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Diz à mãe para migar as sopas ...

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Uma fotografia, uma música – parte XII - Maria Bethânia - Meu amor é marinheiro

21.08.18 | Paulo Brites

DSC_5979 - paulobritesfotografia.blogs.sapo.pt

Nikon D3200, 18-55mm @ 18mm, f/6.3, 1/250s, ISO 100

 

https://www.youtube.com/watch?v=xrvRd3E_Xkg 

 

Meu amor é marinheiro

e mora no alto mar

seus braços são como o vento

ninguém os pode amarrar.

 

Quando chega à minha beira

todo o meu sangue é um rio

onde o meu amor aporta

seu coração - um navio.

 

Meu amor disse que eu tinha

na boca um gosto a saudade

e uns cabelos onde nascem

os ventos e a liberdade.

 

Meu amor é marinheiro

quando chega à minha beira

acende um cravo na boca

e canta desta maneira.

 

Eu vivo lá longe, longe

onde passam os navios

mas um dia hei-de voltar

às águas dos nossos rios.

 

Hei-de passar nas cidades

como o vento nas areias

e abrir todas as janelas

e abrir todas as cadeias.

 

Assim falou meu amor

assim falou-me ele um dia

desde então eu vivo à espera

que volte como dizia.

 

Manuel Alegre