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Diz à mãe para migar as sopas ...

Diz à mãe para migar as sopas ...

Tu que estás a ler isso, vinhas de férias para o nosso País?

05.08.18 | Paulo Brites

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Ontem falei um pouco sobre o FIB (Felicidade Interna Bruta), hoje apetece falar sobre o PIB (Produto Interno Bruto).

Vamos por partes, se o nosso Portugal é um país que aposta fortemente na indústria do turismo e que verdade seja dita, com alguns resultados positivos e muito importantes para o nosso PIB … vamos lá perceber algumas coisitas.

Hoje a CP suspende a venda de bilhetes para os comboios pendulares, motivo: Devido às elevadas temperatura e a falta de capacidade do Ar Condicionado das carruagens.

Pois, parece que as carruagens em termos técnicos de refrigeração só trabalham até 42 graus … Até ai tudo bem, caso neste País à beira mar plantado tivesse um clima onde essas temperaturas não existissem! Mas não, todos nós sabemos que as elevadas temperaturas são uma constante no nosso clima, mas mesmo assim, fazemos os nossos investimentos com cadernos de encargos completamente fora da realidade. Isso para não dizer, que alguém que trata dessas coisas o faz premeditadamente para que exista margem para umas luvas, o mesmo é dizer, uns euros na sua conta bancaria …  

Depois porque se extinguiu os tão importantes e conhecidos Cantoneiros, temos as nossas estradas, caminhos e ruas com erva de metro e meio que chegam inclusive a tapar completamente as placas indicadoras de povoações e seus sentidos, bem como os importantes sinais de transito, metendo em perigo os automobilistas que nelas circulam (embora exista uma lei de Outubro de 2017 que obriga à limpeza e ceifa nas bermas a uma distancia mínima de 10 metros – que o Estado e Autarquias não cumprem).

Depois como se isso não fosse suficiente para que um turista pense 2 vezes antes de viajar para Portugal, temos também os nobres horários dos museus e afins que com muito e muito esforço de alguns autarcas lá os vão mantendo, muitos deles por pura carolice e que todos nós sabemos que a maioria fecha as suas portas às 17:00 ou 17:30 conforme o horário dos funcionários públicos.

Depois temos a Proteção Civil que em caso de incêndios nos manda ligar para uma empresa de reparação de vidros automóveis! Erros todos têm, no entanto o mais caricato ainda é a Proteção Civil (que na maioria dos países dos nossos turistas é de confiança e respeitada) passa os dias a elaborar alertas (que concordo plenamente) em que recomenda as “pessoas” a não saírem de casa entre as 14:00 e as 17:00 … portanto é recomendado que fiquem no hotel no horário de visita a esses museus …

 

Bem … vamos lá fazer um pequeno exercício:

 

Um turista chega a Lisboa a um aeroporto super lotado, paga logo uma taxa só por aterrar em Lisboa. No seu planeamento de viagem está previsto uma deslocação de comboio pendular até ao Porto, não o pode fazer porque uns iluminados compraram carruagens inadaptadas ao clima e a venda de bilhetes está suspensa … fazia também parte deste plano de viagem algumas deslocações e visitas a museus etnográficos ou temáticos pelo interior do país. Como não conseguem viajar de comboio, os autocarros estão lotados … resolvem alugar um automóvel que funciona com combustíveis a preço de ouro e mais cara da europa, até ai tudo bem! Os “homens” têm muito dinheiro, como diz o português! Mas para além dos perigos existentes por falta de visibilidade dos sinais de trânsito nas estradas e que os coloca em perigo (não é falta de sinais, é falta de limpeza das bermas) resolvem viajar por autoestrada mas … depois têm que ir aos CTT 2 dias mais tarde pagar as portagens porque não têm Via Verde … Tentam resolver a sua vida e resolvem aceitar o convite do Turismo de Portugal (descubra Portugal de bicicleta) e alugam umas “bikes” mas … depois apercebem-se do perigo que é “pedalar” nas estradas sem bermas ou ciclovias! Aborrecidos com isso tudo um dos homenzinhos e devido ao calor sente-se mal e vai a um hospital publico (que tem de pagar uma taxa moderadora) mas por motivos da falta de pessoal as urgências encontram-se encerradas … os homens ligam para o 112 mas como o inquérito solicitado por este serviço é tão demorado e extenso, as temperaturas baixam, um habitante local oferece água fresca para a “pessoa” refrescar e finalmente quando termina tão importante inquérito o nosso turista já se encontra restabelecido, para sorte do operador do INEM que não tinha médico nem ambulância para o socorrer …

 

Vou ficar por aqui, não vale a pena continuar este texto! Verdade, tu que estás a ler isso, vinhas de férias para o nosso País?

 

Beijinhos   

 

* Foto Google