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Diz à mãe para migar as sopas ...

Diz à mãe para migar as sopas ...

Tu e o teu “teu”!

10.12.18 | Paulo Brites

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Hoje recordei umas palavras escritas por mim há alguns anos atrás. É uma lembrança de um velho, inútil e arquivado blog. Foi o meu primeiro blog! Tinha um nome muito específico e com alguma carga nostálgica -“Debaixo do meu Alpendre”. No entanto, mesmo sendo um blog velho, inútil, não faz dele, algo que já deveria ter morrido! Tem coisas positivas!

 

Fui reler alguns textos que por lá depositei, tal como, quando vamos à velhinha caixa de camisa ou sapatos, onde temos amontoado algumas das nossas velhinhas fotografias e, sem darmos por nós, os cantos da boca, sobem e aproximam-se das orelhas. Olha eu aqui tão janota; é pá, ainda me lembro de ter tirado este retrato; … fogo, já morreste há tantos anos mas ainda me lembro muito bem de ti; E … por aí fora!  

 

São recordações que mesmo as mais tristes, nos fazem sorrir! Mas … também com elas, surgem outros pensamentos; Olha eu aqui tão jovem e ainda cheio de cabelo; Lool … era um puto giro; Fogo como nós mudamos ao longo do tempo ….

 

E sim, é verdade! Vamos caminhando pela vida, vamos sofrendo muitas transformações. Essas caixas de camisa ou de sapatos, somente são um pouco de nós! Somente transmitem o que uma qualquer máquina fotográfica congelou! Nelas não estão: pensamentos, ações, caracter, personalidade … não, não estão! Só e só estão: imagens e recordações.

 

Já um velho blog, um velho diário, um velho caderno ou sebenta, têm outras lembranças! Diferentes, das lembranças do velho conteúdo da caixinha de camisa ou sapatos. Para mim, elas são mais importantes! Têm palavras! Têm pensamentos! Têm comportamentos! Têm personalidade!

 

Se é importante? Vale o que vale! Mas permite que te revejas; Permite que te conheças; permite que te avalies; permite-te num todo, tudo o que és! E quando, reles essas “coisas” e dizes para ti mesmo: Não há contradições no que tu eras e no que tu és! Está igual a ti próprio! Tu és esse… e, isso deixa-me feliz!

 

Isso diz-me que ao longo dos anos, o teu caracter e personalidade não alterou de forma significativa. És fiel a ti mesmo! És fiel aos teus princípios e lealdades! Se há quem não concorde com eles? Claro que há! Seria muito mau, caso não existissem “pessoas” com pensamentos e actos diferentes dos teus! Mas, o que é mau, é quando se diz uma coisa e se pratica outra! O contraditório é uma das melhores “coisas” para que o nosso crescimento, como ser universal, melhore! Mas ele terá que ser positivo!

 

Não sou o mesmo que as imagens da velhinha caixa de camisa mostram! Não, não sou! Mas sou o mesmo que as minhas recordações em termos de palavras transmitem! E isso, é sem dúvida, das coisas que mais gosto de sentir!

 

Isso transmite-me algo muito importante: as minhas palavras correspondem às minhas ações, ao contrário do que, a caixa de camisa contém e mostra! Mostra um ser diferente do ser, que este ser, é hoje!

 

E isso, deixa-me feliz e em paz comigo próprio! Gosto de gostar de ser como sou! Gosto de ler e pensar: Este és tu e, continuas a ser tu!

 

“Ontem numa das minhas diárias viagens entre, Évora e Reguengos de Monsaraz, depois de um dia muito intenso, ouvi um anúncio na rádio que me acompanhava que dizia isso: “… eu tenho 10 maças numa mão e outras 10 maças na outra … o que é que eu tenho? … para uns 20 maças para outros 2 enormes mãos … “. Pois bem, é isso mesmo, todos nós somos diferentes, pensamos de forma diferente e vimos de forma diferente. Olhei para o que me rodeava e a imagem que obtive foi esta fotografia.

 

Hoje continuei a pensar nisso, a ver e a analisar o que me rodeia, o que ouço, o que me dizem, o que pensam as cabeças desse mundo … e cheguei a esta conclusão:

 

Como é boa a vida, como é bom respirar, comer, beber, caminhar, ver, ouvir … como é bom ter consciência que ficar imóvel, isolado, apático, doente, não será razoável nem será a melhor solução! O gosto por tudo isso nunca compensa o sofrimento e o mau estar que se gera, quando pensamos e nos sentimos doentes e descrentes de nós próprios, daquilo que somos, do que queremos …

 

Este por do sol para uns é o fim do dia, o começo de um novo romance com o que vem a seguir, a lua. Para outros é a beleza do inicio da noite, a contemplação da beleza de mim próprio e a alegria de ver a lua e, saber que quem me acompanha é o sol … pensar que o que tenho, com toda a certeza – SÃO DUAS ENORMES MÃOS E NÃO 20 MAÇAS!”

 

A César o que é de César! E que nunca nos venha à lembrança … que deveríamos ter feito isso ou aquilo de outra forma! Nunca! Que a tua paz de espirito, seja sempre feita à tua imagem, às tuas palavras, às tuas crenças! Que digas e que te relembres: Fiz tudo o que poderia e deveria ser feito!

2 comentários

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    Paulo Brites

    10.12.18

    Sempre Júlio! A paz de consciência é sempre a melhor de todas
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