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Diz à mãe para migar as sopas ...

Diz à mãe para migar as sopas ...

Acorda ... a corda!

27.07.17 | Paulo Brites

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Foto retirada do Google - Autor desconhecido

 

Acorda … a corda!

Porque não há danças, há música

não há arte, há artesanato

não há cultura, há folclore

não há fotografia, há imagens

não há cinema, há imaginação

não há teatro, há representação

não há religião, há superstição

Acorda … a corda!

Porque não há distâncias, há querer

não há viagens, há passeios

não há comida, há fome

não há pecado, há personalidade

não há “línguas”, há dialetos

não há céu, há espaço

não há nuvens, há água condensada

não há matemática, há lógica e números

não há medicina, há doença

não há politica, há poder

não há guerra, há armas

não há filosofia, há divagação

não há países, há divisões

Acorda … a corda!

Porque não há estradas, há caminhos

não há olhos, há visão

não há ouvidos, há audição

não há barulhos, há sons

não há sonhos, há desejos

não há mágoa, há dor

não há “história”, há passado

não há amores, há complementos

não há atração, há carência

não há beijos, há vontades

não há abraços, há necessidades

não há traições, há infidelidades

não há mentiras, há falta de verdades

não há sexo, há prazeres e orgasmos

Acorda … a corda!

Porque não há poetas, há sofrimento

não há livros, há escritores

Não há loucuras, há prazeres

Não há drogas, há vícios

não há vida, há viver …

e um dia a corda parte e tu nem acordas-te!