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Diz à mãe para migar as sopas ...

Diz à mãe para migar as sopas ...

Eu sou ...

30.01.17 | Paulo Brites

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Eu sou o que penso,
sou o que sou e o que quero ser.
Eu sou o tudo e o nada,
a sorte do que tenho
do que perdi e o que ainda não conquistei
o azar do que desejei.

Sou o reflexo num canto da paisagem,
sou a alegria de quem me ama
a tristeza de quem me odeia
e a ocupação de quem me inveja. 

Sou os livros que li e os textos que escrevi
as fotografias que já tirei,
sou os momentos que passei
os que ainda quero passar
os amigos que conquistei.

Sou o amor que dei
e o que continuarei a dar,
sou os amores que tive
e os que luto para ter.

Sou as viagens que fiz
e as que quero fazer,
sou o cheiro que me seduz
a cor que me apaixona
a bebida que bebi
e o vinho que quero beber.

Sou a saudade e os abraços que já dei
e os que quero voltar a dar,
sou o que amei
e o que quero continuar a amar.

Não sou perfeito, também não sou imperfeito,
sou o contraste e a contradição
de quem quer
acima de tudo
viver com paixão. 

Paulo Brites