são trabalhadores? Não estão a lutar contra o capitalismo instalado, que são os patrões? Onde estão aqueles que fazem disso o seu mote?

E do outro lado? O rio está seco? Claro que sim! Já secou há muito … secou com os casos de corrupção que são bem conhecidos!

Mas que País é este, onde se fala de forma gratuita de Abril e do Fascismo?

Meus senhores, tanto o fascismo como o abril, já lá vai!

O que necessitamos neste momento, é de homens e mulheres com tomates!

Assim, não vamos a lado nenhum!

Ok, sei que para alguns, deverei ser fascista! Mas ser Fascista é isso? Se é … Abril deveria ser arquivado!

Acordem, ser realista e dizer as verdades, não é ser Fascista! É ser Português!  

Mas afinal, que País é este?

 

... depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta

13.08.19 | Paulo Brites

DSC_10231-2.jpgNikon D3200, 50-200mm @ 70mm, f/5, 1/125s, ISO 100

 

(...) mas o dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olhou-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, e eu deixarei versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra. (...)

 

Álvaro de Campos

 

Eu quero uma casa no campo como Elis Regina

13.08.19 | Paulo Brites

DSC_10929-1-1.jpgNikon D3200, 18-55mm @ 18mm, f/7.1, 1/320s, ISO 400

 

Eu quero uma casa no campo como Elis Regina,
Plantar os discos, os livros,
E quem sabe uma menina,
Por mim até podem ser mais,
Um amor como os meus pais,
Os dias como os demais,
Sem serem todos iguais.

Casa no campo com a porta sempre aberta,
Deixar entrar amigos,
Partir à descoberta,
Ter a minha cama grande,
A colcha predileta,
E um cão desobediente,
Em cima da coberta.
Quero uma casa completa
Com um pedaço de terra,
E com o espaço quero o tempo,
Adormecer na relva,
Longe da selva de cimento,
Eu acrescento que quero cultivar mais do que mero conhecimento,
Quero uma horta do outro lado da porta e quero a sorte de estar pronta quando a morte me colher,
Quero uma porta do outro lado da morte,
Ter porte de mulher forte quando a vida me escolher.
Quero uma casa no campo que cheire a flores e frutos,
A gomas e sugus,
A doces e sumos,
Cozinhar para quem quer comer,
Comer como sei viver,
Com apetite, já disse que não quero emagrecer.
Comer de colher sopa,
Fazer pão,
Estender a roupa,
Faço pouco das bocas que me dizem para crescer,
Eu quero rasgar janelas nas paredes cujas pedras
Carregar com as mãos que uso para escrever.
Casa no campo com lareira e fogo brando,
Que ilumina todo o ano,
O sorriso de quem amo,
Quero uma casa no campo que pode ser na cidade,
Mas tem de ser de verdade,
Mesmo não tendo morada…

Onde é que aprendeste o que é o infinito?
Foi na contra-capa de um livro da anita
Diz-me qual é o teu perfume favorito?
Pão quente, terra molhada e manjerico

Anda viver comigo
Colamos o nosso umbigo
E não passaremos frio
No nosso lugar estranho
Um filho, um livro, um disco, uma árvore ... 

 

Capicua

 

 

Uma música e uma fotografia - parte LXIII - Cuca Roseta - Amor Ladrão

11.08.19 | Paulo Brites

DSC_10505-2.jpgNikon D3200, 50-200mm @ 200mm, f/11, 1/4s, ISO 200

 

https://www.youtube.com/watch?v=d9J607iiwwc 

 

Ele chega de sorriso gingão
e no guião traz a vergonha no bolso
se a coragem fosse uma condição
ele era chefe da patrulha ladrão
 
Ela não sonha não quer sequer sonhar
ele tem um segredo pra contar
ela hesita sempre a desconfiar
ele acredita isto vai dar que falar
 
O que será que ele tanto me quer se quiser de onde vem quem é
se é cigano só se for adorado esse que tem encantado será que é ou não é?
 
Eu vim pra roubar o teu coração
mas quem roubou o meu foi a paixão
dizem que ladrão que rouba ladrão
tem direito a cem anos de perdão
 
Se o teu bom deus me vai perdoar
diz-lhe que cem anos hei-de-te amar
e quem sabe um dia acreditar
que foi ele quem nos fez encontrar
 
O que será que ele tanto me quer se quiser de onde vem quem é
se é cigano só se for adorado esse que tem encantado será que é ou não é?
 
O que será que ele tanto me quer se quiser de onde vem quem é
se é cigano só se for adorado esse que tem encantado será que é ou não é?
 
Se é cigano só se for adorado esse que tem encantado será que é ou não é?
 
 
 

Uma música e uma fotografia - parte LXII - Xutos e Pontapés - De Madrugada (Tu & Eu)

10.08.19 | Paulo Brites

DSC_10800-2.jpgNikon D3200, 50-200mm @ 200mm, f/7.1, 1/1250s, ISO 400

 

https://www.youtube.com/watch?v=yHy0f4LRe-4 

 

Deixa-me cuidar de ti
Uma carícia sem fim
Ainda é de madrugada
Chega-te ao pé de mim
Lembra-te que eu estou aqui
E tu gostas de ser mimada
Nós andamos às avessas
Mas os corpos pedem meças
E eu sei que tu estás acordada

E a carne pede
E o sangue aquece
E o amor, esse não acontece

Vou tentar outra vez
Esquecer todos os porquês
Desta história mal contada
Uma carícia sem fim
Deixa-me cuidar de ti
Tu gostas de ser amada

E a carne pediu
E o sangue aqueceu
E o amor, esse aconteceu

Tu e eu, tu e eu
Tão perto do céu
E o que é que foi que nos deu
Tu és bela, e eu sou teu
Tu e eu

E a carne pediu
E o sangue aqueceu
E o amor, esse aconteceu

Tu e eu, tu e eu
Tão perto do céu
E o que é que foi que nos deu
Tu és bela, e eu sou teu
Tu e eu
Tão perto do céu
E o que é que foi que nos deu
Tu és bela, e eu sou teu

 

 

Uma música e uma fotografia - parte LXI - Bárbara Tinoco - Antes Dela Dizer que Sim

09.08.19 | Paulo Brites

DSC_10906-1-3.jpgNikon D3200, 18-55mm @ 28mm, f/5, 1/125s, ISO 100

 

https://www.youtube.com/watch?v=JyjtX7qLlC0 

 

Ele não sabe o nome dela
Tem medo de perguntar
Ela é como atriz de novela
Que ele gosta de ver sonhar

Ela não sabe o nome dele
Tem medo de perguntar
E se as promessas coradas
Foram bebida a falar

E ele não contou
Mas ela não escondeu
Com quem a noite passou
Jura ela o seu Romeu

Ele quer mais
Ela também
Talvez por isso nesse dia
Ele foi vê-la á luz do dia

Ele gosta das formas dela
E ela diz que ele tem bom ar
O mundo finge não saber
Que ele não é rapaz de fiar

Ela tem um novo sorriso
Mas medo de o partilhar
Ele gosta mais do que é preciso
De a desafiar

Ele que sabia de cor
As moças mais fáceis
Engates mais rascas

Ela que ficava em casa fechada
Com medo de ser
Só mais um rabo de saias

Ele agora diz que a ama
Dormem juntos só a dormir
Gosta dela de pijama
E ela de o corrigir

Ela agora diz que o ama
Dormem juntos só a dormir
Gosta dele desarmado
E ele de a ver despir

E as velhinhas na cidade
Sussuram: No meu tempo não era assim
Oh, onde já se viu dois enamorados
Com cara de parvos
Antes dela dizer que sim
Antes dela dizer que sim

Mas ele ainda se lembra
De descer aquelas escadas
Ganhar coragem, perguntar
E como raio tu te chamas?

Ela fingiu-se de irritada
Ofendida pela trama
Reuniu coragem pro o amar
Perguntou: E tu como raio te chamas?

Ele agora diz que a ama
Dormem juntos só a dormir
Gosta dela de pijama
E ela de o corrigir

Ela agora diz que o ama
Dormem juntos só a dormir
Gosta dele desarmado
E ele de a ver despir

E as velhinhas na cidade
Sussuram: No meu tempo não era assim
Oh onde já se viu dois enamorados
Com cara de parvos
Antes dela dizer que sim
Antes dela dizer que sim
Antes dela dizer que sim
Antes dela dizer que sim

 

 

Uma música e uma fotografia - parte LX - John Lennon - Imagine

09.08.19 | Paulo Brites

DSC_10228-1-2.jpgNikon D3200, 18-55mm @ 18mm, f/7.1, 1/160s, ISO 100

 

https://www.youtube.com/watch?v=7FX4D1jU2m8 

 
Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace

You may say, I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one
 
Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A Brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world

You may say, I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one
 
 

Uma música e uma fotografia - parte LIX - Rio Grande - Postal dos Correios

07.08.19 | Paulo Brites

DSC_10236-1-3.jpgNikon D3200, 50-200mm @ 90mm, f/5.6, 1/160s, ISO 200

 

https://www.youtube.com/watch?v=1HQLggte01I 

 

Querida mãe, querido pai. Então que tal?
Nós andamos do jeito que Deus quer
Entre dias que passam menos mal
Lá vem um que nos dá mais que fazer

Mas falemos de coisas bem melhores
A Laurinda faz vestidos por medida
O rapaz estuda nos computadores
Dizem que é um emprego com saída

Cá chegou direitinha a encomenda
Pelo "expresso" que parou na Piedade
Pão de trigo e linguiça pra merenda
Sempre dá para enganar a saudade

Espero que não demorem a mandar
Novidade na volta do correio
A ribeira corre bem ou vai secar?
Como estão as oliveiras de candeio?

Já não tenho mais assunto pra escrever
Cumprimentos ao nosso pessoal
Um abraço deste que tanto vos quer
Sou capaz de ir aí pelo Natal
Um abraço deste que tanto vos quer
Sou capaz de ir aí pelo Natal
Um abraço deste que tanto vos quer
Sou capaz de ir aí pelo Natal

 

 

O que será necessário, para nós portugueses, decretar um estado de emergência político?

07.08.19 | Paulo Brites

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Greve dos camionistas! Bem, não está em causa se a greve é legítima ou não. Não está em causa se concordamos ou não. Não está em causa nada disso! O País vai utilizando as redes sociais para emitir a sua opinião. Para uns, os camionistas, são uns filhos da mãe. Para outros, são um exemplo e que, os restantes profissionais, tanto públicos como privados, os deveriam seguir.

Para mim, o problema vai mais longe do que a possível greve dos camionistas, e as opiniões dos tugas. Para mim, o direito à greve, é e sempre será, um direito! Quer eu concorde ou não!

Em Portugal, por norma, as greves são “patrocinadas” por meia dúzia de sindicalistas, que, os que os motiva, é na maioria das vezes, a sua sede de populismo. As suas organizações estão inquinadas política e socialmente. Não estou com isso a dizer que sou contra o sindicalismo e os sindicatos. Não! Bem pelo contrário! Sou a favor de um sindicalismo verdadeiro e justo! O engraçado, é quando existem greves ou movimentos organizadas por classes profissionais ou sindicatos fora das centrais sindicais, ninguém pia! Ou melhor, são inconstitucionais!

Mas avançando …

Parece que vamos decretar estado de emergência! Pois bem, concordo! De facto a ausência de combustível, pára o País por completo.

Mas …

Temos os incêndios e a total incapacidade do Estado em fazer algo que ajude, não no seu combate, mas na sua origem. Os incêndios de 2017 que matou mais de uma centena de portugueses, ainda hoje, é bem visível as suas consequências. Dou somente um exemplo: Nas estradas secundárias afetadas, o nosso Estado, nem os sinais de trânsito mudou! Temos por exemplo os sinais de perigo, que até nos distraem na condução! Não é em todo o lado que temos o prazer de ver um sinal de STOP ou um sinal de aproximação de curva perigosa, totalmente queimado e, mantido assim, mais de 2 anos … Claro que existe um motivo: Os nossos políticos e governantes não sabem disso (risos)! Não se fez nada! Não existe plano, não existe ordenamento, não existe nada! Mas isso, não importa … temos familiares e muitos “satélites” a ganhar dinheiro com isso!

No entanto …

Temos as nossas estradas tão limpas nas suas bermas, como as escadas da Assembleia da Republica! Também de realçar o estado de conservação bem como as questões relacionadas com a segurança, um pequeno exemplo: as marcações!

Mas …

Temos um serviço de saúde em que não faltam sinais, da preocupação dos “senhores” em, cuidar bem dos portugueses! Se morrerem crianças por falta de condições, como está a ser o caso, abre-se um inquérito e tudo fica bem! Afinal, um parto, até dentro de uma ambulância pode ser feito!  

Mas …

Temos uma política de educação, que acredito, que deverá ser exemplo para todos! De tão boa que é … e do tão bom desempenho dos senhores diretores de agrupamentos e os poderes que lhe são atribuídos! Para não falar, claro está, da muito motivada classe profissional de professores. Afinal esses profissionais, somente são professores. Ainda acredito que, algum cidadão português, chegue a ser Ministro, sem nunca ter tido um professor na vida!

Mas …

Temos os centros dos nossos povoados, tão bem conservados e limpos, que de facto, provoca uma crise no setor das limpezas e conservação!

Mas …

Temos uma politica habitacional, 5 estrelas para o setor especulativo e imobiliário.

Mas …

Temos uma justiça que de tão boa que é, resolvemos aumentar os salários e prémios de produtividade aos senhores Juízes!

Mas …

Temos o ordenamento agrícola e industrial, a gestão da água e da energia, tão bem elaborada, que até os nossos vizinhos espanhóis vêm “fazer o amor” para cá! Lá já fizeram o amor todo e nós, somos uns “coisos” da mãe sempre de pernas abertas!

Mas …

Temos um País em termos culturais, que nos damos ao luxo, de despedir um dos melhores gestores do mundo, por falta de capacidade (não dele, mas do seu chefe politico).

Mas …

Temos um País que controla a distribuição de energia, transportes ou comunicações, de forma tão profissional e capaz, que até as comunicações de segurança do Estado, estão nas mãos de Franceses e Chineses. E que, a ANA, empresa responsável pelos aeroportos, a fazer publicidade e a recomendar aos turistas para fugirem do Algarve e irem para França! É mais seguro e menos stress …  

Mas …

Temos um País preocupadíssimo com as famílias portuguesas, como é o exemplo bem visível, dos familiares dos nossos políticos.

Mas …

Temos um País que trata de forma exemplar as nossas crianças, idosos, dependentes … que até chega a ser arrepiante tão enorme preocupação.

Mas …

Temos um País que por motivos eleitoralistas, decreta um ordenado mínimo para a função pública, diferente dos privados. Em que, os impostos diretos e indiretos sobre o trabalho, são tantos, que não permite o privado aumentar os salários (ao contrário do que nos fazem querer, uma das causas para a não subida dos salários, é a nossa balança comercial e a suposta segurança social – entre outros)

Mas …

Temos um país em que o nosso Primeiro-Ministro diz: Agora os meninos e meninas já podem passear! Já podem ir a Setúbal comer um choco frito, a Sintra, uma queijadinha e, a Cascais um geladinho! Isso tudo por 40 euros por mês! Quem é amigo, quem é?

Mas …

Temos um país com um nível de exportação de cientistas e investigadores, que claro, como somos muitos por cá, temos que os mandar para fora. Isso somente para que possam ser reconhecidos na sua atividade e trabalho. Não queremos que esses portugueses percam oportunidades e, não consigam desenvolver a atividade, para a qual, muitos milhões gastamos na sua formação.

Mas …

Nem tudo é mau! Temos os Ronaldo`s, os Félix`s e, até temos os Centeno`s! Sim, aquele que comanda a única coisa que parece funcionar neste País (para alguns)! A Autoridade Tributária!

Mas …

Temos uma das melhores bancas! Quando não há dinheiro, vamos ao contribuinte!

Mas …

Temos governantes a dizerem: "Seria um absurdo uma interpretação literal da lei"

Mas …

Temos portugueses em que, se saem ou se desviam do carril existente, são fascistas!

Mas …

Afinal, o que será necessário, para nós portugueses, decretar um estado de emergência político?

 

Beijinhos 

 

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