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Diz à mãe para migar as sopas ...

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Monsaraz e o jogo do “Alquerque”

12.07.18 | Paulo Brites

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 Nikon D3200, 18-55mm @ 45mm, f/5.3, 1/15s, ISO 2500

 

 

Há dias por terras de Monsaraz, deparei-me com uma peça decorativa feita em barro (provavelmente de S. Pedro do Corval) à entrada de uma casa de petiscos – O Gaspacho. A peça chamou-me à atenção pela sua singularidade, simplicidade, qualidade, critério e bom gosto do seu proprietário na utilização da mesma. Certo que é feita em barro e as originais são talhadas em lajes, mas sem dúvida que representa e simboliza uma parte lúdica que até há pouco tempo existia por estas paragens. Parabéns ao seu proprietário pela utilização da mesma!

 

Representa “O Alquerque”, um jogo do antigo Egito há mais de 3 mil anos, que foi introduzido em Portugal no século VIII pelos muçulmanos e está representado em lajes dispersas por várias vilas e aldeias portuguesas. Por norma esses tabuleiros situam-se junto aos adros das igrejas ou em locais que eram utilizados pelos habitantes para ao fresco do verão passarem uns momentos de convívio. Monsaraz, Alandroal, Castelo de Vide, Marvão são alguns exemplos onde a sul do país estão presentes vestígios muito bem conservados do seu tabuleiro desenhado em lajes ou em granito. Mas existem muitos outros locais onde ainda se consegue ver a existência e a importância lúdica deste jogo.

 

O nome Alquerque derivou de “Al-Quirkat” e é o antepassado do atual jogo de Damas, cuja versão inicial, terá surgido provavelmente no sul de França, por volta do século XII.

 

Monsaraz por si só não necessita de “decorações”, necessita sim que seja respeitado e sem dúvida que ao invés de trapos, trapinhos e outras coisas tais que nada têm a ver com esta Vila exista quem tenha de facto bom gosto!

 

Beijinhos