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Diz à mãe para migar as sopas ...

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O Estado de Emergência do Covid-19

17.03.20 | Paulo Brites

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Vamos ver se eu percebo! Entramos numa outra fase da pandemia. O alarmismo português é uma das nossas características, infelizmente. O mundo vai acabar! Os otimistas são uns filhos da mãe – que se leia, P-U-T-A! os velhos do Restelo ganham protagonismo! Enfim, uma série de características muito próprias do ser português!

 

Neste momento, está tudo contra o Prof. Marcelo pela demora da decisão, do Estado de Emergência.  Mas será que temos noção do que é o Estado de Emergência?

Se me permitirem opinar, sem que me ofendam sff, vamos fazer um ponto da situação.

O que necessitamos? Necessitamos calma, bom senso e acima de tudo respeito por todos. Necessitamos que o País consiga funcionar num todo. Necessitamos de tratar quem está doente. Necessitamos de proteger as crianças, os idosos e os mais vulneráveis. Necessitamos de fazer e cumprir um período de quarentena. Que a distribuição de tudo o que necessitamos para a nossa sobrevivência seja de facto, uma prioridade. Necessitamos de controlar entradas e saídas no nosso espaço, mas não, como alguns dizem, que os caravanistas sejam expulsos e regressem ao seu país. Não! Também temos caravanistas portugueses por esta Europa fora! Se estão cá, temos que tratar deles, como se de um português se tratasse! Necessitamos de criar mínimos para as compras de supermercados. Necessitamos de evitar a propagação do vírus. Em suma, necessitamos de autocontrolo, de manter a mente em bom estado de funcionamento e, acima de tudo, bom senso.

Temos por hábito criticar tudo e todos, em especial, nas redes sociais. Também temos por hábito, a ausência de raciocínio (infelizmente em muitos de nós, ela não é ausência, é mesmo uma característica).

Mas o que vai alterar com o decretar do Estado de Emergência? Perda total de direitos e liberdade! Por exemplo, iremos colocar nas mãos dos patrões, autonomia para que possam eles, num qualquer escritório, em alguns casos, numa qualquer praia no mundo, junto das suas contas de offshore, que nos façam ainda mais “carne para canhão”. Vai acontecer, que um militar nos diga: ou vais para casa, ou dou-te um tiro na cabeça – que se leia cornos. O que vai acontecer, é somente, ou vais a bem, ou vais a mal. O vírus, não reconhece se estamos ou não num estado de emergência. Ao contrário de uma guerra ou de calamidade atmosférica, em que, é necessário meter o “rebanho” no seu curral, esta crise da pandemia Covid-19, tem outras características e necessidades.  

É de conhecimento geral, que as palavras do nosso primeiro-ministro, de que a crise anterior, já passou e que, o país está bem, são uma pura jogada de marketing e de política, para, as redes sociais. A realidade é outra. A realidade é que não temos dinheiro para mandar cantar um cego! A realidade é que, quem sabe, até o próprio estado, num curto espaço de tempo, não tenha dinheiro para nada!

Decretar um Estado de Emergência, não será de certeza a melhor solução. Este momento que vivemos, é acima de tudo, uma questão de bom senso e de inteligência.

É ficar em casa quem de facto pode! É criar condições, para quem não o pode fazer, tenha o máximo de segurança possível! É em primeiro lugar, uma questão de civismo! Este civismo, nunca será produzido pelo decretar do Estado de Emergência!   

 O que necessitamos é dizer aos patrões: Vais ter que trabalhar em serviços mínimos, esquecer o dinheiro, e somente chamar os funcionários, necessários para esses serviços mínimos. É necessário, dizer aos pequenos empresários: não se preocupem com o pagamento de IVA, de segurança Social e outras coisas do tipo, depois de controlar o surto, logo se vê o que se consegue fazer. É necessário dizer ao povo: Se não consegues neste momento dinheiro para pagar a água, a luz, o gáz … não te preocupes, nós iremos mais tarde tratar disso! O dinheiro não é tudo na vida! Aliás, o dinheiro não é nada! A tua vida é mais importante!

É necessário, que o Governo da Republica tome medidas em tempo útil, e que, não seja necessário, por exemplo, Camaras Municipais e Governos Regional, as tenham que tomar por antecipação!   

Meus amigos, isto não irá passar em 3 dias… Isto, vai ficar muitos dias!

É necessário sentir que o Estado está do nosso lado! Para qualquer exercito, é necessário um comandante de mente sã! Não será com certeza, decretando, Estado de Emergência que isso acontece! O Estado de Emergência é nosso! O Estado de Emergência é acatar, sem imposição, o que temos que fazer!  E deixarmo-nos de merdas!

Beijinhos e abraços virtuais!

 

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