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Diz à mãe para migar as sopas ...

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Os “gostos e adoros” faceboquianos, as traições e as Fake News

01.11.19 | Paulo Brites

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Hoje vi uma publicação de um guru da autoajuda e bem-estar espiritual e amoroso, em que, ele próprio se contradizia. Falava de amores e perigos faceboquianos. Ainda fui pesquisar o seu autor, porque, a sua forma de escrever e falar, dava a sensação de pertencer a uma qualquer seita daquelas “manhosas”. Mas não! Era somente populismo barato!

Não irei aqui mencionar “tão importante” texto - que até necessita se ser “patrocinado” para ter relevo e alcance – mas, destaco um comentário a essa publicação! É um comentário assertivo, correto, em que, esse sim, deveria ser ele patrocinado para que, chegasse ao maior número de leitores. De forma, a que esses mesmos leitores pudessem pensar e meditar sobre o assunto.   

 “Eu não preciso saber tudo o que a minha mulher faz ou deixa de fazer, onde almoçou ou com quem lanchou. Se eu precisar de saber isso, é porque chegámos a um ponto na relação onde eu não quero estar

E é isso! Esse comentário de resposta a um texto fabricado e construído com o objetivo de “gostos e adoros” faceboquianos, fez-me pensar um pouco em tudo o que se passa na atualidade.

Desconfiamos das verdades mas veneramos as fake news. Temos uma total preguiça de raciocínio. Estamos a ficar castrados no pensamento. Isso é algo que nos últimos tempos, por este Portugal, é o que mais vimos, assistimos e vivemos!

Mas porque raio nós portugueses temos este comportamento? Aliás, não é só o português! Está espalhado pelo planeta azul! Desconheço a existência de vida em outros, mas se existir, acredito que também por lá exista este comportamento e reação.

Pouco ou nada percebo de psicologia, para que, possa ter uma opinião sobre isso. É uma matéria bem complicada. Manda o bom senso, que em matérias dessa complexidade, tenhamos algum cuidado. Em especial, quando não temos conhecimentos, que nos possam sustentar uma qualquer opinião. Qualquer mera opinião, está ela a ser, uma fake news.

No entanto, existem inúmeros comportamentos em que, nos é permitido opinar sem correr esses riscos.

Tal como existem essas pessoas que duvidam da verdade e acreditam na mentira, também existem pessoas que fazem e provocam, um mundo virtual. Criam-no, alimentam-no, dão-lhe vida e, fazem dele um mundo verdadeiro.

Todos nós somos diferentes! Uns por “feitio” próprio, outros, por experiencias menos boas que ao longo da vida se foram tendo.

Existem algumas pessoas que se sentem traídas, mesmo, sem o terem sido. Numa situação de dúvida, deixam-se levar pelas crenças que nelas próprias são criadas. Começam a existir confrontamentos, avaliações desmedidas, questionamento ou, pior ainda, silêncio. Começasse a dar vida ao que nada tem, ou mesmo, a criar ligações inexistentes.

As redes sociais vieram potenciar esses comportamentos. O facebook por exemplo, está “cheio” de exemplos sarcásticos e irónicos de indiretas.

Aquele velho ditado - a carapuça serviu - é algo que se pratica e pensa a toda a hora. Independentemente do assunto que se fale, ele está presente.

Até há quem diga que esta “coisa” do facebook, é a razão da existência de muitas traições amorosas. Esquecendo que essa “coisa” das traições, sempre foi algo que existiu e irá existir!

Não é as redes sociais que provocam as traições ou valorizam as fake news! As redes sociais, somente revolucionaram a forma e o método de comunicação. Tornaram-na muito mais fácil e acessível.

O resto, bem o resto é algo que sempre existiu! No amor, a desconfiança, é o maior cancro que uma relação pode ter! Quem trai uma vez, trai mais vezes! Nas notícias, acreditar nelas sem confirmar a sua veracidade, é o que faz nascer idiotas! Se mentem hoje, irão mentir amanhã.

No atual momento em que se vive, o maior perigo não está na internet ou nas redes sociais. Está sim, na total falta de conhecimento e inteligência de muitos dos seus utilizadores. As fake news estão ai, no entanto, as plataformas que as divulgam, são exatamente as mesmas em que poderemos obter a verdade!

É só procurar um pouco e, deixar de viver em mundos virtuais, quer sejam eles políticos, amorosos ou sentimentais.

Beijinhos

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