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Diz à mãe para migar as sopas ...

Diz à mãe para migar as sopas ...

Uma fotografia, uma música … e um bom medronho – Parte VIII – Miguel Araújo

04.06.18 | Paulo Brites

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Nikon D3200, 18-55mm @ 55mm, f/5.6, 1/80s, ISO 100

 

 

Dói-me o baço, dói-me o braço

Tropeço e troco o passo

Faço o que posso e o que não posso

Meço, coço, peso e peço ao Padre-nosso

 

-Faço o que posso e o que não posso

Meço, coço, peso e peço ao Padre-nosso

 

Pesam-me as pernas, pesam-me penas

Patológicas obscenas

Faço o que sei e o que não sei:

Choro, rio, rezo, rogo em vãs novenas

 

-Faço o que sei e o que não sei:

Choro, rio, rezo, rogo em vãs novenas

 

Mas há uma azia que se me cresce

Que quando me aparece nada em mim se mexe:

É o medo que o meu médico deixe

Que eu deixe de ter de que me queixe

 

-Que eu deixe de ter de que me queixe

 

Ponho zelo, ponho gelo

Dói-me a pele e dói-me o pelo

Dói-me um cabelo e outro cabelo

A cruz, a cris, o calo e o cotovelo.

 

-Dói-me um cabelo e outro cabelo

A cruz, a cris, o calo, o cotovelo.

 

Ai Cristo, ai quisto,

Minha Nossa o que é que é isto?

Que é da crosta que era ali?

Que é do quisto que era ali?

Pelo que parece pereci

 

-Que é da crosta que era ali?

Que é do quisto que era ali?

Pelo que parece pereci

 

Mas há uma azia que se me cresce

Que quando me aparece nada em mim se mexe:

É o medo que o meu médico deixe

Que eu deixe de ter de que me queixe

 

-Que eu deixe de ter de que me queixe

 

Miguel Araújo