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Diz à mãe para migar as sopas ...

Diz à mãe para migar as sopas ...

Não somos um povo de brandos costumes, somos sim, um povo de mansos!

03.05.19 | Paulo Brites

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Foto de José Carlos Carvalho no jornal o Expresso

 

Ora vamos lá falar um pouco de um território, a que, os romanos há 2.000 anos atrás se referiram a ele como: “para os lados da Ibéria, existe um povo que não se governa nem se deixa governar”.

 

Bem, a “coisa”, até que é mais ou menos assim! Ao longo da nossa existência como portugueses (o que já acontece daqui a pouco há quase 1 milénio), os golpes palacianos - Tendo como fidedignos os relatos passados - sempre foram uma constante.

 

Momentos bons, momentos menos bons, momentos assim-assim, lá se tem indo em frente, neste retângulo à beira mar plantado.

 

Não sou historiador, nem muito menos investigador da nossa “timeline”. Por isso, irei somente tentar enquadrar-me nos últimos acontecimentos. Nesta nossa “timeline”, parece-me bem, enquadra-la nos seus últimos 25 anos.

 

Desde sensivelmente 1994, o nosso país cresceu. O nosso país ficou bem mais bonito com a moda das rotundas, a moda das pontes e autoestradas, com a moda da “evolução” do Português escrito (por decreto, feito por quem não sabe escreve-lo) … enfim, até o compadrio e a corrupção se desenvolveu e, atinge os valores mais altos de mercado neste momento (isso para utilizar uma expressão economicamente correta).

 

Tivemos um “senhor”, assim da altura do nosso herdeiro da coroa mas sem bigode, que por ser um economista de formação, teve uma carreira politica que terminou com 10 anos como Rei disto tudo. Depois, surge um baixinho, redondinho que também ele, por ser tão bom a fazer contas, é hoje a figura máxima, da amizade no mundo.

 

Um outro sorridente, que ama tanto o nosso País, de tal forma que resolveu ir para o centro do velho continente defender os interesses nacionais. Consciente do estado do Estado, lá foi para a Flandres dizendo que: somos um país das bananas.

 

De seguida, chegaram os Playboy`s. Um deles, segundo dizem, era um Playboy da noite. O outro, um playboy sem se assumir. Claro que o senhor engenheiro, com a ajuda do nosso avô bochechas, o patriarca desta merda toda, sempre teve uma consciência muito acentuada para os valores familiares. De tal forma, que os primos e amigos, sempre estiveram com ele … e olhem que são muitos!

 

Depois, como em qualquer família, existem crises e, vieram outros amigos espalhados pelo mundo, dizerem: têm que fazer isto e aquilo, se quiserem uns trocos!

 

Surge, um profissional da matéria, um homem profissional desta coisa da política. O homem de tão profissional que era, seguiu o guião, tal como estava num post-it – desculpem, num memorando! Escrito e assinado até por alguém muito influente, na altura até era presidente da capital do império e que, estava tão seguro das suas convicções e objectivos, que com a ajuda do avozinho, mandaram o seguro às favas …

 

Como diz o povo, o segundo é o primeiro dos últimos. E assim foi! Resolveu fazer jus ao conhecimento popular e dizer: Eu fiquei em 2º lugar mas o 2º lugar é o primeiro (dos últimos). Assim, sou eu que vou comandar esta coisa toda!

 

O que está mal, é culpa dos outros, o que poderá estar bem, é trabalho meu … e, as outras merdas: não sei; não tive conhecimento; vamos analisar; vamos apurar responsabilidades … e por aí!

 

Numa campanha de sorrisos, com a ajuda da pasta medicinal Couto e o patrocínio da control e da durex, distribui e continua a distribuir carinhos a todos nós! Depois, o homem dos afetos é o professor!

 

Retomou o controlo familiar, dando primazia aos amigos, primos, cunhados, esposas (porque as senhoras vêm sempre 1º), esposos, filhos e filhas … enfim, tudo gente da mais altíssima competência.

 

Com tão merecido trabalho, a organização dos institutos, secretarias de estado, empresas consultoras e coisas dessas, retomaram o caminho do sucesso. Para além dessa sua capacidade organizativa, sorridente e sínica, tem também elevadas capacidades comerciais e negociais. Tanto no ramo da floricultura, como na cultura da rabiçola alaranjada e, ainda conseguiu, unir a foice para que com a ajuda das medicinas alternativas, esses obsoletos instrumentos agrícolas, tivessem um ar da sua graça.

 

Verdade, tenho estado a brincar. Agora falar a sério: vocês conhecem alguma área em que podemos dizer, está tudo bem! Claro, sem ser na corrupção e compadrio?

 

Para tudo na vida, deveremos parar, meditar, avaliar … a minha avaliação é simples: Ao longo desses anos só existem 2 pontos em comum. Corrupção e povo!

 

Não somos um povo de brandos costumes, somos sim, um povo de mansos!

 

Beijinhos …

 

 

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