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Diz à mãe para migar as sopas ...

Diz à mãe para migar as sopas ...

Uma música e uma fotografia - parte C - Brezze - Light my Fire (versão Bossa Nova)

30.11.19 | Paulo Brites

DSC_10417-1-2.jpgNikon D3200, 18-55mm @ 24mm, f/1.30s, ISO 100

 

https://www.youtube.com/watch?v=pmHTTT8uw9g

 

You know that it would be untrue
You know that I would be a liar
If I was to say to you
Girl, we couldn't get much higher

Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire

The time to hesitate is through
No time to wallow in the mire
Try now we can only lose
And our love become a funeral pyre

Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire, yeah

The time to hesitate is through
No time to wallow in the mire
Try now we can only lose
And our love become a funeral pyre

Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire, yeah

You know that it would be untrue
You know that I would be a liar
If I was to say to you
Girl, we couldn't get much higher

Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire
Try to set the night on fire

Try to set the night on fire
Try to set the night on fire

 

 

Uma música e uma fotografia - parte XCVIII - GNR - Homens Temporariamente sós

28.11.19 | Paulo Brites

DSC_10423-1-3.jpgNikon D3200, 50-200mm @ 70mm, f/11, 0.6s, ISO 100

 

https://www.youtube.com/watch?v=07bYNpUn5RA

 
Prometo não falar de amor de gostar e sentir
Portanto não vou rimar com dor ou mentir
Joga-se pelo prazer de jogar e até perder
Invadem-se espaços trocam-se beijos sem escolher
Homens temporariamente sós
Que cabeças no ar
Não interessam retratos de solidão interior
Não há qualquer tragédia
Mas um vinho a beber
Partidas regressos conquistas a fazer
Tudo anotado numa memória que quer esquecer
Homens sempre sempre sós preferem perder
Homens temporariamente sós que cabeças no ar

Homens sempre sempre sós bolas te ténis no ar
 Muito abatidos saltam acabam por enganar
Homens temporariamente sós aí que cabeças no ar
Homens sempre sós nunca conseguem casar



Um dedo de culinária - parte VII - Arroz de Marisco à horadabuxa

24.11.19 | Paulo Brites

Arroz de Marisco à horadabuxa - assinada.jpg

Hoje uma partilha diferente. Uma partilha do meu outro blog https://hora-da-buxa.blogspot.com/ e uma magnifica receita de Arroz de Marisco à horadabuxa

Então aqui fica: 

O arroz de marisco à horadabuxa é um prato que tem por base o tradicional arroz de marisco, mas com pequenas alterações feitas ao gosto do horadabuxa. Não é portanto, a verdadeira, original e tradicional receita de arroz de marisco, tão ao gosto de todos nós. No entanto, faça e prove a nossa receita. Bom apetite.

 

ARROZ DE MARISCO À HORADABUXA

 

INGREDIENTES

  • 400 grs de arroz carolino;
  • 300 grs de mexilhão;
  • 300 grs de amêijoas;
  • 300 grs de camarão;
  • 4 Bocas de sapateira;
  • 1 Cebola grande; 
  • 4 Dentes de alho;
  • 8 Tomates maduros;
  • 1 Lata pequena de tomate pelado;
  • 1 Molho de coentros; 
  • 1 Molho de Salsa;
  • Alho francês;
  • 1/2 Pimentão verde;
  • Vinho Branco;
  • Azeite, Sal, Pimenta e Louro.

PREPARAÇÃO

  1. Limpe e lave os mariscos.
  2. Coza-os e descasque-os (deixando alguns camarões com casca para decoração) - Reserve as águas da cozedura dos diferentes mariscos, misturando todas; Em alternativa pode utilizar mariscada congelada. Se utilizar terá que fazer um caldo de marisco, utilizando por exemplo um caldo Knorr.
  3. As cascas e cabeças do camarão, com a ajuda da varinha mágica, triture tudo. Passe por um passador espremendo muito bem. Adicione água da cozedura do marisco, para fazer o caldo necessário para cozer o arroz. Reserve;
  4. Num tacho de fundo grosso, refogue os alhos picados e as cebolas no azeite.
  5. Refresque com o vinho branco e de imediato junte o caldo, a pimenta, o tomate picado (aproveite também a calda do tomate em lata), o pimento, o alho francês cortado às rodelas e a salsa picada finamente. Deixe levantar fervura.
  6. Retire tudo do lume e triture muito bem com a varinha mágica. Volte depois a colocar ao lume;
  7. Quando levantar fervura adicione o arroz (4 chávenas de caldo para 1 de arroz) - Deixe cozer até ficar quase no ponto.
  8. Junte finalmente os mariscos (caso utilize a mariscada congelada junta-se na mesma hora com o arroz);
  9. Retifique os temperos e deixe ao lume para terminar a cozedura do arroz;
  10. Adicione metade dos coentros picados e envolva;
  11. Introduza agora os camarões inteiros que tinha reservado, e polvilhe com os restantes coentros picados.
  12. Sirva de imediato.

Bom apetite!

A época dos camaleões sociais

23.11.19 | Paulo Brites

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Vivemos numa época, em que o melhor nome para a definir é: A época dos camaleões sociais.

 

Actualmente o pensar pela própria “cabeça” é algo raro. Vamos atrás do que é socialmente correto. Com o avançar das redes sociais e a globalização, a nossa sociedade, está mais preocupada em causar “boa impressão”.

Até poderia dizer que escondemos os nossos sentimentos, opiniões e pensamentos, mas não! Começo a acreditar que não escondemos! Começo a acreditar que não os temos!

É mais importante ser aceite e ter a aprovação dos outros, do que, defendermos as nossas ideias e pensamentos.  É como se um retrocesso à época do mercantilismo, fosse ou seja, o melhor de/e para nós! Esquecemos que tal forma de ser e estar, vai provocar, efeitos nefastos na nossa dignidade pessoal.

Recordo um filme de Woody Allen, chamado “Zelig”. O seu protagonista era capaz de mudar completamente a sua aparência, para que, se conseguisse adaptar a qualquer ambiente. No entanto e no final, um jovem psicanalista percebe o verdadeiro problema de Leonard Zelig. A sua insegurança! Que o leva a esconder-se entre as pessoas, para que, se sinta aceite e integrado.

É o que se passa de uma forma geral na sociedade Portuguesa actual.

Todos os dias temos causas novas a defender ou a atacar. As redes sociais vieram dar lugar a que, tal comportamento camaleónico existisse ou se, potenciasse.

Ontem foram os polícias e os GNR. Antes, tinham sido os camionista, os professores, os enfermeiros … os coletes amarelos … enfim, tudo o que, depois da "geração à rasca” se sucedeu.

Os adeptos das políticas e ideologias de esquerda, quando os seus partidos não apoiam esses movimentos, chamam-lhes de “fascistas”. Por outro lado, temos os de “direita” que dizem: mas se os de esquerda podem fazer, nós também podemos e, vá de lhes chamar Marxistas-leninistas, vulgo, comunistas.

E assim vamos! Os sindicatos estão mais preocupados neste momento, na sua própria sobrevivência. Receiam que os trabalhadores descontentes se multipliquem em movimentos cívicos autónomos e, que, eles – sindicatos – passem à história. Portanto, quem não está com os sindicatos e sindicalistas, são capitalista e/ou fascistas.

Por outro lado, parece que, só os simpatizantes de políticas e ideologias de esquerda têm direito a manifestações, pintar fachadas das universidades, ou mesmo dizer o que lhes convém. Caso contrário, se um qualquer simpatizante de direita faz o mesmo, é fascista e neo-nazi. Até se esquecem se é ou não correto! Se é ou não importante! Se é ou não uma causa a defender. E se, é justa, necessária, ou não!

Se se utiliza o braço direito para demostrar desagrado, são nazis. Se se utiliza o braço esquerdo, são Leninistas. Seja o que se fizer, há sempre uma conotação pejorativa por parte de quem não concorda, apoia, ou não participou de alguma forma.

Depois temos a comunicação social, que se esquece que a sua função e papel, é dar a notícia! Quanto à opinião, essa deveria ser do leitor! Mas não … eles dão a notícia e a opinião!

Claro que, também temos, os oportunistas políticos! Esses infelizmente, estão em todo o lado! Certo que, quando um movimento é apartidário, o desespero deles é tanto, que tudo o que vier é bem-vindo!

Temos depois, os cameleões, que consoante o que vai acontecendo, dão a sua (ou a dos outros) opinião. Matam-se em comentários nas redes sociais, ofendem-se de toda a forma, mas na verdade, nem sabem do que falam!

Chegamos ao ponto em que um simples cidadão se disser: “eu gosto mais da cor branca”, é de imediato chamado e apelidado de racista. Se dizemos que temos um cão rafeiro alentejano que guarda o monte e que, só come 1 vez por dia, maltratamos os animais e somos uns filhos da Maria Madalena. Se nesse mesmo monte alentejano, temos uma gataria em que a alimentamos de 2 ou de 3 em 3 dias, somos uns selvagens e criminosos!

Mas … ajudar uma mulher sem-abrigo, não! E se ela num acto de desespero faz uma loucura (que também condeno) é de imediato apedrejada e julgada sem qualquer respeito, não por ela e pelo seu acto desumano, mas pelo estado social em que um País de bem, a deixa estar. No entanto, a montante, estão organizações governamentais com conhecimento da realidade mas que, nada fizeram ou fazem, para evitar situações dessas. Essas instituições que nos consomem milhares de euros de impostos, são desculpadas porque, o sistema é burocrático, já estava referenciada e coiso e tal! E mais, porque esses camaleões atacam de imediato, para defender o seu arbusto. 

No actual momento parlamentar português, temos 2 partidos mais à direita, que são chamados de “fascistas”! Sim é verdade, defendem algumas causas, muito próximas da direita à direita. Mas também em sentido inverso, temos 2 partidos mais à esquerda que o que defendem, não é muito diferente! Em alguns casos até imperialistas são, esquecendo que o Brasil, é uma nação livre desde 1821.

Vamos deixar de ser camaleões sociais e começar a ser um pouco mais sérios, honestos e principalmente, pensar pela própria cabeça. É urgente, falar, discutir, debater e dar vida a “coisas” que de facto nos tragam uma mais-valia e uma aproximação, ao que, afinal, todos queremos: uma vida melhor e mais digna. A causa que nos deve unir, é o combate á corrupção que minou por completo este País! E essa corrupção só se combate se existir união.

Talvez, quem sabe, se esta forma de ser camaleão social, não seja, uma forma encontrada para defender o que nos consome e destrói: Cooperativismo, lobbies e corrupção!

Que sejamos nós próprios com os nossos defeitos e virtudes e não, meros camaleões sociais! 

 

 

Em 2017 só se reciclou 34.9% das embalagens plásticas em Portugal

07.11.19 | Paulo Brites

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Ao que parece e tendo por base os dados apurados pelo Eurostat, que foram divulgados há 2 dias, Portugal não reciclou 65,1% das embalagens plásticas utilizadas em 2017.

Não sei porquê, mas parece-me melhor dizer isso de uma outra forma: Em Portugal, no ano de 2017, só se reciclou 34.9% das embalagens plásticas utilizadas. Claro que é exatamente o mesmo! 6+3=9 tal como 5+4 também é 9.

Mas afinal que se tem feito ou o que se faz para resolver o problema do plástico?

É claramente uma questão política! Certo que muitos irão dizer: as pessoas deveriam ser responsáveis! E é verdade! No entanto, todos nós sabemos, que responsabilidade e inteligência humana nessa matéria é uma utopia. Onde o homem chega, devasta tudo!

Os nossos políticos são da opinião que existe uma “coisa” que resolve tudo, a coima – vulgo multa! Mas estão errados! Mais importante que a multa é a educação, é a mudança de mentalidade, hábitos e costumes! Também existe uma prática política em Portugal em que tudo o que se faz como medida preventiva, é o consumidor a pagar! Temos o exemplo dos pneus e da euro taxa. Utilizador-pagador! Discordo completamente! Sou da opinião do: Produtor/pagador! 

Muito bem! Vamos então resolver isso! Poderá não ser a melhor ideia mas acredito que seja uma sugestão positiva e que vale a pena pensar nela:

Por cada embalagem plástica existirá uma tara de 1 euro! O fabricante, cobra-a ao seu cliente embalador. O embalador, cobra-a ao distribuidor. O distribuidor ao revendedor. O revendedor ao seu cliente e, o seu cliente ao consumidor final. Depois, é somente fazer o sentido inverso para reaver esse dinheiro!

Alguém acredita que um consumidor final ao comprar um pack de 6 garrafas de água não as guardaria para mais tarde as devolver? Afinal teria pago 3 euros de vasilhame. O mesmo aconteceria nos iogurtes, nas cuvetes de carne e outros alimentos … até um simples plástico de um palito ele guardaria para devolver!

E mesmo que não o fizesse, depois de consumir a água da garrafa e a “mandasse” pelo vidro do carro, alguém que parasse na berma da estrada para fazer um xixi, iria apanhar essa garrafa de certeza!

Desta forma, o legislador/fiscalizador conseguiria de forma mais fácil, controlar o plástico existente neste planeta!

Agora dizem alguns entendidos na matéria: Mas isso iria gerar uma logistica tremenda! Pois, acredito que sim! Mas e o problema do plástico? Não é tremendo?

O vasilhame não é uma taxa! O vasilhame é uma reutilização! O plástico não é um drama, o plástico é um problema!

Até nas beatas de cigarros, se elas, tivessem 0.20 cêntimos de depósito, não haveria uma no chão!  

Beijinhos … mas sem serem embalados!

 

 

Uma música e uma fotografia - parte LXXXIX - Cat Stevens - Father and Son

06.11.19 | Paulo Brites

44468780412_3949484f55_o.jpgHUAWEI VNS-L31@ 29mm, f/2.1, 1/200s, ISO 800

 

https://www.youtube.com/watch?v=yERildSsWxM

 

It's not time to make a change
Just relax, take it easy
You're still young, that's your fault
There's so much you have to know
Find a girl, settle down
If you want, you can marry
Look at me
I am old, but I'm happy

I was once like you are now
And I know that it's not easy
To be calm when you've found
Something going on
But take your time, think a lot
Why, think of everything you've got
For you will still be here tomorrow
But your dreams may not

How can I try to explain?
'Cause when I do, he turns away again
And it's always been the same
Same old story
From the moment I could talk
I was ordered to listen
Now there's a way and I know
That I have to go away
I know I have to go

It's not time to make a change
Just sit down, take it slowly
You're still young, that's your fault
There's so much you have to go through
Find a girl, settle down
If you want, you can marry
Look at me
I am old, but I'm happy

All the times that I've cried
Keeping all the things I knew inside
And it's hard, but it's harder to ignore it
If they were right, I'd agree
But it's them they know, not me
Now there's a way and I know
That I have to go away
I know I have to go

 

Hás vezes, algumas vezes, de vez em quando, um jovem escreve ao seu País!

04.11.19 | Paulo Brites

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Hás vezes, algumas vezes, de vez em quando, esporadicamente ou raramente assistimos a um jovem a falar de Portugal.

Há dias, um jovem de 17 anos, escreveu uma carta aberta ao seu País. Ao contrário do que é normal nessa matéria, surge de imediato e para não quebrar a tradição, “pessoas” no gozo e de crítica fácil à coragem do jovem! Já lhe chamaram “paneleiro”, filho da mamã e do papá, já o ofenderam de todas as formas. Bem, até parece que estamos a lidar com um extraterrestre que caiu de paraquedas em território Lusitano. O moço, consegue em poucos dias, substituir e ser mais famoso que o menino Joãozinho nas tradicionais anedotas em Portugal.

Mas vamos lá ver uma coisa: O rapaz disse alguma mentira? Foi injurioso de alguma forma? Relata algo que não existe? É descabido o seu desabafo? Julgo que não!

Não vou entrar numa onda de defesa ou acusação da sua carta, ideias e desabafos. Só digo que é pena ser somente o Manel! Deveria ser também o Diogo, o João, a Beatriz, a Lara, o Hugo … deveríamos ficar felizes e orgulhosos quando os jovens se interessam por assuntos desses!

É com eles que Portugal continuará! É com eles que Portugal terá que melhorar! É com eles que Portugal se poderá novamente erguer! São eles o futuro! Portanto … deixem-se de merdas e, em vez da crítica destrutiva e maldizente, que tenhamos uma atitude construtiva, pedagógica e moralizante! Mesmo não concordando, deveríamos apoiar e incentivar! E mais, fazer dos nossos jovens mais participativos e se, necessidade existir, corrigir!

Manuel, não é meu hábito copiar textos de outros, mas a tua carta, vou copia-la para que fique registada no Diz à mãe para Migar as Sopas! E sim, continua o teu caminho!

 

“Querido Portugal,

Se esta carta fosse escrita há 500 anos provavelmente estava com medo de te escrever. Provavelmente a tua grandeza ter-me-ia me assustado e não teria coragem de te dirigir a palavra, mas, a verdade é que não és tão grande como outrora. O mundo já não fala a tua língua e já não tens qualquer influência nas políticas internacionais. Já não és o centro do comércio e nem sequer és mais inovador que os outros. Tu mudaste. Talvez a culpa seja nossa, portugueses. O aparecimento do Quinto Império, profetizado por Fernando Pessoa, teima em não surgir e, arrisco-me a dizer, está tão próximo como o regresso de D. Sebastião.

Não tenho qualquer autoridade para te criticar ou emitir juízos de valor acerca de ti, mas já que toda a gente o faz, mesmo quem nada percebe, arrisquei fazê-lo.

Eu tenho 17 anos e uma vida pela frente. Sinto que posso fazer algo pelo meu país, podemos todos. Porém, tu parece que não queres que eu o faça. Aliás, não queres que eu o faça nem ninguém da minha geração. Nós somos sonhadores, também já tiveste a nossa idade. Achamos que podemos fazer tudo e alcançar o céu. E a verdade é que conseguimos mesmo. Mas tens que nos ajudar, tens de nos encorajar e proporcionar-nos uma educação que nos permita sonhar. Precisamos de acreditar que podemos fazer a diferença. Não nos mandes para fora, este é o nosso país, foi aqui que crescemos e tem de ser aqui que vamos singrar. Só precisas de nos ajudar. O resto? O resto fazemos nós, tal como os nossos antepassados fizeram nessa tal altura em que eras grande, lembras-te?

Mas como é que eu posso fazer algo grande do modo que tu estás?

Como é que eu posso fazer algo grande se em vez de me ensinares os grandes feitos por ti alcançados no passado e de me fazeres ter orgulho por fazer parte de ti, te preocupas em impingir-me coisas sem sentido como seja a ausência de diferenças entre raparigas e rapazes numa idade em que nem sei ler? Ensina-me a pensar, ensina-me Ciências ou História porque de sexo não percebes nada. Já se dizia que temos de olhar para a História para preparar o futuro. Mas, pensando melhor, como é que eu posso escolher o meu futuro se nem sequer a escola onde estudo posso escolher? Como é que posso confiar em ti se nem me deixas escolher o hospital onde quero ir? Como é que me dizes que sou livre se depois não me deixas ser? Já está na hora de perceberes que eu decido melhor que tu, quando o tema é a minha educação ou saúde. Já é tempo de perceberes que se continuares assim vão continuar a morrer pessoas à espera de consultas. Dá-me a liberdade para escolher!

Como é que me dizes que sou livre se me tiras mais rendimentos hoje do que alguma vez me tiraste? Por outras palavras: como é que me dizes que sou livre se grande parte do dinheiro que eu ganho vai para ti e nem sei bem o que fazes com ele? Por que é que não me ajudas a criar o meu negócio através de poucos impostos? Ao cortares as pernas à iniciativa privada estás a impedir-me de progredir. Estás a impedir-me de te ajudar. Estás a desajudar e não a ajudar. Como é que não percebes isso?

Portugal, tu estás diferente. Onde é que estão os grandes governantes a que me habituaste? Antigamente os reis e ministros iam parar ao panteão. Hoje quem governa, ou suborna ou vai parar à prisão.

Depois admiras-te que quase metade de nós não vai votar. Como é que eu, com 17 anos, não posso escolher o destino do meu país, mas posso mudar de sexo? Não reclamo que a idade para votar seja mais baixa, mas mudar de sexo?! Achas que me estás a ajudar se me incentivas a ser outra pessoa que não aquela que veio ao mundo com o meu nome? Achas que com 16 anos tenho capacidade de negar aquilo que sou? Pareces mais parvo que eu quando decido escolher o caminho mais fácil por imaturidade. Posso ainda nem ser maior de idade, mas sei que a vida é tudo menos fácil.

A vida não é fácil, mas é algo valioso, o mais valioso que temos. Infelizmente não o é para todos. Olha o exemplo dos doentes terminais. Achas que a melhor maneira de melhorar a sua vida é acabando com ela? Claro que não. Quem és tu, Portugal, senão aquele que me deve proteger? Quem és tu senão aquele que me deve proporcionar uma vida boa, independentemente das minhas circunstâncias? Porque é que me ajudas a acabar com a minha própria vida sem me tentares ajudar primeiro? Porque é que em vez de me matares não me dás uma nova vida, nem que seja por uma semana? Porque é que em vez de investires dinheiro em matar-me não investes em cuidados paliativos para que, pelo menos quando morrer, possa estar a sorrir e não anestesiado?

Porque é que não defendes a vida humana por tão pequena que ela seja? Uma vida nunca é insignificante e até um embrião é uma pessoa. Porque é que me incentivas a matá-lo e não me ajudas a ser feliz com ele?

Porque é que uma mãe sem condições financeiras não tem uma creche gratuita para poder trabalhar enquanto cria o seu filho? Isso faz com que as pessoas não tenham filhos. E, digo-te já, estás a criar um problema gravíssimo. Os meus pais tiveram 6 filhos por terem condições e são felicíssimos. Porque é que não dás também essa possibilidade a outras famílias que não tenham as mesmas condições que a minha, mas também querem ser felizes?

Neste momento estou a estudar Direito e, apesar de terem passado poucos meses desde que comecei, aprendi muitas coisas. Uma delas, e que é comum a muitos autores que eu estudei como Thomas More, Marsílio de Pádua ou São Tomás de Aquino, é que o principal intuito do estado deve ser o bem viver das pessoas. Será que é isso que estás a fazer? Será que me estás a dar a melhor vida possível?

Será que estás a dar o exemplo do que é uma Democracia quando quem governou durante 4 anos nem sequer ganhou as eleições? Que país é este que se diz democrático, mas que não faz a vontade ao povo? Que país é este que ao ver a sua defesa ameaçada e roubada, como aconteceu em Tancos, não sabe punir e responsabilizar os intervenientes? Que país é este que perante quase metade da percentagem de abstenção, resultante de uma colossal indiferença do seu povo perante a vida política, fica de braços cruzados a lamentar-se, sem quaisquer medidas concretas para o resolver?

Encoraja as pessoas a votar. Faz-lhes acreditar que conseguem melhorar a sua vida. Estás aborrecido, Portugal. Hoje em dia não há discussões políticas saudáveis. Não há trocas de ideias interessantes, nem argumentos válidos. As pessoas que mandam estão há mais anos no poder do que eu na vida. Temos um sistema político ultrapassado e as pessoas estão fartas. Como é que não percebes isso, Portugal? Como é que não percebes que precisamos de caras novas e lufadas de ar fresco para todos aqueles que já desistiram de ti? Desde as pessoas da minha idade que só querem ir para fora porque “Portugal não me valoriza”, até aos idosos que vivem sem animo e são totalmente comprados pelos demagogos que lhe oferecem promessas de pensões maiores em troca de votos.

Que país és tu que não garante, de modo algum, a segurança dos seus cidadãos? Que deixa que vidas de trabalho sejam desperdiçadas por pura incompetência, como aconteceu em Pedrogão? Um país que está mais preocupado em descobrir de quem é a culpa do que a resolver os problemas causados. Porque é que tiveram que morrer pessoas para perceberes que a prevenção de incêndios é um tema fulcral da nossa sociedade, Portugal? Porque é que és um país que não torna o trabalho dos milhares de bombeiros voluntários mais fácil e só o complicas por incompetência do estado?

E por falar em trabalhos difíceis. Como é que é possível que o trabalho dos polícias não seja valorizado como devia? Porquê, Portugal? Não são eles afinal que controlam a ordem pública e que protegem os cidadãos? Será que não é um trabalho suficientemente digno?

Posso ter 17 anos, mas sei perfeitamente que não estás bem. Mesmo que me tentem convencer com manipulação de números. Mesmo que me ofereçam, de forma demagoga, passes sociais porque mais tarde ou mais cedo vou ter de os pagar, eu percebo que não estás bem. Daqui a cinco anos devo entrar no mercado de trabalho e tenho de me fazer à vida. Gostava muito que me ajudasses a ajudar-te. A mim e à minha geração. Nós, portugueses, somos melhores do que tu achas. Não nos subestimes, ajuda-nos.”

Manuel Bourbon Ribeiro

 

 

Os “gostos e adoros” faceboquianos, as traições e as Fake News

01.11.19 | Paulo Brites

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Hoje vi uma publicação de um guru da autoajuda e bem-estar espiritual e amoroso, em que, ele próprio se contradizia. Falava de amores e perigos faceboquianos. Ainda fui pesquisar o seu autor, porque, a sua forma de escrever e falar, dava a sensação de pertencer a uma qualquer seita daquelas “manhosas”. Mas não! Era somente populismo barato!

Não irei aqui mencionar “tão importante” texto - que até necessita se ser “patrocinado” para ter relevo e alcance – mas, destaco um comentário a essa publicação! É um comentário assertivo, correto, em que, esse sim, deveria ser ele patrocinado para que, chegasse ao maior número de leitores. De forma, a que esses mesmos leitores pudessem pensar e meditar sobre o assunto.   

 “Eu não preciso saber tudo o que a minha mulher faz ou deixa de fazer, onde almoçou ou com quem lanchou. Se eu precisar de saber isso, é porque chegámos a um ponto na relação onde eu não quero estar

E é isso! Esse comentário de resposta a um texto fabricado e construído com o objetivo de “gostos e adoros” faceboquianos, fez-me pensar um pouco em tudo o que se passa na atualidade.

Desconfiamos das verdades mas veneramos as fake news. Temos uma total preguiça de raciocínio. Estamos a ficar castrados no pensamento. Isso é algo que nos últimos tempos, por este Portugal, é o que mais vimos, assistimos e vivemos!

Mas porque raio nós portugueses temos este comportamento? Aliás, não é só o português! Está espalhado pelo planeta azul! Desconheço a existência de vida em outros, mas se existir, acredito que também por lá exista este comportamento e reação.

Pouco ou nada percebo de psicologia, para que, possa ter uma opinião sobre isso. É uma matéria bem complicada. Manda o bom senso, que em matérias dessa complexidade, tenhamos algum cuidado. Em especial, quando não temos conhecimentos, que nos possam sustentar uma qualquer opinião. Qualquer mera opinião, está ela a ser, uma fake news.

No entanto, existem inúmeros comportamentos em que, nos é permitido opinar sem correr esses riscos.

Tal como existem essas pessoas que duvidam da verdade e acreditam na mentira, também existem pessoas que fazem e provocam, um mundo virtual. Criam-no, alimentam-no, dão-lhe vida e, fazem dele um mundo verdadeiro.

Todos nós somos diferentes! Uns por “feitio” próprio, outros, por experiencias menos boas que ao longo da vida se foram tendo.

Existem algumas pessoas que se sentem traídas, mesmo, sem o terem sido. Numa situação de dúvida, deixam-se levar pelas crenças que nelas próprias são criadas. Começam a existir confrontamentos, avaliações desmedidas, questionamento ou, pior ainda, silêncio. Começasse a dar vida ao que nada tem, ou mesmo, a criar ligações inexistentes.

As redes sociais vieram potenciar esses comportamentos. O facebook por exemplo, está “cheio” de exemplos sarcásticos e irónicos de indiretas.

Aquele velho ditado - a carapuça serviu - é algo que se pratica e pensa a toda a hora. Independentemente do assunto que se fale, ele está presente.

Até há quem diga que esta “coisa” do facebook, é a razão da existência de muitas traições amorosas. Esquecendo que essa “coisa” das traições, sempre foi algo que existiu e irá existir!

Não é as redes sociais que provocam as traições ou valorizam as fake news! As redes sociais, somente revolucionaram a forma e o método de comunicação. Tornaram-na muito mais fácil e acessível.

O resto, bem o resto é algo que sempre existiu! No amor, a desconfiança, é o maior cancro que uma relação pode ter! Quem trai uma vez, trai mais vezes! Nas notícias, acreditar nelas sem confirmar a sua veracidade, é o que faz nascer idiotas! Se mentem hoje, irão mentir amanhã.

No atual momento em que se vive, o maior perigo não está na internet ou nas redes sociais. Está sim, na total falta de conhecimento e inteligência de muitos dos seus utilizadores. As fake news estão ai, no entanto, as plataformas que as divulgam, são exatamente as mesmas em que poderemos obter a verdade!

É só procurar um pouco e, deixar de viver em mundos virtuais, quer sejam eles políticos, amorosos ou sentimentais.

Beijinhos