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Diz à mãe para migar as sopas ...

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Essas “coisas dos amores”

10.10.19 | Paulo Brites

DSC_10118-1-3.jpgNikon D3200, 18-55mm @ 18mm, f/9, 1/400s, ISO 200

 

Hoje no meu zapping facebokiano, comecei por ver uma publicação daquelas que, como diz o povo, são para inglês ver (risos). Vale o que vale, ou melhor, não vale nada! Somente populismo e um trabalhar para número de “gostos”! Mas lá continuei a ver as novidades e os dizeres “da alma e espírito” das gentes lusitanas e dos seus dramas e amores … politica, mal dizeres, passeios e viagens, saudades, recordações e aniversários facebokianos … música, sarcasmos e anedotas (dessas gosto). Enfim, o normal e habitual. De entre as partilhas que vi, uma delas, chamou-me à atenção.

Dizia o post: “Do primeiro amor gosta-se mais, dos outros gosta-se melhor” - Antoine de Saint-Exupéry

Não desvalorizo o autor da frase. Aliás, até tenho alguma admiração por ele - um aviador, sonhador e sentimental.

Certo que tal frase e pensamento não é referente a um livro, uma música, um objeto … no entanto, também ele pode aplicar-se a várias situações, como por exemplo: um animal de estimação ou selvagem, uma camisa, uma caneta, uma máquina fotográfica, ou até mesmo a um sonho ou uma viagem por exemplo. Poderemos aplicar em quer que seja. Não podemos é contradizer-nos!

Acabei por pensar um pouco sobre isso de, "um gostar-se mais, outro melhor". Não consegui lá chegar! Quando se gosta, gosta-se e ponto final. Não há gostar mais ou melhor! Ou se gosta ou não! Claro que esta minha opinião, está toldado e moldada, ao que sempre pensei sobre essas “coisas dos amores”.

Diz o povo que não há amor como o primeiro. Bem, em certos aspetos não deixa de ser verdade. Sim, o primeiro amor marca sempre. No entanto, julgo que é sobrevalorizado. Um amor não termina! Um amor nunca acaba! Poderá mudar de forma (e muda), mas não tem fim! E se, tiver fim, é porque não foi amor!

Assim, porque queremos nós saber do primeiro amor? O grande amor não é o primeiro, o segundo, o grande, o pequeno … o grande amor é aquele que por ser grande e verdadeiro, não permite a existência de um novo.

O que se quer é o último amor!

Não o grande amor; nem o primeiro; nem o segundo; nem o que se gosta mais; nem o que se gosta melhor. O que se procura, é ter um amor que não permita a existência de outro e que seja correspondido. Esse sim, é o gostar mais e melhor num só! Não há amor que se goste mais ou amor que se goste melhor, há amor! E quanto mais depressa se encontrar o último amor, mais felizes seremos!

Beijinhos e boa sorte nessas coisas dos amores!

 

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